o z tem o seu excelente trabalho no blog uma por rolo, a partir de onde poderão gostar dele como eu gosto11.9.07
o z viu-me assim em paredes de coura
o z tem o seu excelente trabalho no blog uma por rolo, a partir de onde poderão gostar dele como eu gosto6.9.07
30.8.07
29.8.07
em setembro volto mais vezes. enfim. agosto é dureza. os meus telemóveis andam com problemas. tudo anda lento. tudo está abananado com a conjuntura. no tecto já não há uma mandala, resolvi mandá-la para o lixo. isto está tão diferente que baratas e a adília lopes e encomendas malucas vindas de sítios onde nunca estive enviadas por gente que nunca vi. mas em setembro não. em setembro serei como já fui, esperançado e, embora triste, quase feliz
28.8.07
21.8.07
sizo - nice to miss you

«nice to miss you» só pode ser um dos melhores discos de rock para 2007.
com um título inteligente abre para um projecto que tem dado provas de sentido nos já vários concertos de boa responsabilidade que assumiu.
em paredes de coura, ali mesmo a abrir o festival, mostraram-se certos e impiedosos, levando adiante um rock sem tretas, bem feito, baseado no conceito canção, sem grandes experimentalismos mas absolutamente funcional como se quer. um rock de batida forte, algo sujo, a encontrar referências em nomes da era punk, noise e electrónica.
até 15 de agosto este álbum esteve em download gratuito na página da banda e agora que passou o prazo... ainda lá está. por esquecimento ou generosidade, eis a ligação para que cheguem ao menu de tão aconselhada delícia.
são oito temas que a banda portuense apresenta, com excelente produção do jorge coelho - um gajo que sabe mesmo o que faz -, e dos quais destacaria «l'amour», «demo the satan», «you ate the stars» e «first» (este último talvez o que mais me faz saltar na lage do meu apartamento enlouquecendo entusiasticamente a minha vizinha tony carreirosa).
para não perder ao vivo em barco (guimarães - no barco rock fest 2007), já no próximo dia 31 deste mês de agosto. só não vai quem já lá está. mesmo
com um título inteligente abre para um projecto que tem dado provas de sentido nos já vários concertos de boa responsabilidade que assumiu.
em paredes de coura, ali mesmo a abrir o festival, mostraram-se certos e impiedosos, levando adiante um rock sem tretas, bem feito, baseado no conceito canção, sem grandes experimentalismos mas absolutamente funcional como se quer. um rock de batida forte, algo sujo, a encontrar referências em nomes da era punk, noise e electrónica.
até 15 de agosto este álbum esteve em download gratuito na página da banda e agora que passou o prazo... ainda lá está. por esquecimento ou generosidade, eis a ligação para que cheguem ao menu de tão aconselhada delícia.
são oito temas que a banda portuense apresenta, com excelente produção do jorge coelho - um gajo que sabe mesmo o que faz -, e dos quais destacaria «l'amour», «demo the satan», «you ate the stars» e «first» (este último talvez o que mais me faz saltar na lage do meu apartamento enlouquecendo entusiasticamente a minha vizinha tony carreirosa).
para não perder ao vivo em barco (guimarães - no barco rock fest 2007), já no próximo dia 31 deste mês de agosto. só não vai quem já lá está. mesmo
19.8.07
17.8.07
paredes de coura





paredes de coura foi o festival dos mão morta (infalíveis), dos sonic youth (para betos durante o concerto, geniais nos encores), dos u-clic (certinhos, matadores), dos sizo (a abrir, revelação total), dos sunshine underground (pop mas grande voz e boa atitude), dos electrelane (um bocadinho lésbicas submarinas, mas limpinhas e de som bonitinho), do slimmy (excelente compositor. o álbum nunca mais sai, já enerva) ou da mia (boa como o milho, batida forte, dance para a família e demais esqueletos vivos). não foi nada dos cansei de ser sexy (que parva de ivete sangalo aos saltos à procura de macho), nem dos sparta (totós), nem dos arquitecture in helsinky (rebuscados no rebuçado).
paredes de coura foi o festival da chuva boa e do frio do caraças. mas sempre o melhor e mais bonito festival português, com o critério musical acima de todos os interesses.
obrigado vítor paulo. o mundo contigo nem parece ter os problemas que tem. é fácil convencermo-nos de tudo muito melhor do que é. abraço grande, amigo
estou cansado. não falo. ouço. vejo
obrigado vítor paulo. o mundo contigo nem parece ter os problemas que tem. é fácil convencermo-nos de tudo muito melhor do que é. abraço grande, amigo
estou cansado. não falo. ouço. vejo
8.8.07
plano b, paulo praça, uma princesa maluca e as pombinhas da catarina
tudo junto a fazer arranjinho no meio do porto. foi lindo. eu até usei uma t-shirt nova e só lamento não a ter tirado. ninguém me pede nada, por estes dias. nada de interessante com que me entreter nas noites quentes deste verão. ai, maria, era hoje, juro-te que era hoje. por onde andas? vem cá dizer-mo ao pé
2.8.07
façam-me convites para projectos arrojados. vá lá, seus chatos. tenham ideias e mexam-se. e arranjem verbas, isso é que seria perfeito. vá. andamento povo. estou com ritmo. quero fazer mais e mais. ah, e gosto de pôr música em bares alternativos. estou por aí. e a fotografia é fabulosa e é do darren taylor. tudo a ir ver ao google quem é o darren taylor, andor, vite, vitea maia diz que hoje o meu signo ocupa a posição cimeira da sua tabela de ideias estapafúrdias sobre os planetas. quer dizer que tudo tem propensão a correr-me bem nestas vinte e quatro horas de sol generoso. eu vou para a praia durante a tarde - que é bom sinal - e espero ser engatado. sim, claro, o que é que um rapaz viçoso como eu pode esperar de um diagnóstico de boa sorte para um dia assim?
além disto, a minha vizinha - aquela mais boa - está outra vez a ouvir old jerusalem em altos berros. este prédio nunca mais foi o mesmo desde que o cristiano ronaldo começou a ganhar mais do que eu. lembro-me que antigamente as minhas vizinhas só competiam na facção marco paulo com romana. agpra vivo num edíficio mais bonito, sem dúvida. mas fico ansioso por saber como será isto quando eu começar outra vez a ganhar mais do que o cristiano.
e depois, para piorar o serviço ao sol, corre um vento meio fresco. e isto é sempre a mesma coisa. já me irrita.
o bruno anda por braga, a isabel pinta, o nelson apaixonado, o esgar nos estados unidos, a marta apaixonada, a susana apaixonada, o isaque apaixonado, o cláudio vai ver os interpol, o luís está mais moreno e sexy do que eu, porra. que raio se passa com a malta? está tudo louco
1.8.07
27.7.07
estou sem paciência, pouca ciência, muita incerteza, tanta gente, pouco charme, toda a música, sem dança, só sono, estou sem licença, sem tesouro, com tempo, nenhum marasmo, nem contrário, muito parado, muito lento, estou sem saber, estou a escrever, estou sem pinheiro, sem natal, estou no verão, muito despido, estou moreno, tanto projecto, nenhum objecto, sem ninguém, tarde portuguesa, nada se mexe, estou sem ter quem, estou silente, com toda a música, muito charme, tanta noite, todas as horas, nenhum frio, muito vento, tanta gente, um beijo, estou sem ter pejo, não me mexo, nada se quebra, estou com desejo, estou sem ninguém, niguém me liga, estou no pinheiro, tanta estrada, muito não leva a nada, ninguém se mexe, nada me esquece, dia sem ninguém
23.7.07
17.7.07
13.7.07
ciclo de mini-espectáculos da censura prévia - isabel lhano e valter hugo mãe, junho de 2007
vou embora. eu sei que volto, porque tudo me prende a esta mulher, e a decisão de partir não a tomei de ânimo leve. é muito fácil pensar que a estou a trair, porque seguramente estarei com muitos outros corpos buscando aquele estranho afecto entre desconhecidos que me é essencial. é fácil pensar que a luxúria me domina e que é pelo sabor imediato da traição que vou embora. mas não é verdade tal coisa. esta mulher é tudo para mim. vejam-na dedicada, como sempre, nos afazeres da nossa casa. pacífica. criando em seu redor uma esfera de dignidade inquebrável. vejam como apura cada gesto. cada objecto que toca definitivamente saciado por existir e se não houvesse mais ninguém no mundo, esta mulher bastaria para o preencher e fazer sentir exultante de plenitude. é uma mulher com tamanhos interiores capazes de albergar a criação, a génese de toda a natureza como uma função mais que divina, uma função perfeita.
através dela, se repararem bem, podem ver mais adiante, mais adiante no tempo, como se o futuro do amor estivesse garantido no seu coração. eu também quero ver. vejo-a todos os dias e tento chegar a esse conhecimento raro do que será o futuro do nosso amor e por vezes parece-me tão nítido nos seus olhos. e ela diz, dou-te os meus olhos, são duas pedras de água à espera da tua sede. eu também quero ver, respondo-lhe. e ela pode depositar a cabeça no meu peito como se me oferecesse os olhos assim.
vou embora, sei que cruelmente, como não pode deixar de ser. vou sair sem aviso, abandonando cada coisa no lugar de sempre como se voltasse depois de um café, cinco minutos, nada mais. mas não voltarei tão depressa. ficarei muitos anos afastado e quando vier serei só reconhecível pela mesma necessidade de sempre e pelo amor eterno que lhe tenho. e continuarei à espera de também ver o que pode ver. esse futuro implacável onde, para sempre e sem quebras, pertenceremos um ao outro, dominando a necessidade animal de marcar outras pessoas.
é um afecto estranho esse o dos desconhecidos. e estranhas são as marcas com que ficam depois de nos conhecerem. como estranho é também que julguem constantemente que não ficam marcados e que não se perceberá, na manhã seguinte, o jogo de sentimentos em que se arriscaram. eu sinto como ficam alterados. desenvolvendo protuberâncias nos corpos como reacções alérgicas à monogamia. desenvolvendo os corpos como euforia pela traição. e assim se mostram como calejados para a ambiguidade da vida e julgam que se mantêm unos por ingenuidade ou fantasia. alguns, precisam de tempo para admitirem que também querem ver. ver esse futuro adiante onde se reconheçam calmos do animal que são e se consumam de tamanhos interiores capazes de criações mais do que divinas. como esta mulher.
através dela, se repararem bem, podem ver mais adiante, mais adiante no tempo, como se o futuro do amor estivesse garantido no seu coração. eu também quero ver. vejo-a todos os dias e tento chegar a esse conhecimento raro do que será o futuro do nosso amor e por vezes parece-me tão nítido nos seus olhos. e ela diz, dou-te os meus olhos, são duas pedras de água à espera da tua sede. eu também quero ver, respondo-lhe. e ela pode depositar a cabeça no meu peito como se me oferecesse os olhos assim.
vou embora, sei que cruelmente, como não pode deixar de ser. vou sair sem aviso, abandonando cada coisa no lugar de sempre como se voltasse depois de um café, cinco minutos, nada mais. mas não voltarei tão depressa. ficarei muitos anos afastado e quando vier serei só reconhecível pela mesma necessidade de sempre e pelo amor eterno que lhe tenho. e continuarei à espera de também ver o que pode ver. esse futuro implacável onde, para sempre e sem quebras, pertenceremos um ao outro, dominando a necessidade animal de marcar outras pessoas.
é um afecto estranho esse o dos desconhecidos. e estranhas são as marcas com que ficam depois de nos conhecerem. como estranho é também que julguem constantemente que não ficam marcados e que não se perceberá, na manhã seguinte, o jogo de sentimentos em que se arriscaram. eu sinto como ficam alterados. desenvolvendo protuberâncias nos corpos como reacções alérgicas à monogamia. desenvolvendo os corpos como euforia pela traição. e assim se mostram como calejados para a ambiguidade da vida e julgam que se mantêm unos por ingenuidade ou fantasia. alguns, precisam de tempo para admitirem que também querem ver. ver esse futuro adiante onde se reconheçam calmos do animal que são e se consumam de tamanhos interiores capazes de criações mais do que divinas. como esta mulher.
esta mulher não vai dar conta da minha ausência, ainda que por anos não me toque. vai ver-me sempre muito perto, no futuro, para o momento impressionante do meu regresso e para não nos separarmos mais. ficará assim, a cuidar da casa ininterruptamente, como se ininterruptamente a casa precisasse dela, que é uma maneira que terá de não precisar de mais nada. de não precisar de mim
dezoito anos da rádio universitária do minho comemorados à grande em braga. confiram o programa nesta ligação
12.7.07
11.7.07
10.7.07
por vezes a morte é impossível de explicar e eu sei que não é deste mundo a razão porque a eliana nos deixou.
nós de coração na mão, muito difícil de o guardar agora
.
«águas passadas do rio,
meu sono vazio,
não vão acordar;
águas das fontes calai
ó ribeiras chorai
que eu não volto a cantar.»
(josé afonso, «balada de outono»)
6.7.07
no meu post anterior alguém deixou um comentário dizendo não saber se eu acredito em mim próprio. hummm. um anónimo, claro, porque para dizermos estas coisas convém estarmos escondidinhos da silva. e é verdade. não acredito lá muito em mim. tenho a mania de que sirvo mais para coisas simples e de que qualquer proeza que faça não é suficientemente grande. expliquei-me? não me espanto com praticamente nada do que faça e estando feito nada me parece suficientemente grandioso para me satisfazer. por isso, corro continuamente e mesmo que não saiba para onde ir. eu acho que é apanágio de quem cria por necessidade - uma angústia em chegar a um lugar que realmente não existe, porque os artistas satisfeitos não existem e eu sou de uma insatisfação monstruosa que até me pode maltratar, mas da qual dependo para me reconhecer ou, mais dramaticamente, da qual dependo para ser
5.7.07
29.6.07
27.6.07
26.6.07
coisas para escandalizar a minha avó - dois
quero dar um beijo na boca da moça que vende os andantes na estação da casa da música. aquele morena, meio indiana. adorava meter-me com ela a fazer filhos, como uma fábrica de amor ali mesmo no betão armado tão frio e limpo
coisas para escandalizar a minha avó - um
quero meter a pila no meio dos makis do sushi. sempre achei que aquilo do peixe cru me soa a coisa mais viva do que as outras e as cores são tão bonitas. enfim. excita-me
25.6.07
24.6.07
corrente
apanhado nesta corrente, lá vos digo que o que tenho lido tem estas coordenadas: «travels in the scriptorium», de paul auster (que é uma porcaria - às vezes o auster tem destas coisas); «cidade poibida», de eduardo pitta; «fable pour le coeur», de bernard noël; «postcards / poste restante», de valdemar santos e emílio remelhe; «borboletas», de brane mozetic; etc etc.
passo a corrente aos gajos do segundo andamento. bute aí trabalhar.
obrigado, para já disse
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procura-se actor/actriz profissional ou com formação, entre os 18 e os 35 anos para
espectáculo para a infância.
full-time e disponibilidade para itinerância
enviar currículo e foto até 26 de junho
informações: 96 63 77 172
20.6.07
emprego
quero um emprego em paris e nao estou a brincar. tenho uma licenciatura em direito e uma pos-graduacao em literatura portuguesa moderna e contemporanea. fui editor durante 6 anos, tenho mais de uma dezena de livros publicados e organizei, apresentei ou moderei mil eventos culturais. em paris sirvo para o que for preciso. aguardo propostas, mesmo
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