18.6.08

isabel de sá na fundação eugénio de andrade, este sábado

entre os mais preciosos patrimónios da poesia portuguesa encontra-se a obra de isabel de sá.

a autora, manifestamente discreta na vida tanto quanto contundente na poesia, é raramente encontrada em eventos de leitura e conversa pública.

a sua passagem pelo ciclo «encontros com poetas do porto II», no sábado dia 21, às 18h30, é imperdível.

a entrada é livre

bogdan zwir


cavaleiro das artes e das letras

há coisas que nos emocionam, e ver um amigo ser distinguido com o título de cavaleiro das artes e das letras pelo estado francês é nada menos do que emocionante.
o manuel alberto valente, grande editor, poeta muito escondido, e dinamizador (lança-chamas) do mundo dos livros e dos escritores, será assim homenageado. escolhido para tal coisa com a ministra da cultura christine albanel à cabeça, o manuel vê reconhecido o seu grande mérito, recebendo um pouco do muito que nos tem dado a todos.
este é um dia feliz para a cultura portuguesa. um dia particularmente feliz para a porto editora, que soube convidar este profissional para os seus quadros para muitos mais anos de grandes livros.

parabéns manuel, excelentíssimo senhor cavaleiro

ainda há quem case

os novos vizinhos casaram de fresco e juntaram, aqui mesmo ao lado, os haveres. diziam-me que era uma sorte isto do ikea porque puseram quarto e sala por um valor tão ridículo que até apetecia comprar mais.
o mais engraçado foi quando vieram de lua de mel e a cama cedeu na primeira noite e, azaradamente, uma das pernas da mesa da sala entortou e o jarrão verde da zara home caiu na tijoleira partindo-se.
mais logo, os dois pombos vão chilrear ao ikea para perguntar se há garantia para o primeiro dia de uso, ou se pagar menos implica comer, calar e começar a entristecer num momento em que tudo devia ser alegria e poleiro

11.6.08

a partir de julho, à venda


«maria da graça – mulher-a-dias em bragança esquecida do mundo – tem a ambição, não tão secreta como isso, de morrer de amor; e por essa razão sonha recorrentemente com a entrada no paraíso, onde vai à procura do senhor ferreira, seu antigo patrão, que, apesar de sovina e abusador, lhe falou de goya, rilke, bergman ou mozart como homens que impressionaram o próprio deus. mas às portas do céu acotovelam-se mercadores de souvenirs em brigas constantes e são pedro não faz mais do que a enxotar dali a cada visita.

tal como maria da graça, todas as personagens deste livro buscam o seu paraíso; e, aflitas com a esperança, ou esperança nenhuma, de um dia serem felizes, acham que a felicidade vale qualquer risco, nem que seja para as lançar alegremente no abismo.

o apocalipse dos trabalhadores é um retrato do nosso tempo, feito da precariedade e dessa esperança difícil. um retrato desenhado através de duas mulheres-a-dias, um reformado e um jovem ucraniano que reflectem sobre os caminhos sinuosos do engenho e da vontade humana num portugal com cada vez mais imigrantes e sobre a forma como isso parece perturbar a sociedade.»

na contracapa do livro

6.6.08



«the weather project» de olafur eliasson na tate modern, em 2003, e eu não estive lá

eu tinha onze anos e esta mulher é que era

4.6.08

china

sou todo a favor de todos os povos, mas o governo chinês está mesmo a precisar que os jogos olímpicos sejam a maior barracada da história. o papel da china nos direitos humanos é nojento e como nojento deve ser tratado. as condições para que um adepto possa entrar no país para assistir aos jogos são nazis. por mim, é preciso boicotar todo o emudecimento forçado. abaixo o governo da china e os jogos olímpicos feitos à luz de um regime desumano.
encontram aqui um artigo do new york times sobre o assunto

3.6.08

hermínio monteiro, sete anos

e reparo agora que, exactamente no dia em que dou conta do blogue da assírio, passam sete anos desde o desaparecimento do hermínio monteiro que imaginou grande parte daquele sonho e que nos fará sempre muita falta

baby dee, diva. vou passar o dia inteiro a ouvi-la cantar

assírio & alvim tem blogue

a editora assírio & alvim, responsável desde há décadas pelas mais importantes e cuidadas edições de poesia em portugal (e não só de poesia), chegou aos blogues. para acompanhar livros de autores como ruy belo, fiama hasse pais brandão, armando silva carvalho, al berto, josé agostinho baptista, antónio franco alexandre, manuel de freitas, jorge sousa braga, mário cesariny, alexandre o'neil, antónio maria lisboa, josé bento, herberto helder, teixeira de pascoais, etc etc.
a ligação fica aqui

cinemateca porto

depois do desaparecimento do cineclube do porto, e depois da eliminação de quase todas as salas de cinema onde se podiam ver obras sem dinheiros americanos (entenda-se moralismos americanos), é importante lutar pelo estabelecimento no porto de um pólo da cinemateca que, de facto, não pode e não tem razão para ser um dinamizador exclusivo do universo cinematográfico lisboeta. por mais cristalizada que esteja a direcção daquela instituição, é preciso entender a necessidade que, entretanto, a sua acção passou a ter. por causa dessa deserção e pela persistente vontade de se auferir de uma oferta de qualidade, a petição que está para ser assinada online é uma boa ideia para se começar a fazer sentir a quem de direito o quanto este passo deve ser dado.
a ligação para lá irem deixar o vosso nome encontram-na aqui

2.6.08

myspace

definitivamente não consigo alterar competentemente o meu perfil no myspace. não me consigo livrar daquela cor do fundo, não consigo mudar a cor das caixas ou das letras usadas. apenas chego às imagens e à versão ou inversão dos lados em que as coisas ficam.
por mais alterações que aplique, mesmo utilizando layouts já feitos, por um segundo, na abertura da página, vejo a nova versão, mas logo se impõe a velha, como se houvesse ali um vírus ou uma maldição qualquer que me obrigasse novamente a recuar.
estou mesmo arreliado

mário vitória


tricky - council estate

o tricky é um dos génios que a música dos anos noventa fez surgir, e saber que estamos à porta do lançamento de um novo álbum deixa-me ansioso. a primeira amostra, este «council estate», é excelente. mais uma vez, inventa um som para tirar os pés do chão feito da mais electrizante energia, com um certo tom negro e alucinado que caracteriza o seu trabalho e que eu adoro