13.12.07

terceiro aniversário do casadeosso

hoje, dia treze de dezembro, passam três anos desde a primeira mensagem que publiquei neste blogue. para assinalar o facto, é significativo o esforço que o nelson d'aires e o luís silva acabaram de fazer para que o meu bonito portátil passasse a ter acesso à rede sem fios do nosso café pátio. e eis como esta mesma mensagem é a primeira - de muitas que virão com certeza - escrita entre os amigos de sempre no antro mais criativo de vila do conde.
e de parabéns estão todos os que me aturam, entre tantas dicas pessoais e trafulhices sentimentalonas, por me ajudarem a acreditar que tudo vale a pena, porque ainda existe quem vale a pena

12.12.07

portal da literatura


no portal da literatura podem ler a entrevista que me fez o carlos porfírio sobre tiques e truques. aqui fica o caminho

11.12.07

o remorso de baltazar serapião - segunda edição


chega agora às livrarias a segunda edição do meu romance premiado. esta é a sua nova capa, criada com uma imagem concebida pelo nuno cruz (do efeitos secundários)

«Este livro é um tsunami, não no sentido destrutivo, mas no da força. Foi a primeira imagem que me veio à cabeça quando o li. [...] Quando foi publicado? E os sismógrafos portugueses não deram por nada? Oh, que terra insensível: este livro é uma revolução. Tem de ser lido, porque traz muito de novo e fertilizará a literatura.»

José Saramago

catwoman, tu sabes que eu te amo

10.12.07

com algum orgulho vos digo para verem aqui em que medida a universidade do porto é considerada a melhor do país

ler com o dedo

o josé desafiou-me para o seguinte:

1. pega no livro mais próximo, com mais de 161 páginas - implica acaso e não escolha.
2. abre o livro na página 161.
3. na referida página procura a 5.ª frase completa.
4. transcreve na íntegra para o teu blogue a frase encontrada.
5. passa o desafio a cinco bloggers.

eis o resultado:

«podes cozinhar amanhã.»

caryl churchill «sétimo céu, uma boca cheia de pássaros, distante», campo das letras

passo o desafio ao nuno troblogdita, ao nuno coisas do gomes, ao nuno efeitos secundários, ao nuno dactilógrafo e ao josé rui teixeira equinócio.

6.12.07

old jerusalem

ontem, ao fim do dia, a convite do paulo vasques, fui assistir ao concerto do projecto old jerusalem - francisco silva ao poder -, para moderar uma conversa com este sobre o seu trabalho feito, a fazer e no obscuro do ultra-espaço (quê?). enfim. foi muito bom, o concerto e a conversa. e a feup - em cujo auditório se passou o evento - ficou mesmo de parabéns pelo empenho na divulgação de música de qualidade, a ver se a estudantada se salva de ficar pelo quim barreiros.
para alegria, e por pretexto do dia de ontem, fiquem com a bela canção «her scarf» e o seu tão bonito video


semanas eróticas em gondomar


vivem-se as impertinentes semanas eróticas em gondomar. para frisson de todos os pudores, inaugura este sábado a exposição colectiva relativa ao terceiro prémio de arte erótica, por volta das vinte e uma e trinta, no auditório municipal (avenida vinte e cinco de abril). vale a pena a visita afrodisíaca a uma das mostras mais ousadas do nosso circuito. fica patente até dia treze de janeiro.

5.12.07

«in maria's eyes», o video do excelente sandy kilpatrick

o meu amigo erradiador lembra bem o tempo em que criei uma «esplendorosa borboleta de sangue» nos estaleiros da velha-a-branca. lembra-se, inclusive, dos dois poemas que lá inventei nas paredes
o metro parou diante de nós como sempre acontece, mas hoje debitou milhares de crianças, caladas, à procura dos professores para aprenderem que vir a matosinhos já não implica ver os pescadores nem apreciar o intenso odor das conserveiras no ar. as crianças atropelaram-se umas às outras. o metro partiu novamente com passo de enjoado. os professores explicaram que agora, em matosinhos, podiam ver-nos, a nós, sim, a nós, que balançávamos os pés sentados no muro. ficámos espantados. milhares de crianças observando-nos à espera que fizéssemos algo digno de se ver, ao nível dos pescadores e da anémona que se rompeu. corámos. dissemos uns poemas e todos bateram palmas. escolhemos cesariny e cruzeiro seixas. por ser natal, distribuímos gomas e sorrimos mais do que o costume. os professores acharam-nos didácticos. as crianças desenvolveram impressionantes aparelhos auditivos. constelações de radares e fios de ligação que transformaram o parque numa indústria poderosa cheia de luz, passível de ser vista do espaço. nós acabámos por ser só o início, e ao início voltámos. um pouco cabisbaixos por nos havermos já habituado à ideia de pertencer a alguém. ainda que a tanta gente

4.12.07

mas ainda existiam dúvidas de que o fcp é o melhor clube português? duas décadas do mais importante futebol da nação ainda não entraram na cabeça de toda a gente? helllllllooooooooo. hehehehehe
ainda assim, não há modo de ficarmos contentes, parece-me, porque a diferença entre os que admitiriam a ditadura e os que não admitiram é mínima. isso não é nada revelador de um mundo que já tenha aprendido alguma coisa sobre a liberdade e a legitimidade necessária para, a cada momento, dirigir um país. se o rei de espanha foi humano, e talvez ensimesmado, quando mandou calar o senhor, não deixou de mostrar que ainda há tomates para hostilizar estes candidatos a donos do mundo

3.12.07

o grande césar taíbo tem, finalmente, uma página pessoal, com os seus desenhos, acima de tudo, a mostrarem como bem faz do seu tempo uma arte precisosa

o programa livros com rum fez um ano de emissões

e muito me honrou por recuperar uma entrevista que me fez há uns meses, na qual falámos dos livros «pornografia erudita» e «o remorso de baltazar serapião». o programa pode ser ouvido neste caminho

29.11.07

o remorso de baltazar serapião - a primeira edição está a acabar


depois de lhe ser atribuído o prémio josé saramago, o remorso de baltazar serapião tem a sua primeira edição a esgotar-se. para bibliófilos e demais apreciadores, fica a dica de que vai, dentro de dias, entrar à venda a segunda edição, que trará uma nova capa e uma nova paginação. a primeira edição (capa acima) tornar-se-à coisa mais rara, e ao dispor de quem ainda a conseguir encontrar

os filhos do esfolador - teatro - estreia sexta feira, dia 30


o teatro jangada, de lousada, com encenação de joaquim nicolau, leva à cena uma peça da minha autoria intitulada «os filhos do esfolador». o texto foi criado a partir de um conto de camilo castelo branco, «o cego de landim», e foi adaptado numa perspectiva mais sarcástica que a do autor novecentista. o joaquim nicolau entendeu partir do meu texto para uma hipótese ainda mais inesperada, transformando a peça numa comédia popular, com folclore do minho e bês pelos vês sem pudor. o resultado é uma hora e meia delirante como o camilo nunca poderia prever.
para memória futura, fica a edição do meu texto em livro, numa edição ulta-limitada apenas vendida pela própria jangada. é uma edição realizada pela cosmorama, mas exclusivamente para a noite de estreia, pelo que não será comercializada em livraria alguma. a única hipótese de aquisição passa pela jangada.
a peça estreia na sexta-feira, dia 30, às 21.30h, na casa das artes de vila nova de famalicão. e aí continua nos dias 1 e 2 de dezembro. depois, dias 10, 11 e 12 de janeiro, apresenta-se no auditório municipal de lousada.
aproveito a oportunidade para deixar um abraço grande a todos os elementos da jangada, gente de bem, de quem gosto, e ao joaquim, boa praça, sem tretas.
informações e reservas: 252.371.297

28.11.07

a notícia mais esperada para o acontecimento mais perigoso de 2008

não posso crer que os my bloody valentine voltem, banda com quem destruí os ouvidos (por vezes deitavam sangue de os pôr em altos berros na minha sony toda preta que podia dar concertos em festivais de verão). não posso crer que em 2008 editem um disco novo, composto com temas esquecidos do início de 90 e com algumas coisas recentes. não posso crer. e tenho medo. a felicidade do meu passado tem directamente a ver com muitas horas a ouvir esta distorção. não me venham agora distorcer o juízo com tretas, não tanto tempo depois. sou, cada vez mais, um rapaz saudável. ai que saudades














disse-lhe mil vezes tudo o que pensava sobre ela e sobre o que restava do nosso amor. sei bem que podia ter voltado a repetir. mas foi o meu limite. saí porta fora e convenci-me de que o amor pode ser mais do que ver com alguém os mesmos extra-terrestres, as flores que crescem nas paredes dos quartos, a voz da vizinha morta que debita receitas de cozinha ou o amplo bucal do tempo que nos sorve

27.11.07

a cerveja tagus decidiu fazer uma campanha publicitária homofóbica, defendendo um «orgulho hetero» e criando uma página na web para encontro de todas as almas que sintam necessidade de mais espaços para conhecerem outras pessoas que, como elas, sejam indubitavelmente hetero. é, no mínimo, estranho que uma cerveja opte tão claramente por se ficar com um target definido por uma questão tão delicada. mais ainda quando estes ideais nazis urgem ver-se eliminados da face da terra. nunca pensei que uma marca comercial se suicidasse desta forma, defendendo a descriminação homofóbica, uma das posturas mais repugnantes que se podem ter. a seguir inventarão cervejas para quê? para brancos? ou só para cristãos? e que tal só para gente parva? dá para medir isso?