27.3.07

isabel lhano fotografada pelo nelson d'aires

roubei esta fotografia ao blogue do amigo nelson d'aires, o seu autor. mostra a nossa íntima isabel lhano, pintora para caraças, entre alguns dos belíssimos trabalhos que vai expor na galeria são mamede, em lisboa, a partir de maio próximo. porque estamos, eu e o nelson, implicados nestes quadros até ao osso, não resisto de ciúmes e preciso de partilhar com eles este post também. mais adiante apelarei convenientemente para que apareçam na inauguração, onde estaremos todos muito lavadinhos e felizes

26.3.07

charles bukowski

o manuel a. domingos é um gajo muuuuito fixe que todos conhecemos há muito seu blogue pessoal chamado assim. agora, e porque é fixe, criou um blogue para publicar as suas traduções de poemas de charles bukowski, um escritor que admira, como eu admiro. o blogue chama-se assim e passa a ser de consulta obrigatória. obrigado manuel. havemos de tomar um café, gostaria muito

parabéns ao joão gesta


tanta coisa me tem passado para me distrair daquilo que é verdadeiramente importante, acabei por não saber do aniversário do bom amigo joão gesta. encontro no blogue da caixa geral de despojos umas fotografias belíssimas da patrícia campos e um texto do próprio guru do sarcasmo nacional sobre que experiência é essa de fazer cinquenta e quatro anos. roubo-o para o casadeosso, para deleite de todas as pessoas. e parabéns, gesta, és uma daquelas pessoas sem as quais o mundo secaria de tristeza e não faria sentido absolutamente nenhum. abraço grande
«Hoje faço 54 anos.
É aquilo a que eu chamo uma idade de merda, uma idade vegetariana - nem é carne, nem é peixe.Se é verdade que não estou, assim o espero, propriamente com os pés para a cova, também não deixa de ser verdade que já não posso competir com o Diogo do 5º esquerdo, polícia de profissão, músculos reluzentes à varanda, madeixa sedosa a tapar-lhe e não o olho azul, arma sempre em riste quando lhe aparece pela frente o inimigo ou as namoradas dos amigos mais chegados.
É certo que a idade também me deu (alguma) sabedoria e tolerância.Sei dizer, sem titubear, onde ficam as costas do Pacífico e o fim das costas da Sónia, o bairro com a melhor coca da cidade, consigo mesmo descobrir o ponto "g" da Bárbara às escuras e, pasme-se, o apito (dourado) do Artur, sem óculos, sem mãos.
Quanto à tolerância, meus caros, estou um doutor.Aceito, com bonomia, os kung-fús da Cristina, as mortes súbitas da Filipa, os atrasos da Mafalda, os atropelamentos e fugas da Coliveira, os decotes da Adriana, a energia matinal trifénica da Patrícia, os falhanços do Nuno Gomes, as sopas do Pedro Lamares, os espasmos governativos do Sócrates, os penteados do João Tiago, as camisas do Isaque. Tudo isto com um sorriso nos quatro dentes decentes que fui capaz de manter.
E até já tenho planos para os próximos doze meses, isto se a puta da vesícula não me atraiçoar como a Sónia:
1) conquistar a Sandra aos mouros.
2) reconquistar o Rivoli aos touros.
Plano alucinante, luminosidade inusitada, comichão nos farilhões orientais.»

agora é a sério, dezassete - antes das gajas que vêm a seguir

agora é a sério, dezasseis - gajas







24.3.07

ajudar os outros

o pai desta menina incrivelmente bonita, pede a divulgação de um apelo que passo a reproduzir abaixo:
«Vivo nos arredores de Lisboa e sou pai de uma menina, agora com 7 anos, que é portadora da doença de TARGARDT (degeneração da mácula), o que faz com que perca a visão central ), doença essa que é actualmente incurável, mesmo no estrangeiro. Como não é fácil obter informações a nível nacional, resta-me a Internet para adquirir um conhecimento mais profundo que me ajude a lidar com esta doença, pois mesmo em Lisboa a única ajuda que me foi facultada foi de uma associação (mais concretamente a Associação de Retinopatias de Portugal), associação essa que também padece do problema de falta de apoio, pois é uma entidade privada. O grande objectivo deste e-mail é tentar arranjar maneira de contactar pessoalmente, familiares ou amigos dessas pessoas que sofram da mesma ou semelhante doença, para fazer um rastreio, com um único pensamento: - Difundir e trocar informações acerca desta doença. POR FAVOR divulguem este e-mail pelos vossos contactos e/ou se tiverem conhecimento pessoal de um caso semelhante, agradecia que me contactassem: rgoncalves@ruralinf.pt
MUITO E MUITO OBRIGADO. Rui Gonçalves»

23.3.07

the jamie saft trio no theatro circo em braga, às 21.30h. já vou indo

agora é a sério, quatorze - sexo oral em portugal

a noite abre meus olhos


o primeiro encontro de poesia da livraria arquivo, em leiria, tem a designação «a noite abre meus olhos» e é já amanhã, sábado 24, às 18 horas. estarei presente com o josé rui teixeira, o josé tolentino mendonça, a ana luísa amaral, o jorge melícias e o manuel antónio pina. a moderação da conversa é de amélia pais. a entrada é livre.

regis bonvicino, marcelino freire, antonio cicero e eucanaã ferraz

(fotografia de miguel rio branco)
existem na minha vida algumas grandes cisões que parecem momentos de passagem para estádios seguintes de difícil retorno. há cerca de dois ou três anos iniciou-se um processo algo doloroso que culminou com o meu afastamento de muitas pessoas com quem convivia familiarmente.
nesse seguimento, a maioria dos meus amigos brasileiros viram-se algo esquecidos, tendo eu afastado os contactos e submergido num autismo grande para escrever, ou contemplar, ou simplesmente esperar que as coisas se tornassem um pouco mais cor-de-rosa no mundo dos meus bonequinhos-monstros.
entre as pessoas de quem mais senti falta estarão o marcelino freire, o régis bonvicino, o antonio cicero e o eucan ferraz. hoje, encontrei na internet uma página muito completa do régis, lembrei-me desses tempos e de todos. também da adriana calcanhotto, do caetano veloso, e tanta mais gente que nem sei. cada um deles, em determinados momentos, representou um espaço familiar muito especial para mim, que estive no brasil em visitas prolongadas e sempre sensibilizado com a amizade.
com o régis fui ao velório de haroldo de campos, jantei no topo duma torre infinita no centro de são paulo, discuti a sibila e a poesia portuguesa que poderia ser ali representada.
com o marcelino, há tanto tempo, surgiu a ideia de fazer a antologia «putas», editada há muito na quasi, fui comer a um restaurante que faz pizzas na panela, conheci o grande escritor evandro ferreira, partilhei o amor pela lula pena. conheci a carol, que me ofereceu um pato com música que ainda tenho na minha árvore de souvenirs.
com o antonio cicero conheci a elegância, o trato delicado mas firme, a simpatia, conheci marina lima, belíssima e vi a vista sobre a lagoa, ri muito.
com o eucanaã, mil coisas, tantas que pensei não ser possível que nos deixássemos de falar. porque os amigos entendem-se, se não no momento, mais tarde, porque o coração continua a dizer-lhes coisas e a obrigá-los a uma aproximação. com o eucanaã conheci a graça, de quem gosto muito.
depois de ver o régis, fiquei assim. enfim. espero que estejam todos bem. como estou também. como estou também.
para mais, reproduzo o poema «erótica de fã» incluído no meu último livro «pornografia erudita»:
quero não ficar espantado se me nascer
um filho de tanto ouvir caetano veloso,
quero não explicar nada sobre este tão grande amor

uns gajos simpáticos e criativos fizeram isto (e há mais), e eu acho que o ministro devia ser conhecido por sinistro, muda pouca coisa na palavra mas vai mais ao encontro das necessidades que a população sente de o internar num sanatório

22.3.07

disco de cabeceira - paulo praça

o paulo praça é um amigo de longa data com quem partilhei muitas convergências musicais. desde sempre ligado à música, passando por projectos como turbo junk.i.e, grace ou plaza, chegou ao tempo de se aventurar a solo na composição e interpretação de um disco cantado em português. tive o gosto e privilégio de escrever todas as letras para esse primeiro trabalho (numa parceria muito gratificante que manteremos para futuros lançamentos). o disco está nas discotecas, posto a circular desde o início desta semana. pode ser ouvido em rádios por todo o lado, mas pode ser experimentado no e-card do paulo que encontram aqui. a edição é da som livre, que foi a editora já responsável pela edição do aclamado «meeting point» dos plaza (uma música deles passava em um anúncio de uma marca de serviços de chamadas móveis sendo, por isso, mais conhecida do que a sé de braga).
disco de cabeceira é um trabalho pop rock, com uma vertente descomprometida e bem disposta (ainda que algumas letras encerrem uma algo irónica melancolia ou mesmo disforia). é o trabalho sobretudo do paulo, a quem reconheço uma capacidade muito particular para criar excelentes melodias para as minhas letras, tão supostamente mudas.
entretanto, um dos temas, «jack, o estripador», foi já incluído na compilação que o jornal público tem estado a editar aos fins de semana, tendo sido incluído no directório das canções a ter em conta em 2007, onde se encontram também propostas de maria joão, jp simões e outros.
uma das canções do disco conta com uma letra escrita a meias com a ana deus, a diva dos antigos ban e dos fabulosos - e mais recentes - três tristes tigres.
o paulo tem uma página virtual que abre com uma imagem belíssima, como já é costume, do nosso amigo, o virtuoso, mr. esgar acelerado

não se pode ser mais bonito do que a adriana calcanhotto a cantar «eu sei que vou te amar»

bjork. volta. que capa fabulosa

escola secundária de estarreja, com um obrigado especial à teresa e ao jorge. gostei muito. obrigado josé pelo entusiasmo, empenho e fotografias

duas fotografias que o jomagope tirou no mercado negro e de que gosto


a ovni.org já está online. amanhã henrique fialho em conversa em leira no bar alinhavar

agora é a sério, treze - talvez o pior videoclipe do mundo