3.6.08
hermínio monteiro, sete anos
assírio & alvim tem blogue
a ligação fica aqui
cinemateca porto
a ligação para lá irem deixar o vosso nome encontram-na aqui
2.6.08
myspace
por mais alterações que aplique, mesmo utilizando layouts já feitos, por um segundo, na abertura da página, vejo a nova versão, mas logo se impõe a velha, como se houvesse ali um vírus ou uma maldição qualquer que me obrigasse novamente a recuar.
tricky - council estate
28.5.08
esta tarde, a partir das 18.30h
27.5.08
barcelona, em passeio
obrigado josé àngel pelo passeio breve mas tão cuidado. foi muito bom
21.5.08
20.5.08
9.5.08
6.5.08
5.5.08
3.5.08
28.4.08
24.4.08
barcelona
23.4.08
21.4.08
estadia em barcelona
aqui fica, à v/ consideração.
o governo prepara-se para colocar portagens nas scuts do grande porto, costa da prata e litoral norte.
vias fundamentais como a a29, a28 e a42 vão passar a ter portagens, provavelmente ainda nos próximos meses, sem que existam alternativas viáveis.
é urgente protestar!
assine o abaixo-assinado em:
http://www.naoasportagensnasscuts.com/index.php
juntos podemos fazer a diferença e impedir este ataque aos nossos direitos!
15.4.08
introdução à poesia espanhola contemporânea
22 de maio [quinta-feira]
sessão 1 - 21.30h./23.30h.
23 de maio [sexta-feira]
sessão 2 - 21.30h./23.30h.
24 de maio [sábado]
sessão 3 - 10.00h./12.00h.
sessão 4 - 16.00h./18.00h.
propina: 75€
a cosmorama oferece o livro de miriam reyes - terra e sangue - e entrega certificado de participação.
inscrição / informações: joseruiteixeira@gmail.com
.
14.4.08
7.4.08
novo inverno
4.4.08
2.4.08
ciberescritas
para enriquecimento deste modo de comunicar.
por aqui o caminho de mais um lugar obrigatório da internet
31.3.08
o livro da avó - premiado

29.3.08
nota
toda a gente está a chamar filho da puta a guillermo vargas habacuc
se não passa tudo de uma imaginativa construção virtual
25.3.08
21.3.08
maputo
verei maputo e espero fotografar para vos mostrar.
vou de ansiedade crítica. quero ir quero ir.
volto logo logo
20.3.08
ricardo serrano
dia mundial da poesia
um verso à medida de cada um,
e de todos emane a celebração de quanto
existe, de bom e de mau, como só pela sua união
nos completamos e dizemos. digamos que por
todos se criou uma palavra, como se
um verso nascesse na medida de cada um,
pousado na mão, talvez, equilibrado entre os
dedos, brilhando, sem cair
nova página
19.3.08
leya outra vez
18.3.08
à luz da kabbalah
o livro «à luz da kabbalah» do meu amigo josé cunha rodrigues, é editado pela guerra e paz e pretende ser um guia espiritual, feito em português e por um português. tenho muito gosto em que um prefácio da minha autoria acompanhe o seu trabalho, pelo que lhe reconheço de honesta reflexão sobre as matérias mais insondáveis da vida. com pistas para o que pode ser uma vida melhor, este livro é, sobretudo, uma proposta de apaziguamento e de renovação de energias para quem possa querer exercer uma dimensão menos simples da existência.o lançamento deste trabalho é feito no dia sete de abril no café in (lisboa), depois existem apresentações no dia vinte e cinco de abril, na fnac de braga, no dia vinte e seis, no clube literário do porto (onde estarei) e no dia dois de maio na fnac do norte shopping. estão convidados
17.3.08
exposição de rui effe na casa da juventude em esposende
articulações, sobre desenhos de rui effe 15.3.08
13.3.08
votem, por favor
http://www.saatchi-gallery.co.uk/showdown/index.php?showpic=122330
o duarte vitória, um dos meus pintores favoritos, tem um quadro magnífico no qual peço-vos que votem.
não custa nada. é só entrar nesta ligação e dar dez estrelas ao quadro e depois voltar ao que estavam a fazer.
obrigado, antecipadamente, aos milhares de vocês que o farão. muito obrigado
11.3.08
para divulgação, publico email recebido a 4 com o título «Proposta Comercial - se o Camões soubesse disto tinha escrito a segunda parte dos Lusíadas»
«Exmo. Senhor
A Guével Edições está presente no mercado editorial desde 2000, e iniciou em 2008 um programa destinado a editar, divulgar, publicar promover e comercializar títulos de Novos Autores Portugueses, que apresentem qualidade e inovação, e que queiram editar as suas obras - como sucede, no nosso entender, com os textos que V. Exa. vem publicando -.
Estamos cientes das vicissitudes de lançamento de autores ainda desconhecidos do grande público, e da limitação do mercado editorial e livreiro a nível nacional, mas com o intuito de fazer face aos custos inerentes da edição, lançamento e publicação da obra propomos uma co-edição da mesma com V. Exa., que poderá, caso entenda editar a sua obra, patrocinar financeiramente esta iniciativa.
Celebrámos protocolos com instituições financeiras de modo a poder oferecer a V. Exa. a possibilidade de facilitar o pagamento faseado inerente à co-edição
Gostaríamos de saber do interesse de V. Exa. na publicação da sua obra .
Disponibilizamos ainda informação comercial que enviamos em anexo, e está disponível no nosso site www.guevel.pt , pelo que aguardamos uma resposta de V. Exa. sobre esta proposta comercial com o intuito de agendar uma reunião.
Aguardamos por isso as mais breves notícias, subscrevemo-nos com a mais elevada Estima e Consideração.
Atentamente
António Guével Branco
Editor»
9.3.08
podem lá chegar por aqui
8.3.08
famafest na casa das artes de famalicão, abre hoje, sábado, com mariza

esta noite, por volta das 21.30h, o certame abre com um concerto da fadista mariza.
a concurso, como sempre, estão obras que se prendem, de algum modo, com a literatura. aqui podem ver a lista completa do que nos será pedido para avaliar.
a programação completa pode ser consultada neste caminho.
para mais um evento de grande qualidade, confio que muitos de vocês apareçam. se me virem por lá - quase impossível não ver - digam coisas
3.3.08
28.2.08
27.2.08
graciosa e terceira
mudo a imagem de abertura deste blogue para uma fotografia que tirei em santa cruz e que não é nada comparada com a verdade. fica aí para deixar um abraço a todos os que me acompanharam e receberam, no âmbito das iniciativas da festa redonda.
um abraço muito especial ao senhor gabriel melo, que me deu a graciosa de coração, e também à inês d'orey e ao nuno coelho, à laura e à violante, à laurinda e ao josé cunha, ao helder, ao januário, ao marco e ao miguel, à filipa e ao rui e à teresa, à margarida e ao paulo e ao antónio, e à marisa, e aos fitacola todos, e ao secundino e ao dr. jorge, e ao rui neves, e à miúda da loja das roupas, que me deu um beijo, e absolutamente a todos os de mais, pela franca cumplicidade, cuidado e alegria
emerenciano

Ao Quadrado Galeria de Arte Contemporânea , Rua S. Nicolau, 26, Santa Maria da Feira
(Ecce Homo) Nietzsche
Não posso dizer porque nasci, nasci, sem ter sido ouvido, nem podia. Nasci para nascer, porque quero, ou, simplesmente por estar e não, sem saber também às vezes se quero, existo e é tudo. Sem perceber o que sou, nem importa, é suficiente saber que do lugar de partida trago o que me é peculiar - e uma crença que permite iludir-me ainda em diferentes campeonatos. Desiludido às vezes, vejo-me na minha indigente espécie animal tentado pela artificialidade dos perfumes, reconhecendo a presença dos melhores odores nas plantas. Mas não sou planta, não tive escolha, e tendo em conta o esforço pessoal da minha sorte, condicionado por processos de perda, nomeadamente de tempo, não vegeto, sinalizo-me. A voz pessoal irredutível, parte de um todo no meu processo de afastamento e regresso ao mundo, recusa a realidade do murro e o insulto, mas não a metáfora. Assim poiso a pistola sobre a mesa e digo que nunca serei um homem bomba, indo e vindo, atado a um continuado desenho que aproxima o dentro e o fora da existência labiríntica. Não nego a essência próxima dos primeiros choros, dos gestos de indicação, das meias palavras, e o rio infinito, superficial ou fundo de todas as provações. O presente se me escapa como se não houvesse, justificando a utilidade das conversas que sustentam a obsessão de algo que procuro através da pintura. Nascida no passado, na senda do verbo indissociável, percebo melhor o pintor, e digo que sou artista plástico, ou nem sequer o sou. Penso no futuro, sabendo que não chegarei lá. Ninguém chega. A determinação pertence a poucos, a sorte a menos ainda, e alguns já desmobilizaram. Eu não o farei. Pelo menos nos próximos anos.
este é o texto do hugo loureiro sobre a exposição teorema de valter no museu nogueira da silva, braga
artistar | v. t. executar a actividade de um artista/criador/autor.
Um artista convida outro a artistar num período definido de tempo e a apresentar resíduos do seu corpo artista (em estado de ‘artistamento’) recolhidos nesse período. São apresentadas a proposta do primeiro – Paulo Brandão –, o produto artístico do segundo – valter hugo mãe – e os resíduos do corpo deste, como provas de que se artistou.
De uma forma simplificada, é com esta instalação que o espectador se depara ao confrontar-se com ‘O Teorema de valter’. Mas Paulo Brandão deixa vestígios nesta obra de questões bem mais intrincadas.
Começo pelo tempo. A criação de um qualquer objecto artístico tem sempre um tempo. Bastante indefinido no seu início. Tangencialmente definido no seu fim. O tempo de quem cria. O tempo de quem vê. O tempo em que a obra existe enquanto ideia. O tempo em que a obra existe enquanto materialização da sua ideia. O tempo em que a obra passa a existir como registo de si mesma (apenas algumas o fazem). O tempo em que a obra passa a existir como reflexo das obras que existem no seu tempo (a poucas se permite tanto).
A ciência (não nos esqueçamos que a proposta que enquadra esta instalação é um olhar ‘da sociedade’ sobre a ciência e os cientistas) conseguirá provar que os resíduos são do valter (a nós resta-nos acreditar). Conseguirá provar que os resíduos foram recolhidos no tempo compreendido entre o convite para criar um texto e a fixação material do mesmo. E, utopicamente, conseguirá num futuro longínquo (em que a arte se reflecte num factor genético qualquer passível de ser quantificado, qualificado e classificado) provar a existência desse texto em latência a partir das provas corporais apresentadas (a nós resta-nos não considerar esta possibilidade demasiado ridícula).
Conseguirão a arte ou a ciência, um dia, definir claramente qual o tempo de uma obra? Definir um nascimento e um óbito?
Há também a questão da existência da arte antes da sua materialização (assumo aqui que a arte é o somatório dos períodos em que é ainda uma ideia e em que já é uma obra materializada). Conseguirá um criador provar que a obra que cria é a materialização da enunciação que fez dela ao iniciar o processo de ‘artistamento’? Ou deverá delegar esta responsabilidade à ciência, com os seus métodos, ferramentas e objectivos?
Poderá ser uma relação de dois sentidos, ao considerarmos que um cientista, ao interpretar, descodificar e avaliar os seus objectos de estudo, necessitará igualmente de artistar de modo a poder reunir as informações disponíveis, criar as informações ocultas, interpretar este conjunto e dar-lhe um sentido (escrevo isto e apercebo-me que qualquer espectador se pode identificar com este cientista). Conseguirá, então, um cientista provar que o objecto que estuda é a materialização da enunciação dele ao iniciar o processo científico?
Sente-se ainda o derradeiro desafio, latente na enunciação do autor deste teorema: estaremos perante um artista se a obra existir apenas nele e nós tivermos o acesso a ela negado? Competirá aí à ciência provar (ou não) a existência da obra apesar da sua não materialização.
HUGO LOUREIRO
para ver notícia sobre a exposição clique aqui
20.2.08
19.2.08
desafio
mãe - pela raiz, pelo incondicional, pela eternidade de cada coisa por se guardar no mais insondável e absoluto dos sentimentos
sexo - pelo efémero, pela intensidade e ferocidade, pelo incontrolável e pela urgência em repetir
música - porque só assim é possível melhorar o silêncio (além da tua voz)
futuro - porque todo o passado, enquanto passado, é inútil. para cada coisa, só o que vem é sustento
casa - porque é onde estamos. onde ganhamos tentáculos livremente, espalhando nossas energias pelo mundo ao largo dos olhos dos outros
pai - porque sim
cinema - filmes e filmes onde choro de felicidade. há coisas que não parecem possíveis. eu fico pasmado sempre e talvez mais. existir fascina-me
paris - como um magma, onde as casas parecem ter complemento natural para o encaixe do corpo
quito - um amigo imaginário
e passo o desafio ao nuno gomes e ao josé vilas boas.
17.2.08
segunda, dia 18 fevereiro, braga, theatro circo, a não perder
dream pop down-tempo psychedelic
pluramon & julee cruise
18 fevereiro, segunda, 22.00, sp
www.myspace.com/pluramon
www.myspace.com/juleecruise
€ 15
de presença fatalmente hipnótica, a consagrada julee cruise junta-se a pluramon para interpretar as suas melhores sonoridades, inclusive do recente “the monstrous surplus”. criadora de composições que lhe garantiram enorme notoriedade, a cantora, compositora e actriz norte-americana é ainda a dona da voz angelical que transformou “falling” – tema principal da série de culto “twin peaks” onde participou também como actriz – numa das canções mais emblemáticas do universo televisivo e cinematográfico internacional. aclamada pela crítica e por nomes como david lynch e angelo badalamenti, julee assumiu ainda a participação no lendário “blue velvet”, colaboração da qual resultou “floating into the night”, álbum assumidamente favorito de tim booth (james) e de moby. com pluramon, projecto que marcus schmickler concebeu sob uma perspectiva inovadora da música electrónica, a diva entrega uma voz límpida e luminosa a sonoridades que se desmultiplicam entre a dream pop, o folk ou um rock tendencialmente onírico. concerto obrigatório, portanto
hoje no jornal de notícias lê-se esta entrevista que me fez a helena silva
1. lançou um desafio a vários artistas plásticos para lhe fazerem um retrato. puro exercício egocêntrico?
juro que não.
2. em janeiro do ano passado, a capa do seu livro de poesia “pornografia erudita” é também um exercício artístico, com um nu de nelson d’aires. esse nível de exposição dá-lhe prazer?
a pergunta não é explícita quanto ao facto de ser eu o retratado e estar nu, frontal, na capa do livro; e isso é o que as pessoas vão gostar de saber. não me sinto exposto. se me der prazer é por ser uma fotografia de qualidade do nelson e eu ter podido proporcioná-la de alguma forma.
3. explicou que era uma forma de ilustrar a violência com que havia sido confrontada a sua vida pessoal. sujeita ao juízo do outro, não pode a exposição da nudez ser ela própria uma violência ou está apenas sobrestimada?
ao juízo do outro? mas o que há para ajuizar? sou um homem, tenho dois braços, duas pernas, cabeça, tronco e uma pila ao dependuro. já não há muita filosofia acerca disto.
4. é leitor de fernando pessoa. há em si também vários “eu”? por exemplo, há alguma coisa em si de baltazar serapião, ou tudo em si é bom e limpo?
todos somos feitos de energias positivas e negativas. somos até dotados de paradoxo. só assim podemos ter a esperança de não sermos chatos. e o baltazar também tem coisas boas, por exemplo, sente um amor infinito.
5. é por isso que cultiva amigos imaginários?
os meus amigos imaginários são, conscientemente, imaginários. tenho pena de nunca ter tido daqueles verdadeiros que os miúdos por vezes inventam. desses é que eu queria.
6. o que conta, nesse paralelo, a amália, lars von trier, david lynch, óscar wilde?
sou um deslumbrado por pessoas e não podia deixar de deslumbrar-me por quem parece andar palmos acima dos outros mortais. alguns criadores quase tornam desnecessária a existência de deus. a billie holiday, por si só, vale uma religião inteira.
7. por que razão os seus amigos imaginários vivos não são reais?
quê?
8. em 1999 aceitou o desafio de jorge reis-sá para integrar a quasi edições, por lhe parecer uma ideia “doida”. tem predilecção pelo que não é lúcido?
não. não bebo álcool, não fumo, não uso drogas. sou um homem muito lúcido e assim me preservo. por isso, talvez, me fascine por quem me proponha algo que, à primeira vista, parece fora do meu alcance. gosto de ser desafiado, se houver no desafio um sonho honesto. o sonho do jorge era muito real.
9. o “casamento” acabou em 2004, tendo saído em conflito com reis-sá a quem dedicou um poema chamado “no funeral do reis-sá”. vinga-se sempre de quem o desilude?
quem lhe disse que saí em conflito com o jorge? saí, e escrevi uma carta linda que mandei a muitas dezenas de pessoas, incluindo jornalistas, dizendo o quanto a quasi havia sido importante para mim e que chegara o momento de pensar em outras coisas. «o funeral do jorge reis-sá» é um poema de saudade, nunca de desprezo. e hoje continuo amigo dele, talvez mais do que ele próprio imagina.
10. as editoras não parecem ser o seu lado mais bem sucedido. a “objecto cardíaco” morreu de enfarte?
as quasi edições foram mesmo criadas por mim e pelo jorge enquanto projecto profissional. durante os primeiros 4 anos decidi – com ele, claro – linhas fundamentais para o sucesso daquela marca. muitos dos seus autores de sucesso foram escolhidos e «trabalhados» por mim. dizer que não tive sucesso como editor é pura maldade. a objecto cardíaco morreu atropelada no trânsito. sabe como são as estradas de portugal.
11. lida bem com os fiascos?
estou vivo. ainda não tive o grande fiasco da minha vida, acredite. há sempre a possibilidade de falhar melhor. até lá vou indo muito bem.
12. e com os elogios? josé saramago comparou-o a um tsunami. revê-se nessa espécie de “onda abrupta criativa”?
sou um bocado agitado mas, como é mais por dentro, compreendo que custe a crer. mas sou um bocado abrupto, sim. também lho juro, se for preciso.
13. na escola, as suas redacções já faziam adivinhar o futuro?
acho que não. não dava erros. era bem comportado. muito discreto. os professores de português não reparavam em mim. hoje, eu lembro-me de alguns, mas eles conhecem-me como autor e não imaginam que me tiveram como aluno. às vezes acho isso frustrante, raios os partam.
14. ainda gostava de ser igual a adolfo luxúria canibal. porquê?
vou querer sempre ser como ele, porque é um artista excepcional que se faz a partir de um homem de incrível valor humano. queria muito ser um excelente artista sem nunca deixar de ser profundamente cumpridor dos princípios mais humanistas.
15. têm, pelo menos, em comum o curso de direito. imaginar-se-ia a exercer a profissão ou só trocaria mesmo arte por arte?
odeio o exercício do direito. adorei fazer o curso. se me deixarem ganhar a vida com a arte fico-lhes muito agradecido e acredito que, esporadicamente, serei feliz.
16. é verdade que a sua recordação mais nítida do 25 de abril de 1974 é a criança loura que nunca tinha visto?
sim. um rapaz que dizia: «eu cá vou brincar para ali; eu cá estou cansado». nunca mais me esqueci disto.
17. e da convulsão real desse dia, que recordação tem?
da minha mãe a segurar-me de encontro ao peito e de acharmos que uma bala nos mataria. fomos para o carro e o meu pai conduziu para um lugar onde as pessoas estavam felizes. mas disso, infelizmente, já não me lembro.
18. às vezes “é como se deus existisse e quisesse que eu acreditasse nele”,
escreveu. a fé, para si, é uma luz intermitente?
é. quando estou muito zangado, não tenho fé e digo coisas muito feias.
19. é o que o salva ou o que o faz querer salvar alguém?
não. o que me salva sou eu e a minha família e os meus amigos e muitos desconhecidos que, acredito, enviam energias positivas para o universo. adorava acreditar que salvo alguém mais. gosto das pessoas. quero que elas sejam felizes, com fé ou sem fé.
15.2.08
11.2.08
teorema de valter - por paulo brandão
6.2.08
segundo grande concurso incrivelmente fabuloso casadeosso

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Os desenhos que se encontram mais à direita na composição plástica dão forma a um ambiente espacial, onde podemos encontrar pequenas animações de carácter ambíguo. Essas pequenas animações independentes, que no conjunto formam um todo, surgem da cabeça do VHM sugerindo mundos imaginários, fantásticos, pensamentos, reflexões, ideias! A diagonal presente na composição plástica estabelece uma ligação entre o clima de criatividade e as origens africanas do VHM. Nessa diagonal encontramos a figura do VHM, na qual se pode verificar uma intervenção caligráfica na parte do rosto. Além dessa intervenção caligráfica, as linhas paralelas (lembrando uma folha de papel) situadas no rosto e do mapa de África constituem uma analogia à actividade do escritor. O preto/branco domina toda a composição porque os dois constituem um equilíbrio visual que não afasta o espectador dos vários elementos que formam a peça. A mancha de cor (vermelho), colocada sobre o rosto do VHM, permite dar destaque à figura do VHM e concede um carácter espontâneo/criativo à composição plástica!»








































