19.11.07

http://www.ruipedro.net/


sempre me impressionou a história do desaparecimento do rui pedro. numa infindável procura, a sua família agora abre uma página na internet com todas as informações possíveis para que se consiga chegar ao rapaz que hoje deverá já ser um adolescente com o aspecto com que o vemos neste desenho. podemos todos visitar a página e ficar atentos. ainda seria uma alegria grande para todos nós, enquanto sociedade, enquanto seres humanos, que este rapaz voltasse aos cuidados da sua família. aqui o endereço

luís silva - um ilustrador para mais do melhor do mundo



o luís silva, amigo de mais, é das raras grandezas de portugal na ilustração.
colaborador fixo da revista visão, tem feito o seu percurso com alguma discrição, passando por projectos inúmeros que agora culminam no aparecimento dos seus dois primeiros livros.
o livro da avó (com texto seu) e o senhor das palavras (com texto da isabel rosas), acabam de sair na boa afrontamento, impondo o trabalho do luís imediatamente. quem esteve, no sábado passado, na fnac do norte shopping a ouvir o abi feijó a falar sobre o livro da avó, compreendeu que o que aconteceu agora foi o vir ao de cima de um nome que vai marcar decisivamente o mundo dos livros «com bonecos» em portugal. por isso, e muito mais, muito me orgulho de vos convidar a visitarem o novíssimo blogue do artista, bem como a sua renovada página pessoal, onde encontrarão muitas imagens e informação diversa

18.11.07

labirinto – ideias escuras sobre o novo barroco de isabel padrão


a pintura portuguesa encontra em isabel padrão a sua mais competente e valiosa seguidora de um novo barroco, capaz de completar uma tela com uma miríade de elementos tal que, sem dúvida, a primeira sensação criada no seu espectador passa pela ocupação urgente do espaço; uma mediação das formas entre si, como se caber no quadro adviesse de uma digladiação entre os egos dos diversos elementos.
a ocupação aturada do espaço da tela é, contudo, e ao contrário do que à primeira vista nos possa parecer, algo ordenada, na sua base obedecendo a uma interposição ou sobreposição de padronizações que se limitam umas às outras mas que não se anulam. quer isto dizer que, embora complexas, as composições de isabel padrão não se motivam pelo caos, antes pela sua insinuação, uma vez que, nos seus detalhes tudo se mantém perfeito e até indiciador de equilíbrio. poderíamos considerar que não tende para o caos mas vem dele, como se encontrasse um caminho para o tornar legível, habitável, profundamente estético.
o processo de isabel padrão afina-se por um efeito de colagem que opera pela sobreposição sucessiva dos elementos. existe um plano de fundo, já de si fragmentário, vário e suficientemente exuberante pelas suas cores e complicadas formas, ao qual se apõem novas referências. o que se sobrepõe, ainda assim, estando em evidência, não impede que, muitas das vezes, o fundo ressalte. para isso, a pintora utiliza amiúde o preto e branco nas figuras de primeiro plano, que não competem, simplesmente se colam sobre o jogo prévio. os quadros de isabel padrão são, em grande medida, a criação de tabuleiros delirantes onde as peças se colocam fora de casas, porque nada está absolutamente certo e nada está errado na composição resultante. são tabuleiros conseguidos por inteligentes relações entre estranhos, transformando o retalho de cada padrão num participante sempre importante, nunca menosprezando o mais ínfimo pormenor.
numa fórmula gráfica inteligente, que alia a contemporaneidade com o imaginário de outras épocas, a pintora cria um universo que mescla o efusivo dos planos de fundo com a austeridade e solenidade dos items apostos sobre eles. o uso destes elementos em preto e branco, com alusões quase sempre relativas a um mundo místico, funciona como imagens vistas em vórtices oníricos. há qualquer coisa daquelas velozes visões dos sonhos, nas quais se abrem espirais de cores onde alguns rostos e objectos se destacam com uma importância tantas vezes desconhecida para nós. perante as telas de isabel padrão podemos experimentar essa sensação bizarra de se ter cortado o tempo e, numa voraz torrente de luz, como um caleidoscópio que se acende intenso, algumas figuras se mostram como percepções espirituais ou manifestações do subconsciente. figuras que se relacionam só assim, por essa conexão insondável do sonho, acima das lógicas tão limitadas da razão.
é curioso que o resultado final das obras tenha que ver com um certo misticismo e até espiritualidade, porque em verdade o que acontece é a utilização do pendor decorativo dessas referências que acabam por impor ao quadro um tom desmistificador. se é notório o fascínio da pintora pelo imaginário mitológico e religioso, também é certo que a ele deita mão numa liberdade tal que o instrumentaliza, esvaziando-o do seu teor sagrado para o preferir pela directa vantagem estética. a perseguição de uma beleza gráfica, irónica e até sarcástica, é feita dessa vontade de transgredir perante os preconceitos erigidos sobre determinadas figuras ou assuntos para expor tudo pela sua natureza formal, despido de crenças ou qualquer espiritualização. neste trabalho, a morte, a medusa ou o anjo, bem como os símbolos cabalísticos, são meramente formais, como se participassem feridos na sua força simbólica. são símbolos, e como tal não poderão nunca esquecer o que representam, mas jogam nestes tabuleiros como outros objectos colocados num universo autónomo. não parece haver uma vontade de chocar pela facilidade, agredindo o que as figuras representam, existe antes um fascínio pelo que são enquanto metáforas dos anseios humanos. a transgressão que isabel padrão pode levar a cabo não pretende nunca tornar-se agressiva ou violenta por si só, é antes uma manifestação de liberdade que reclama o direito de despir todas as coisas do seu suposto carácter inviolável.
este facto de a aparente aspereza das composições de isabel padrão não ser consumada, revelando antes um contexto puramente humano e delicado, também é ajudado pelo lirismo que domina todo o trabalho. existe uma poeticidade grande de todas as telas, encontrada no romantismo de muitas figuras e na feminilidade acentuada das cores e padrões, remetendo inegavelmente para os papeis de parede mas, também, para os tecidos meticulosamente bordados, trazendo discretamente tudo quanto acontece para cima de mesas requintadas ou colchas de luxo. esta perspectiva de que os tais tabuleiros podem ser elaborados com fragmentos de tecidos cuidados, torna a pintura profundamente mais feminina e, ab initio, assumindo uma grande sensibilidade.
a pintura de isabel padrão é labiríntica, profundamente subjectiva, mais ainda por esse efeito claro de preferir as referências que usa pelo seu lado formal mais do que simbólico, o que torna tudo uma questão pessoal, como se entrássemos na cabeça de alguém e, obviamente, deparássemos com o seu complexo modo de funcionamento, muito para além daquilo a que estamos habituados a perscrutar ou até pressupor. é, pela sua força própria e genuína intensidade, uma revelação de carácter, levando a um dos mais demarcados estilos da pintura portuguesa recente. para uma determinada escola portuense, isabel padrão poderá ser um dos seus nomes cimeiros, autora de uma das obras mais fracturantes e, ao mesmo tempo, capazes de elogiar o passado; capaz, no fundo, de ser quem é enquanto autora e dotar a sua arte da estrepitosa diferença justificada por uma opção barroca incrivelmente honesta; uma opção, insisto, na génese de uma das obras mais valiosas da sua geração em portugal

isabel padrão e roberto machado na cooperativa árvore até 4 de dezembro, só perde quem perdeu a cabeça

isabel padrão (talvez a tela mais impressionante da sua exposição):


roberto machado (um dos trabalhos de que mais gosto, carregado de vermelho num misto de desfoque e estranha energia):


na página da árvore podem ver e saber mais

o novo número da nada (o dez) já está disponível


vejam mais aqui
o contrário do tempo é o blogue do fernando aguiar, um poeta ainda performer, como poucos são capazes. o mais a sério em portugal neste momento, sem dúvida

14.11.07

rui effe, parabéns. obrigado pela amizade e fidelidade

viena

viena

parabéns jorge melícias. grande abraço e obrigado pela fidelidade

8.11.07

mais uma vez, as mulheres vieram bater à minha porta para me perguntarem se as flores vermelhas haviam nascido para dentro de casa. eu disse que não. que fechava as janelas à noite e que elas se retraíam, voltavam ao jardim. no dia seguinte, espreitariam certamente, mas mais nada. desconfiaram. quase arrombaram passagem para se assegurarem de que eu não estava a mentir. não gosto quando me julgam capaz de esconder algo tão pouco importante. fechei-lhes a porta na cara, como mereciam, mas fiquei a pensar se não seria melhor deixar as janelas abertas uma só noite. o suficiente para que a casa ficasse semeada, como um sangue que se transferisse para uma intimidade tão diferente mas tão importante para mim agora

5.11.07


sábado, dia 10, inaugura a exposição «polarity», do duarte vitória, na galeria nuno sacramento, em aveiro. às 22 horas. o texto do catálogo é da minha autoria. a pintura do duarte é digna de se ver. a entrada é livre. apareçam
uma entrevista na página do círculo de leitores

30.10.07

estive lá, mas não vi nada. ó minha senhora, tem a certeza de que foi ali. é que se não o levo de volta para casa vou lá ter uma cena à minha espera. eu nem quero saber se está completo mas, se regresso de mãos a abanar, todos vão pensar que não me esforcei para o encontrar. por mim, estaria a ler o aldous huxley e a achar que a vida ainda vai ser pior, para apreciar a vida hoje tal qual ela é. mas não a quero assustar. foi só uma ideia e, estou certo, tem que ver com a frustração de me rebentar o acne na cara quando estou em situações especiais, mesmo quando são tão boas para mim. não sei se me entende. e também pode vir mais perto, eu não lhe faço mal. caramba. começou a chover. agora vai ser tudo muito mais difícil
peço ao senhor que me telefonou dez vezes a avisar que o mundo vai acabar amanhã, às cinco da tarde, que me ligue outra vez. gostava de saber pormenores sobre o assunto. tenho uma prima muito interessada nessas coisas mais esotéricas. agradeço-lhe

29.10.07

tocou no meu coração

de regresso a casa posso finalmente responder às tantas mensagens simpáticas que recebi e actualizar o meu blogue.
é com uma indisfarçável alegria que regresso, depois de receber o prémio josé saramago pelo meu romance «o remorso de baltazar serapião».
não vos vou explicar muito sobre o prémio, porque quem sobre isso quiser saber terá uma infinidade de textos na internet para ler, queria apenas acusar esta alegria, a gratificante condição de ter um novo grupo de amigos que muito me acarinhou e tão bem recebeu. tem de ser público o meu agradecimento emocionado ao patrono do prémio, aos elementos do júri, a toda a equipa da fundação círculo de leitores e, muito intimamente, às minhas editoras e toda a quidnovi. também aos inúmeros amigos e entusiastas, que tornaram estes dias numa festa contínua, o meu muito obrigado

25.10.07

inês, pois, e sonhei contigo. achava que estava em nova iorque e que toda a gente era angolana a rir-se e a dançar buraka. e tu disseste, adoro. e eu respondi, também eu. e éramos os dois pretos, lindos e sabíamos dançar como nunca. e eu lembrava-me que também nasci em angola e achava que batia tudo certo. ainda por cima passei a ter os lábios carnudos e os nossos beijos eram fabulosos. hehehehe. estou a mentir. é brincadeira. mas sonhei contigo, só não me consigo lembrar de nada. que azar. sonho com raparigas lindas e depois nada. olha, vou a lisboa, e sei que esta noite janto sushi, por isso vou contente. levo o bruno e o neuxon, vamos a electrocutar os ouvidos pela auto-estrada. sábado a gente curte o 31 e os djs à maneira que lá vão. bute matar saudades e criar florzinhas em toda a parte.
parte extra: ó isabel, vou pensar em ti também. pena não poderes descer a lisboa para o sushi. beijos
teresa, estará a fazer um ano que o nelson nos tirou esta foto, não?
tu estás tão bonita. encontrei isto agora e pasmei de novo.
beijinho. e vê se deixas de ir para as ilhas, isso já me enerva

24.10.07

www.valterhugomae.com

estava já muito desactualizada a minha página pessoal. dei-me, por isso, e num acesso de limpeza que me acudiu, a ver quanto faltava lá colocar. os resultados começaram a aparecer. algumas coisas ainda vão ser mexidas, é preciso acrescentar à bibliografia, é preciso actualizar as referências na imprensa e colocar uma nova entrevista. mas já gosto de lá ir ver o fundo vermelho e a fotografia em que estou com a inês. a casa fica aberta em www.valterhugomae.com
a mulher aqui de cima não acredita que caiam sapos do céu. eu sei lá que raio lhe dizer, disse-lhe eu, mas que caíram isso é certo, ó dona donata. olhe, o melhor é ir para casa e ficar lá quentinha, que também dizem que vai esfriar. a mim pouco me importa que caiam sapos do céu ou, mais certo, até gosto. mas dá-me pena dos mais gorditos. embatem no chão com alguma violência. fico a vê-los um a um, a virá-los para saber se rebentaram, a pegar neles com cuidado e a levá-los para a bouça onde há um charco e ficarão consolados da vida. se apanhar algum que não resista, um que morra, vou ficar lixado com isto que a evaporação das águas arranja. raios partam lá esta coisa maluca. anda cá bichinho, que não te faço mal

23.10.07

recebi um email a dizer isto assim:

informação muito útil:


atenção foram hoje inaugurados, os radares de controlo de velocidade, em todas as vias verdes.
não esquecer que o limite de velocidade é 60 !!!
senão... carta apreendida e 150.00 euros.

segundo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso


proposta de tiago dias
do saudosista do futuro
regulamento aqui

22.10.07

e o concerto do ano vai para os kap bambino

quando o josé luís peixoto me ligou a garantir que os kap bambino, em lisboa, haviam deixado pasmos uns quantos iluminados que tiveram a ideia de os ir ver ao vivo, eu tive a certeza de que veria algo de bom, mas não esperei que visse o concerto do ano.
fica um video do you tube a partir do qual se pode ter uma ideia pálida do que é estar, de facto, submetido a uma carga eléctrica sem mediação possível pelos audiovisuais.

segundo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso

proposta de isabel rosas
regulamento aqui

imagem rui effe - poema valter hugo mãe

já viste como a ferida pode ser uma
boca de sangue, como se a faca lhe
criasse um beijo. já viste como o sorriso
pode ser uma arma de morte, como
se o coração lhe retirasse o amor.
já viste como a árvore pode ser um
estandarte de vento, como se as
cabeças mais vazias se lá pusessem a voar

segundo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso

proposta de 0.03
do 0ponto0
regulamento aqui

17.10.07

segundo concurso incrivelmente fabuloso casadeosso

proposta de rui effe
eu confesso que ando a fazer de conta que não sei que os she wants revenge têm um novo disco, «this is forever», só porque não sei onde guardar a mágoa de este ser tão mau. parece que 2007 é o ano de todas as coisas más. se não fosse a excepção da pj harvey, que tinha descido muito baixo no disco anterior e agora se salvou magnificamente, este 2007 poderia ser apagado no que diz respeito às grandes expectativas legitimamente constituídas: o filme do lynch é um aborto, o filme do tarantino é uma merda, o disco dos radiohead é sofrível, o disco do devendra banhart é nojento, o disco da lisa gerrard é vómito puro, o disco do arve henriksen (oh, meu deus, até o arve henriksen que eu julguei ser infalível) é um pasmo de seca, blá blá blá. que mais gente do meu coração me há-de magoar nos tempos que aí se avizinham? é que já está a ser insuportável vê-los cair como passarinhos no inverno

segundo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso

proposta de margarida fortuna
do palavras de sabão
regulamento aqui

12.10.07

estreia assim o fantástico flyer que o bruno pereira fez para o segundo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso

a pendurar os lençóis molhados tu disseste
fazir
isto é para que não o esqueçamos


rivolição

Faz NA 2ª Feira

dia 15 / X um ano que lá estiveram

uns dentro, outros fora,

outros dentro e fora

Nesse dia, ÀS 22h

voltamos ao

local do nosso «CRIme»

A ANA DEUS CANTARÁ, A FANTARRA

COLHER DE SOPA

TOCARÁ,

os grupos envolvidos nesta causa

FARão

CIRCULAR INformação,

o actor daniel Pinto lerá

o último acto da peça

«curto-circuito», em cena

na 1ª noite do protesto

contra a política da CMP

PORQUE A PRAÇA

É Nossa

e o rivoli há-de voltar a sê-lo

11.10.07

segundo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso


para responder a quem me tem perguntado, sim, acho que não há problema que um mesmo autor envie várias propostas. até três, talvez. na boa

antónio gonçalves

o blogue de um grande pintor grande amigo meu chama-se «possibilidades» e diz e mostra coisas aqui

a artista margarida rebelo pinto (marca registada) disse ao jornal de negócios, citado assim pela revista sábado

«(os blogues) são um território de guerrilha suja, protagonizada pelos terroristas da internet»

quê? pergunto eu, quê?

o jornal de negócios nunca me perguntou nada, mas se perguntasse gostava de dizer coisas lindas, também, tipo:

«os benfiquistas são terroristas da pior espécie, querem ganhar os jogos porque são vaidosos e egoístas e dizem mal dos portistas que são bons rapazes.»

10.10.07

paulo praça, a princesa que não quis ser salva, finalmente o novo video

com o teu tão extenso email fiquei a saber que, afinal, viste-me sempre como um monstro. parece que desenvolvo pernas a partir das orelhas e braços no umbigo. fico quieto. tenho uma caverna de monstro onde posso rugir sem te incomodar. ficarei a comer comida de monstro e a matar o amor de monstro que tinha por ti, até poder sair de novo para um destino de monstro a que não poderei escapar

concurso


estou a gostar e a ficar contente com a movimentação em redor do segundo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso (recebendo já uns emails consideráveis) e não vejo a hora de começar a ver e a publicar as primeiras propostas. queria acrescentar que também me poderei disponibilizar para quem quiser realizar uma sessão fotográfica directa. claro que com todas as limitações de viver em vila do conde e não me ser possível andar para trás e para diante sem freio. tudo teria de ser razoável. o regulamento está aqui

radiohead - in rainbows

os radiohead nunca fariam um disco profundamente mau, ao menos não para já, quero crer. mas é verdade que o disco de hoje, dez de outubro, capaz de mudar o modo como se estrutura a indústria musical, não é um momento particularmente inspirado do grupo que tantos de nós aprenderam a glorificar. tudo é muito reconhecível, a produção é irritantemente típica do grupo, chegando a uma sonoridade que equipara qualquer tema a uma sobra de álbuns anteriores. de facto, esse será o grande defeito, o não haver uma mínima percepção de novidade, apresentando-se de ponta à outra como mais do mesmo.
longe vai o tempo em que depois do choque de «ok computer» se renovaram em boa parte com «kid a» e depois mais ainda como «amnesiac». um disco com «hail to the thief» já fazia prever que a banda entraria num mesmismo, perdendo a onda mais conceptual e voltando em grande medida a um raciocínio mais convencional e, se calhar, preguiçoso. este disco, com toda a pompa mediática de ser talvez uma porta para o futuro da indústria musical é, no entanto, conservador e nada arriscado. parece assim coisa de quem já mostrou ser capaz mas não teve muito tempo para ser capaz outra vez, embora não esteja mal - não sei se me faço entender.

não faria sentido nenhum ter saudades de uma sopa de peixe. pois não?

9.10.07

as minhas sopas estão primorosas. nasci para isto, não era difícil de prever, sou um sopeiro. muito obrigado pelas dicas que me deixaram. e quero mais, não se acanhem. agora é sempre a evoluir. e obrigado mesmo

o quê? uma canção sobre uma moça que gosta de chupa-chupas? ah??? estas e outras justificam a queda da frança. que drama em menos de três minutos

8.10.07

segundo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso

retrato de valter hugo mãe por nelson d'aires


é verdade, é chegado o novo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso e este é o espampanante regulamento

depois de um sucesso surpreendente na realização do primeiro concurso imperdível casadeosso, não podia deixar de assediar as mentes criativas que por aqui circulam para um novo desafio. é certo que demorei muito a enviar os prémios aos vencedores, porque mudei de casa e os livros ficaram à guarda de umas caixas em casa de um amigo, e é certo que algumas pessoas ainda não receberam aquilo a que têm direito, incluindo a vencedora maravilhosa (perdoa-me perdoa-me perdoa-me), mas penitenciando-me por ser um palerma assim, aqui vos desafio para:

a criação de um retrato plástico de valter hugo mãe

isso mesmo. o objectivo é criarem um retrato plástico da minha pessoa que pode ser desenhado, fotografado, pintado, manipulado digitalmente, feito com colagem, etc etc etc.

prémio: a publicação desse retrato na capa de um livro da minha autoria sobre o qual ainda não quero revelar nada
mais: um desenho da minha autoria da estirpe dos que estão à venda na galeria símbolo (rua miguel bombarda, porto) onde fiz a minha primeira exposição individual no fim de 2006.
mais: uns livros autografados e beijinhos e essa cena mais erótica e tal.

prazo: desde já, agorinha de todo, até à meia noite do dia 7 de fevereiro (quinta-feira) próximo.

para quem quiser manipular digitalmente fotografias, enviarei, mediante solicitação por email, duas ou três imagens que poderão estripar à vontade.

para quem quiser enviar o seu trabalho por correio tradicional, o endereço a utilizar, com acesso directo e cuidado à minha pessoa, é o apartado 520, 4480 - 998 vila do conde

o email a utilizar para todos os esclarecimentos e queixas sentidas, é o nemporisso@portugalmail.pt

os trabalhos a concurso que entretanto vão chegando, serão publicados no blogue.
agradeço que os enviem contendo o nome com que os assinam, para que o coloque expressamente no post em que os utilize e, se forem responsáveis por algum blogue, se tiverem página pessoal ou perfil no myspace ou em outro sítio que queiram referenciar, mencionem para constar também do post, se assim o entenderem.

podem concorrer todos e mais alguns. bonitos e feios, cheirosos e não, portugueses e marcianos, espanhóis ou etíopes, velhinhos e recém-nascidos, desde que atinjam o que para aqui estou a dizer, bute lá.
desta vez, não discriminarei ninguém por razão alguma, seja grau de amizade para comigo ou profissionalismo ou outra coisa qualquer. toda a gente pode e deve apresentar a sua proposta.

à partida, e como já saberão pelo que lêem neste blogue, não sou de censurar nada, mas não publicarei qualquer trabalho que se afigure manifestamente ofensivo da honra de quem quer que seja. assim, alusões racistas ou xenófobas ou blá blá blá, vão para o lixo.

nota: os retratos não deverão conter texto algum, uma vez que as palavras que contivessem iriam sem dúvida contender com o título do livro e o meu nome que depois serão apostos na criação do design da capa.

atenção: isto não é para que criem a capa. é exclusivamente para que criem a ilustração. a capa é trabalho da equipa de designers da editora que colocará os livros nas livrarias.

sendo assim, do que é que estão à espera?

paz e amor e beijinhos

7.10.07

3.10.07

o bar do serafim

arrisco fazer a minha segunda sopa exactamente neste momento. batata, cenoura, azeite, sal, gengibre, feijão, oregãos, alho. enfim. não sei bem que vai sair. sei que gosto de gengibre. e já agora, bem que me podiam enviar umas receitas de sopas básicas e deliciosas. sem pão, porque detesto pão molhado, sem peixe, porque odeio peixe ensopado, sem carne, porque detesto carne na sopa. enfim. sopa mesmo. daquelas chiques e à altura de um moço urbano como eu. fico à espera de ver como é. e depois digo-vos se consegui comer o que estou a cozinhar

atenção ao festival fastforward a acontecer este mês em braga. vejam aqui tudo sobre

paulo praça, ao vivo, plano b dia 4, vila do conde dia 6

esta quinta-feira, dia 4, no plano b, porto, primeiro concerto de apresentação do «disco de cabeceira» do paulo praça.
no sábado, no auditório municipal de vila do conde, repete (com os bilhetes já disponíveis e à vossa espera).

www.eduardopatriarca.com


o eduardo luís patriarca já tem uma página pessoal onde podem conhecer o seu primoroso trabalho de composição. tenho tido a sorte de trabalhar com ele em alguns projectos e de ver textos meus levados a uma dignidade rara, pela qualidade manifesta do seu instinto fractal e vanguardista. entre os compositores eruditos portugueses, o eduardo figura como um dos melhores, excelente discípulo de jorge peixinho e emmanuel nunes.
encontram aqui a ligação. divirtam-se. tem lá muito que ouvir.

o bruno estreia-se esplendorosamente nos cartazes com este para os camusi mais sektor 304 na censura prévia, sábado dia 6 a partir das 22h

1.10.07

hugo paquete na test tube com commutative, um ep


o músico portuense hugo paquete acaba de lançar um novo ep intitulado commutative, na netlabel test tube. ambiental e obstinado, o trabalho encontra no minimalismo e numa certa electrónica de catatonia um pólo de rara qualidade. para cobrir espaços com sombras - sim, de ver -, ou para aludir a diálogos íntimos entre maquinarias, esta música é preciosa e libertadora, como um patamar a partir do qual inventamos a nossa própria definição.
o download deste ep é gratuito, e pode ser feito no endereço da test tube que encontram aqui

muito boa figura

a miss inteligência volta a atacar

mais um excelente cartaz do umcláudio para mais um excelente mês de cinema no pátio

má fama


sérgio hydalgo com o seu programa má fama arrisca-se a fazer do melhor que a rádio tem em portugal, e vertido para o mundo virtual, com selecção musical de fino bom gosto e sessões ao vivo de deixar corações aos saltos. uma mensagem agora recebida, trouxe em mim ao de cima a vontade há muito guardada de vos ordenar a todos que conheçam ou relembrem o caminho para o trabalho do sérgio que não pode passar desapercebido e menos ainda desperdiçado. é aqui que encontram o blogue onde tudo se conta

quanto tempo faltará para que uma editora contrate a rita braga???????



blogue
myspace

o cantor meio anorético que até gosta do michael jackson. isto é o quê? pedofilia ao contrário? hummm. que rabo deprimente