16.5.07

depois de muito se ter especulado sobre a editora que viria a publicar a obra poética completa de manoel de barros, eis que vejo, com boa surpresa, que a quasi já chegou lá e que o livro pode ser, finalmente, apreciado pelo público português. manoel de barros é um dos meus poetas de eleição; um poeta com muitas fragilidades, mas também muito encanto, como acontece apenas a alguns.
não é coisa de ser perdida, este livro. anda por aí à venda, até na internet, aqui.
14.5.07
12.5.07
ontem fui muito bem recebido em são joão da madeira na belíssima livraria entrelinhas, pelo ricardo silva e pela cristina marques e também por três amigas que leram poesia (olá clara, obrigado pelo teu simpático comentário no post abaixo) e por uma plateia muito interessada e simpática. agradeço, assim, o convite e o cuidado posto na sessão. gostei muito de ter estado com gente amiga, no concelho mais pequeno de portugal. obrigado josé e teresa pela companhia no café, obrigado renato pelo jantar bacana, és um madeirense impecável
10.5.07
poema do amor sem reservas, eufórico e irresponsável, inspirado no projecto old jerusalem e, por isso, dedicado ao francisco
existe uma pequena entrada
no lado escondido da casa,
por onde me encontro com ela
para não prevermos a velhice e
todas as dificuldades da vida
existe um coração à pressa
onde pomos o amor, e à pressa
nem velhice nem coisa alguma
nos há-de encontrar. tão bem
escondidos, para lá da pequena
porta da casa, onde só eu e ela
sabemos entrar
existe um espaço ocupado na
minha mão, porque tudo quanto
agarre terá de deixar lugar para
o corpo dela. mais ou menos precise
de trabalhar, sem este toque os
dedos fecham, até a boca pára e
eu esboro para a terra do chão
no lado escondido da casa,
por onde me encontro com ela
para não prevermos a velhice e
todas as dificuldades da vida
existe um coração à pressa
onde pomos o amor, e à pressa
nem velhice nem coisa alguma
nos há-de encontrar. tão bem
escondidos, para lá da pequena
porta da casa, onde só eu e ela
sabemos entrar
existe um espaço ocupado na
minha mão, porque tudo quanto
agarre terá de deixar lugar para
o corpo dela. mais ou menos precise
de trabalhar, sem este toque os
dedos fecham, até a boca pára e
eu esboro para a terra do chão
9.5.07
7.5.07
5.5.07
uma alteração grave nas luzes da casa fez parecer que alguém atravessava as paredes da sala. expliquei-o ao administrador do condomínio. abriu os olhos de espanto e perguntou se seria algum fantasma. surpreendeu-me. eu não havia posto essa hipótese. eu julguei que por fim me procuravam, ainda que chegando invulgarmente pelas paredes
4.5.07
à uma da manhã encontrei-me no centro de um campo infinito. eu e mais ninguém. cheguei ali por força da procura desenfreada de alguém. ali, o lugar mais abandonado. compreendi que procurar desenfreadamente alguém conduz redondamente à solidão. estou de volta. são duas da manhã e não procuro mais quem quer que seja. acredito ser esse o método para finalmente ficar acompanhado
3.5.07
2.5.07
1.5.07
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