9.4.09

desculpa. nunca pensei que te lembrasses de mim. estava convencido de que a tua vida era outra coisa, longe de ter sequelas de um amor de onde saímos faz anos. mas foi bom. pareceu-me que, pela chuva ou pelo frio, somos ainda iguais. continuamos a andar sem guarda-chuva marimbando-nos para a água. não somos gatos. odiamos gatos

god 'less america - 007

8.4.09

7.4.09

6.4.09

colecção abrir os olhos - histórias de valter hugo mãe




a booklândia é uma chancela dedicada aos mais novos, pertença da quidnovi, editora já responsável pela publicação dos meus romances.
isto para vos dizer que estão à venda os dois primeiros volumes da colecção abrir os olhos - histórias de valter hugo mãe. são livros com letras maiúsculas, para não desensinar às crianças nada do que é o mundo mais louco dos adultos.
estas são as capas que abrem para as histórias e que me parecem - eu sei que sou suspeito - muito muito bonitas. se tiverem paciência, procurem-nos por aí.
«a verdadeira história dos pássaros» e «a história do homem calado».

permitam-me dizer-vos com orgulho que adoro o resultado deste «ordena que te ame», dos mundo cão, com música do grande miguel pedro e letra minha


Mundo Cão - ordena que te ame from Vasco Viana on Vimeo.

god 'less america - 004

5.4.09

4.4.09

3.4.09

god 'less america - 001



God 'less America é uma série de 99 fotografias, que a partir de hoje apresento na casadeosso, seleccionadas entre cerca de 6000 tiradas durante uma viagem efectuada aos Estados Unidos e Canadá no Verão de 2007, ao ritmo de uma por dia. Sem ter pretensão alguma de fotógrafo - durante quase 20 anos não tive câmara fotográfica e para a viagem emprestaram-me uma -, esta série não deverá ser entendida como mais que um registo pessoal, agora tornado público.

não resisto a copiar aqui um trecho do texto que maria do rosário pedreira publicou no excelente blogtailors

«Em democracia, trinta e cinco anos depois, quando, afinal, se pode ler tudo sem a ameaça do lápis azul, lê-se exclusivamente por entretenimento, e não para saber, para pensar, para poder estar contra, para formar ideias, para entender (ou não entender) o mundo. (E nem se diga que a democracia nos dispensa deste exercício, pois a crise a que chegámos prova bem que custos pode ter a incapacidade de uma visão prospectiva.) Desapareceram dos escaparates, como aqui já foi referido por Pedro Bernardo, os ensaios, rapidamente substituídos por biografias de reis e rainhas portugueses, escritas num português sofrível por autores que cometem erros históricos de pôr os cabelos em pé. E a grande ficção – essa que atravessou os tempos com a agradável ameaça da eternidade – quase só subsiste pela curiosidade em relação ao aparecimento de novas traduções – Proust, Musil, Dostoevski, Homero –, embora esteja convencida de que quem as lê seja quem já conhecia as antigas ou leu versões amputadas ou noutras línguas dos mesmos livros. Além disso, porque pensarão as pessoas que a leitura activa não é uma excelente forma de entretenimento?

Bem sei que agora, que perdi a inocência nestas coisas e pude viajar mais, também já sei que essa grande percentagem de leitores do Reino Unido (que, curiosamente, está a diminuir pela primeira vez por causa da Internet e afins) lê, sobretudo, «trash», pelo que Portugal não faz senão herdar os tiques da globalização, embora com o atraso que lhe é típico. Bem sei que agora, que perdi a inocência nestas coisas, faço aqui o meu acto de contrição e digo que também eu publico livros que prometem vendas rápidas – mesmo procurando que tenham uma estrutura irrepreensível, não estupidifiquem os leitores e, sobretudo, não incluam linhas de pensamento redutoras – para, com esse dinheiro, poder publicar jovens que escrevem literatura séria. Bem sei que agora, com a criação do Plano Nacional de Leitura, todos os alunos – seja qual for a sua origem ou nível de ensino – têm igual acesso ao livro (e nas visitas que faço a escolas encontro sempre nas bibliotecas exemplares muito manuseados, o que é um óptimo sinal). Bem sei, para terminar, que ainda não se inventou nada melhor do que a democracia e que não estaria aqui a dar opiniões (ou a reflectir, melhor dito) se não tivesse passado por esse episódio mágico e absolutamente necessário aos 14 anos. Mas quanto mais infantilizados e incultos nos tornarmos, mais facilmente seremos dominados, tal como o fomos quando éramos maioritariamente analfabetos. Ler e dar a ler livros de qualidade não poderia então ser um dos nossos deveres para com a pátria?»


para ler na íntegra

as letras como poesia




acaba de me chegar às mãos o ensaio de vitorino almeida ventura «as letras como poesia». numa encarnação anterior este livro foi editado pela objecto cardíaco, mas nunca chegou a ser vendido, sequer. agora, e muito bem, a afrontamento recupera este texto, sempre actual e brilhante, e coloca-o à séria no mercado. para quem quer pensar sobre o que dizem alguns dos nossos melhores músicos de entre aqueles que se preocupam mesmo com o que dizem. sobre antónio avelar pinto, da banda do casaco, jp simões, carlos tê, rui reininho, adolfo luxúria canibal, manuel cruz, sérgio godinho e regina guimarães. um livro a não perder por quem lê música a valer

atenção leiria - é este sábado, amanhã. dia 4. com ana luísa amaral, por certo um luxo

workshop Escrita Criativa (Poesia)

por Ana Luísa Amaral

4 de Abril (sábado)

Destina-se a todos os interessados na escrita de poesia, nos seus contextos de produção e nos seus processos.

Objectivos: sensibilizar os participantes para os diversos tipos de escrita literária, para a reflexão sobre as práticas de escrita e para as potencialidades da linguagem, na sua vertente experimental (a exploração dos efeitos de musicalidade, por exemplo) ou de exercitadora de cidadania. Uma reflexão e prática que se deseja poder contribuir para, nesse enriquecimento da reflexão sobre a linguagem criativa, o enriquecimento do mundo.

Formadora: Ana Luísa Amaral. Nasceu em Lisboa em 1956, vive em Leça da Palmeira e ensina Literatura Inglesa, Literatura Comparada e Estudos Feministas na Faculdade de Letras do Porto, onde se doutorou em Literatura Norte-Americana com uma tese sobre Emily Dickinson. É autora de dez livros de poesia e dois livros infantis. Está representada em inúmeras antologias portuguesas e estrangeiras, onde se encontra traduzida para várias línguas. Editada no Brasil, a sua poesia será brevemente editada também em Itália e na Suécia. Em 2007, venceu o Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d'Escritas, com o livro A Génese do Amor e, no mesmo ano, foi galardoada em Itália com o Prémio de Poesia Giuseppe Acerbi. Em 2008, com o livro Entre Dois Rios e Outras Noites, obteve o Grande Prémio de Poesia da APE (Associação Portuguesa de Escritores).

Local: Livraria Arquivo
Horário: 10h30 às 13h | 14h30 às 18h30
Preço: 75,00€
Data: 4 de Abril
Inscrições até ao dia 28 de Março, limitadas a 15 participantes.

Se está interessado em participar, por favor preencha os dados abaixo. As inscrições poderão ser feitas ao balcão da Livraria Arquivo, por telefone e por e-mail, só sendo consideradas válidas após oficialização do pagamento, que pode ser efectuado também através de transferência bancária, para Nib Livraria Arquivo : 0035 2044 00043076930 03 .


FICHA DE INSCRIÇÃO
WORKSHOP ESCRITA CRIATIVA (POESIA), por Ana Luísa Amaral
4 de Abril

- Nome:

- Formação Académica:

- Profissão:

- Morada de Contacto:

- Código Postal:

- Tel./ Telemóvel*:

- Principais interesses:

- E-mail*:

- Data:

*preenchimento obrigatório.
A realização do curso será condicionada a um número mínimo de 12 participantes. Caso não se atinja o numero mínimo desejado o valor da inscrição será devolvido na totalidade.

2.4.09

dia do livro infantil

marcelo camelo, novo máximo da música brasileira, e de quem gosto para caraças, tem trinta anos e assumiu, para todo o mundo saber, que namora com uma mallu magalhães que tem dezasseis anos. enfim. é assim uma pedofilia legal que só me espanta porque é um bocado difícil explicar a uma rapariga tão nova a inevitável angústia de estarmos vivos sem que ela se engasgue com bolicao ou empalideça as purpurinas

1.4.09

«a vida sexual do bruno», pelo bruno pereira e pelo paulo pinto


a vida sexual do bruno from paulo pinto on Vimeo.
claudete, hoje é um de abril, achas que ia cair nessa treta. estás parva, rapariga. ajeita-te e lá e põe-te a andar. até logo. de todo o modo, apareço no café. beijinhos

31.3.09

25.3.09

8 e meio - 3ª edição


3ª Edição Concurso de
Vídeo Escolar 8 e Meio
Sexta-feira, 27 de Março - 22 horas
Biblioteca Municipal Rocha Peixoto
(Póvoa de Varzim)



Luzes, câmara... Acção!!!

Agora aberto a todos os alunos de escolas secundárias nacionais - e com prémios pecuniários muito mais, digamos, interessantes... -, a terceira edição do concurso de vídeo escolar 8 e Meio será lançada esta sexta-feira, na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim. A partir das 22 horas, estarei lá, com os meus amigos do clube para receber os curiosos, numa curta sessão, com projecção de algumas curtas e uma ou outra surpresa.
Professores, alunos e jornalistas - que os há a correr os olhos por aqui -, interessados em participar ou ajudar na divulgação podem entrar em contacto através do meu e-mail na coluna do lado, para receberem mais informação na volta de correio. Entretanto, se há algum tempo livre por aí, o endereço da página oficial do concurso é este e alguns vídeos das edições anteriores podem ser vistos aqui. Vá lá...

Sei que no mesmo dia é publicado o primeiro número da edição portuguesa da Playboy, mas, caramba!, há tempo e lugar para tudo!
sua ladra, geme. não tenho mais pena de ti, ladra, geme. graauuuu. vais ver o poder da minha dentição irada. põe-te em fuga que mais me dá prazer assim

24.3.09

onde estão os meus cabelos. quem mos roubou. quero os meus cabelos de volta, já. ai a brincadeira. não me deixam quieto. ai ai ai

23.3.09

boa parte do tempo gasto assim. a olhar para o que parece querer dizer algo mas não se manifesta. tenho a sensação de que as coisas se assustam comigo. lamento-o. lamento muito que não se queiram abrir ao diálogo

22.3.09

22 de março

21.3.09

da próxima vez que passar assim diante de mim dou-lhe uma pinadela. isto não é uma ameaça, é uma promessa de felicidade mútua. ponha-se a toques

20.3.09

colectiva de primavera



Colectiva de Primavera
A Filantrópica, Póvoa de Varzim
Sábado, 21 de Março - 21H30


"José Carlos Marques e A Filantrópica – Cooperativa de Cultura CRL estão, neste momento, interessados em fazer revigorar o espaço onde o grupo e os seus associados tem desenvolvido uma extensa programação cultural e actividade artística, ao longo dos últimos 74 anos.
Nesse sentido, e fazendo-se usar da data que se aproxima, pretendem ligar-se ao Equinócio Primaveril para se associarem à ideia de “Recomeço”, e aplicarem essa proposta num acontecimento que deve, de facto, criar novos hábitos e estabelecer novas relações entre a cooperativa, os seus associados, o seu público e os novos frequentadores do local.
Assim, vêm por este meio convocá-lo(a) a marcar presença no início deste novo período, que esperamos bastante enriquecedor, convidando-o(a) a visitar a mostra de autores que será apresentada ao público a partir do dia 21 de Março de 2009, no espaço da Cooperativa.
A abertura da exposição contará com a actuação de Sara Macedo (voz), Carlos Pedro Semedo (guitarra) e Pedro Ribeiro (contrabaixo).

Artistas convidados: André Chiote; Arménio Martins, Bruno Neiva, Cesário Alves, Catarina Barata, Elisa Ferreira; Esgar Acelerado; Filomena Ferreira; José Carlos Marques; João Albino; João Cortêz; João Leal; João Rei Lima; Joana Carvalho; Luís Miguel (Pipa); Mafalda Martins; Mara Correia; Margarida Ribeiro; Maria João Barros; Myjas; Paula Abreu; Pedro Vaz da Costa; Raquel da Silva; Ricardo Campos; Rita Rocha; Rui Pinheiro e Sara Macedo.

Mais informações aqui."

19.3.09

19 março

18.3.09

vou namorar com a primeira rapariga que encontrar. estou farto de tretas. vou pedi-la em casamento. ouvi dizer que isso que elas querem. e pronto. a partir daí é rumo ao norte. o algarve ficará sempre no meu coração. adorei

17.3.09

um caso de vida ou de morte...

de michael powell e emeric pressburger é um filme belíssimo programado para a noite de culto de março do clube de cinema 8 e meio. passa esta sexta-feira, dia 20, a partir das 21h30 no auditório da eseq (escola secundária eça de queirós) na póvoa de varzim. a sala vai estar às escuras, não haverá pipocas e eu preciso de companhia. entrada livre, claro está.

16.3.09

no centro comercial do algarve a mocidade não é nada portuguesa. isto é cá uma mistura igual a londres. é que gosto. olham para nós numa loja de roupa e perguntam, hello, can i help you. e eu digo, baza, só estou a ber, carago
muito muito obrigado a todos quantos, comentando ou enviando emails, me ajudaram a esclarecer este ponto. está esclarecido. o livro terá sido montado e impresso em janeiro de 1950. se foi para o mercado nessa altura é mais abstracto, mas não importa, importava-me comprovar que era um livro do início do ano. como diz o primo, muitos obrigados a todos. fico sensibilizado e contente

15.3.09

alguém sabe exactamente em que mês eugénio de andrade publica o livro «os amantes sem dinheiro», lá no ano de mil novecentos e cinquenta, com chancela do centro bibliográfico????
onde estou não tenho pesquisa. e quero sabeeeeeeeeerrrrrrr. ou talvez não se saiba. enfim. estas coisas perdem-se no tempo. malditinhas do caraças. não praguejes, ó. e quê?

13.3.09

ao anónimo que já me mandou seis emails: ó senhor, sim, tem dúvidas? não conhece as capas dos meus livros com toda a certeza. se houvesse playboy com gajos, e pagassem o que se ouve dizer que pagam, também eu distribuía felicidade pelo mulherio nacional.
olhe, vá bugiar, que já não tenho paciência para padres da minha moral. e meta uma coisa na cabeça, se é que depois consegue levantá-la do travesseiro com alguma coisa lá dentro, o corpinho é sagrado porque nos faz falta, mas é para usar, que se não se der uso emburrece de gestos e vai para a cova estúpido de todo.
e não me incomode mais. vá ler os cinco, que lá nunca ninguém tira a roupa, como deve ser. chiça.olívia palito, que aqui ninguém pode ouvir falar em pitainho

12.3.09

horny as hell

11.3.09

e a 27 deste mês de março é publicado o primeiro número da versão portuguesa da playboy. caramba. é como se a coca-cola só agora chegasse. como demorou uma coisa destas a chegar. não porque a playboy especificamente seja a melhor das revistas, mas porque a importância do tesão é demasiada e há que favorecer o nacional contra a progessiva pudiquice balofa que já devia ter desaparecido com os anos 60 e, afinal, nada, continua aí e a empedernir. é pôr o povo a ver boas mamas de boas raparigas que isto espairece logo. e aplaudo já as mulheres portuguesas que derem o exemplo contribuindo para o sonho nacional. aplaudo as nossas veras fishers que mostrem como são belas e gostam de o ser. viva a playboy dos portugueses. vivam as portuguesas da playboy
didinha, hoje é para ti. tinhas razão, à terceira hora fico urtigado e esquisito, embora mais esperto de alguma ciência. hummm. não tinha dado conta, mas aqui as terceiras horas são retumbantes e consigo medir-me à certinha. obrigado. arranjaste em mim mais uma tristeza daquelas que só virão a contribuir para o meu delírio enquanto escritor arrastando-me para a derrota final, aquele dia em que me terei transformado em zeros e uns na versão mal pirateada de um filme levianamente escolhido. didinha, porra, vai-te lixar. és uma frustrada. é o que és

11 de março

hoje fazes anos. não esqueci...









*
afinal aqui também se ouve ac/dc em altos berros?

9.3.09

claudete, até já. beijo. prepara os meus calções de banho. estou por tudo

7.3.09

porque às vezes só a violência de uma palavra mais impiedosa explica o que sentimos, porque às vezes só a expressividade de um palavrão corresponde à verdade, fica aqui dito que o concerto dos mão morta ontem no porno sá da bandeira foi do caralho. grande noite, meus, grande noite
doutora, caramba, é um bocado mais abaixo, mas também lhe digo que não sei se como vai ser a vida depois. estou só a avisá-la. é que não quero parecer-lhe um animal quando os meus instintos se manifestarem. desculpe, está bem. desculpe. mas é mais abaixo. isso. é aí. grrrrrrr

5.3.09

the human beasts

Esta Sexta-feira, a partir das 23 horas, no Shmoo Café, em Coimbra, estarei presente com os meus amigos El Mariachi e Themoteo Suspiro a passar discos. The Human Beasts Rock DJ Set ao vivo, suados e a cores, mono e stereo, sempre com a envolvência sensual do rock. Apareça quem estiver por perto. Já agora, preciso de um favor... Pretendo beber até desfalecer; alguém se oferece para me trazer o carro de volta?

Nota: eu sou o Stage Blood, não o valter hugo mãe, ok?... Só para evitar que apareçam por lá a contar com o valter, como da última vez em Leiria. Obrigado.

2.3.09

1.3.09

correio da manhã, 30 anos

o correio da manhã comemora os seus 30 anos nomeando algumas pessoas das mais variadas áreas da cultura, política e sociedade para um galardão de prestígio.
tenho a privilégio de estar nomeado na área da literatura.
na ligação acima econtram informação sobre o assunto e, fazendo registo no site (grátis), podem também votar nas vossas escolhas.
o prazo para participar acaba no dia 7 de março

28.2.09

o espaço que se segue é da exclusiva responsabilidade do tempo de antena

ó vizinha, saia daí que se põe à frente do satélite e não apanho a tv. desvie-se um bocadinho para o lado, se faz favor. e cumprimentos ao senhor alfredo que, assim como assim, continua a lutar. lutemos. lutemos, que isto está do pior

27.2.09

é inaceitável que uses o amor com essa facilidade. isto de me nascerem cabeças nos tectos, ui tantas a dizerem coisas parvas, o que é isto, pergunto. que espécie de amor é este que me arranjas e que só faz iludir-me e pôr-me a ver o que não existe. eu estou a ficar pelos cabelos com estas tuas atitudes e não sei se a ideia de voltar atrás não foi um suicídio. voltar atrás, já mo haviam dito, é o erro. o erro. ou me limpas os tectos ou não dá mais, ouviste, não dá

23.2.09

estou de trombas

20.2.09

19.2.09

noite culta

sexta, 20 de fevereiro, às 21h30
na escola de frei joão
(antigo ciclo preparatório) em vila do conde

conversa com valter hugo mãe
(antigo estudante da frei joão)

informal e sem rede.
aberto à população.
entrada grátis e esperada de
muita gente que queira vir ver, afinal,
como está a escola da nossa terra

noite de culto


O Clube de Cinema 8 e Meio apresenta:
NOITE DE CULTO
GRIZZLY MAN
de Werner Herzog

Sexta-feira, 20 de Fevereiro - 21H30
Auditório da ESEQ (Póvoa de Varzim)
Entrada Livre

17.2.09

só quero o que é meu. não vou ficar a chorar um amor sem sequer levar a porcaria da televisão, o armário da entrada e o aquário com os peixes estúpidos que me obrigaste a comprar. o amor acaba mas a inteligência tem de persistir. venha a mim o meu dinheirinho. queres paizinhos, vai arranjá-los em outro lugar. e desaparece. prefiro mil vezes chorar sozinho, e até fazer de conta que não choro. porque te odeio e sinto asco do teu focinho. desaparece, já disse
pois, já é possível consumir droga pela net. por aqui

14.2.09

querido são valentim, guarda este amor para mim

12.2.09

11.2.09

programa lado b, de pedro esteves, número 208 com textos do casadeosso

o excelente pedro esteves, responsável pelo programa lado b, surpreendeu-nos com a sua emissão número 208 por utilizar passagens deste blogue acompanhando uma selecção musical belíssima. e podem descarregar o programa limpinho e sem espinhas neste endereço, onde se guardam também as demais emissões. obrigado ao pedro pelo interesse, pelo cuidado e, sobretudo, pelo resultado que nos deixou mesmo mesmo contentes


este é o alinhamento musical do programa:

patrick bell - london, england (snow)
sunbears! - song 5 [it's to late] (for everyone)
william fitzsimmons - please don’t go (goodnight)
sin fang bous - a fire to sleep in (clangour)
the most serene republic - jazz ordinaire (phages)

10.2.09

9.2.09

correntes d'escritas

vêm aí as correntes d'escritas, na sua décima edição com um programa de peso para gáudio das nossas ganas de literatura. e o que eu mais gostava era de ver o meu amigo josé rui teixeira a vencer o prémio literário casino da póvoa / correntes d’escritas, como o seu excelente livro «oráculo». gostava de ver o trabalho dele reconhecido e gostava que a nova poesia tivesse essa bela prenda de ser colocada, mais uma vez, em destaque, a favor de uma regeneração sempre tão necessária. mas só porque o livro o merece, claro

«vaticanadas». josé saramago, no seu blogue, irrita-se com o que me irrito também há muito tempo. irritem-se também, caramba. de uma vez por todas

«Ou vaticanices. Não suporto ver os senhores cardeais e os senhores bispos trajados com um luxo que escandalizaria o pobre Jesus de Nazaré, mal tapado com a sua túnica de péssimo pano, por muito inconsútil que tivesse sido e certamente não era, sem recordar o delirante desfile de moda eclesiástica que Fellini, genialmente, meteu em Oito e Meio para seu e nosso gozo. Estes senhores supõem-se investidos de um poder que só a nossa paciência tem feito durar. Dizem-se representantes de Deus na terra (nunca o viram e não têm a menor prova da sua existência) e passeiam-se pelo mundo suando hipocrisia por todos os poros. Talvez não mintam sempre, mas cada palavra que dizem ou escrevem tem por trás outra palavra que a nega ou limita, que a disfarça ou perverte. A tudo isto muitos de nós nos havíamos mais ou menos habituado antes de passarmos à indiferença, quando não ao desprezo. Diz-se que a assistência aos actos religiosos vem diminuindo rapidamente, mas eu permito-me sugerir que também serão em menor número até aquelas pessoas que, embora não sendo crentes, entravam numa igreja para disfrutar da beleza arquitectónica, das pinturas e esculturas, enfim de um cenário que a falsidade da doutrina que o sustenta afinal não merece.

Os senhores cardeais e os senhores bispos, incluindo obviamente o papa que os governa, não andam nada tranquilos. Apesar de viverem como parasitas da sociedade civil, as contas não lhes saem. Perante o lento mas implacável afundamento desse Titanic que foi a igreja católica, o papa e os seus acólitos, saudosos do tempo em que imperavam, em criminosa cumplicidade, o trono e o altar, recorrem agora a todos os meios, incluindo o da chantagem moral, para imiscuir-se na governação dos países, em particular aqueles que, por razões históricas e sociais ainda não ousaram cortar as sujeições que persistem em atá-los à instituição vaticana. Entristece-me esse temor (religioso?) que parece paralisar o governo espanhol sempre que tem de enfrentar-se não só a enviados papais, mas também aos seus “papas” domésticos. E digo ainda mais: como pessoa, como intelectual, como cidadão, ofende-me a displicência com que o papa e a sua gente tratam o governo de Rodriguez Zapatero, esse que o povo espanhol elegeu com inteira consciência. Pelos vistos, parece que alguém terá de atirar um sapato a um desses cardeais.»


o blogue de josé saramago está neste caminho
a partir de hoje vou ser tudo o que sempre quiseste que fosse. quem me conheceu, vai desconhecer-me e eu não terei na memória nada nem ninguém. quero estar para a vida como um homem que nasce aos trinta e sete anos e aprende tudo, absolutamente tudo, como pela primeira vez. serve assim, pergunto

6.2.09

londres

se bem entendi o que me disse aquele passarinho, esperam por mim ao pé do rio. será excelente, não vejo problema. se, entretanto, pensarem noutra coisa, avisem. posso sempre reequacionar a expectativa de ser feliz e obrigar a que se adapte aos vossos desejos também. nove em ponto. tudo bem. óptimo. com p, ainda. passarinho voa voa, que vou levar-te a lisboa

5.2.09

cinco de fevereiro

4.2.09

vêm aí concertos dos mão morta à maneira. daqueles para soltar os animais que vivem dentro de nós. vou ferrar. eu vou ferrar

Mar 6 2009 9:30P
Teatro Sá da Bandeira Porto
Mar 14 2009 9:30P
Centro de Artes do Espectáculo Portalegre
Mar 21 2009 10:00P
Auditório Torres Vedras
Mar 27 2009 10:00P
São Mamede Guimarães
Mar 28 2009 10:00P
Auditório Alcochete
Apr 1 2009 9:30P
Cinema São Jorge Lisboa
Apr 3 2009 10:00P
Auditório Abrantes

quatro de fevereiro

A minha tablet Wacom tem a luzinha a piscar. Deixou de funcionar. Foi-se de vez. Deixou-me sem aviso, com as mãos a abanar, sem poder desenhar. Tenho de comprar outra, mas não sei se vou conseguir habituar-me tão rapidamente como necessito à "substituta". Afinal sempre foram 5 anos de companhia diária. Qual o tempo de luto para casos assim?

divulgação - iniciativa do ferve em prol de quem se anda para aqui a queimar

«MAYDAY 2009 – O LUGAR ONDE NOS ENCONTRAMOS

De há uns anos a esta parte, diversos países têm vindo a assinalar o dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador/a, alertando especificamente para a situação dos/as trabalhadores/as precários/as. Esta iniciativa é conhecida como MayDay* e decorreu pela primeira vez em Portugal, em Lisboa, em 2007.

A expressão do descontentamento do precariado faz-se na rua, com uma parada que agrega trabalhadores/as sujeitos/as às actuais expressões da desregulação laboral: falsos recibos verdes, contratos a prazo, intermitência no espectáculo, desemprego, desemprecariedade, trabalho temporário ou estágios sem remuneração.

Após duas edições bem sucedidas em Lisboa, gostaríamos de dar amplitude a este descontentamento no Porto, unindo vontades e vozes múltiplas. A iniciativa parte do FERVE, mas dirige-se a todos: associações, sindicatos, companhias, colectivos, movimentos e pessoas interessadas em promover a mudança.

Por isso, convidamos-te a participar na primeira Assembleia Pública de discussão desta iniciativa, a decorrer no dia 10 de Fevereiro, às 21h30, no MAUS HÁBITOS (Rua Passos Manuel, 178, 4º andar - Porto).

Pelo FERVE;
Cristina Andrade.

*MayDay é um termo utilizado nas comunicações radiofónicas, marítimas ou aeronáuticas que significa "urgência" ou "socorro" e que deriva do francês "m'aidez" (ajudem-me).

MayDay 2008: http://maydaylisboa.blogspot. com

Precários Inflexíveis: http://www. precariosinflexiveis.blogspot. com»

2.2.09

hoje um senhor parou diante do meu carro e disse, olhe lá, você não é aquele que anda no porto canal a falar com as pessoas. eu respondi, nem por isso, está a confundir-me com outro. e ele acrescentou, é sim, estou a reconhecê-lo, foi o você que mostrou como se criam cogumelos no lado de baixo do colchão.
verídico. deve haver gente que sabe criar cogumelos no lado de baixo do colchão. não pensei viver até um tempo tão avançado. é brilhante, sinceramente, é brilhante

dois de fevereiro

1.2.09

um de fevereiro

31.1.09

beije-me de novo quando me apanhar sozinho em casa. gostei. não quero que isto acabe nunca. dá-me gozo, sei lá, deve ser com certeza isso do amor

john martyn

faleceu john martyn, belo músico e amigo de nick drake. representou para este um porto seguro nas depressões e inspirações. faleceu um homem discreto que nos deixou um conjunto precioso de canções. a ouvir, a ouvir

30.1.09

trinta de janeiro

29.1.09

sim, claudete, mas não pode ser como me pede. já lho disse. a violência tem de ser comedida, não quero acordar os vizinhos e não posso, a qualquer hora da noite, vir à porta atender as suas exigências de voz alta. se tiver paciência, um pouco de paciência, alguém há-de surgir para entender aquilo que sente. eu sou só um escritor, não entendo, invento que entendo e preciso mesmo é de sossego e de ficar sozinho

vinte e nove de janeiro

28.1.09

câmara de lobos

meus caros, é estragadinho de emoção que vos agradeço o convite e a hospitalidade em câmara de lobos. paulo sérgio beju, rui pita, rubem teixeira, celina pereira, ester vieira, presidente arlindo pinto gomes, isabel santa clara, sílvia lopes, sílvia gordom, patrícia sumares, fernanda da gama, patrícia perneta, paula erra, dona marinete, padre rui, e todos os outros de quem não sei o nome completo, como a alexandra, dr. lourenço, dona teodora, etc. etc. etc., muito obrigado pelo carinho. muito obrigado por tudo

26.1.09

22.1.09

chamava-se claudete e saiu daqui há cinco minutos. eu garanto que não lhe bati, e se seguiu para a rua com ar de quem perdeu as ideias é porque faltam-lhe as ideias já por natureza. vou passar o resto do dia a ver se me distraio com outras coisas, porque não estava nada à espera que a saia curta que trouxe me toldasse os olhos como pestanas à beira das delícias. que precipício é a minha vida. que queda tão grande para a sala de estar

21.1.09

parabéns senhor jorge

divulgação - colectivo silêncio da gaveta, para o dia mundial de poesia

«Para assinalar o dia Mundial da Poesia o Colectivo Silêncio da Gaveta pretende realizar um acto poético sobre a forma de instalação:" A ideia passa por colocar poemas nas árvores do jardim da Avenida Júlio Graça em Vila do Conde. Para que as árvores traduzam em seiva e fruto as palavras dos poetas, convido-o(a) a participar através do envio de um poema. Associado a este acto decorrerão outras iniciativas de que oportunamente lhe daremos notícia. Para que se alcance uma verdadeira explosão poética agradecemos-lhe que envie esta mensagem a todos os seus contactos. Não existe qualquer impedimento se o poema for em língua estrangeira. Por último, cumpre referir que os poemas podem ser enviados para o seguinte mail:
vasques.manuel@gmail.com»

João Rios

20.1.09

obama

novas edições



















obrigado a quem compra e lê os meus livros. acabo de receber a
notícias de que, nos próximos dias, estarão nas livrarias a quarta edição de «o remorso de baltazar serapião» e a terceira de «o apocalipse dos trabalhadores». chancela da quidnovi. em 2009 será ainda reeditado o meu primeiro romance, «o nosso reino», esgotado há mais de um ano. manifesto assim o meu contentamento mas, sobretudo, a gratidão porque me é muito caro que de facto leiam e possam apreciar o meu trabalho, um trabalho tão dentro da pele quanto o amor que sinto pelos livros e pela escrita





pois é... estou de regresso aos discos.

quinta-feira, 22, no joyce irish pub - caldas da rainha
(celebrando o aniversário de miss s.)

sexta-feira, 23, no cinema paraíso - leiria

sempre na boa companhia do themoteo suspiro e el mariachi
(e de miss vice-president...)

a partir das 23 horas


19.1.09

joão aguardela

acabo de saber que faleceu o joão aguardela. é com um espanto incrédulo que imagino o mundo sem este músico e amigo que inventou lugares de excelente sonho para a arte portuguesa. o joão estava perto dos quarenta e longe de fazer sentido ir embora. é com um megafone no coração que lhe digo que o quero muito e espero angustiadamente que ainda me possa escutar
parabéns dona antónia

dezanove de janeiro



hoje estou de greve!

17.1.09

vizinha, sábado à noite já estarei de volta, depois de badajoz, lagos e lisboa. estou um pouco cansado, mas nunca de a ver. espero que possa aparecer. e, claro, este convite é extensível, se é que me entende

16.1.09

dezasseis de janeiro

Toma!

15.1.09

quinze de janeiro

Não vês esperança em nós, mas precisas de mim.
Se não te lembrares de mim durante o dia, não te escutarei esta noite.
Desculpa.

13.1.09

amo-te. agora é público. vês???

treze de janeiro

estou em badajoz. chove e faz frio. perto do rio há gente tremendo. não há vento, mas isto é espanha. e eu quero casamento. tratam-me bem. tenho sono. no hotel falam português. o pequeno almoço tinha marmotas. no chão alguém esqueceu uma carteira. os santos da capela ao lado fizeram zaragata a noite inteira. o cristo está de gripe. eu sinto uma aragem. mas é da minha cabeça. tenho sono. vêm buscar-me. admiro os insultos nas paredes. ninguém insulta melhor que os espanhóis. e o cristiano é o maior. chegamos à espanha e, só por isso, somos todos os maiores. como se eu tivesse responsabilidades na coisa ou fosse treinador. que brio, o de ser português e finalmente prestigiado porque o melhor futebolista do mundo nasceu no meu país. que insulto de frio

12.1.09

doze de janeiro

11.1.09

rodrigues da silva

acabo de saber pelo bibliotecário de babel que faleceu o jornalista rodrigues da silva, figura fundamental no jornal de letras. nunca o vi, nunca lhe falei de viva voz, mas tive os meus livros sempre enviados para as suas mãos e sei que os recebeu com o profissionalismo e o cuidado que todos nós reconhecíamos ao seu trabalho. tanta gente me falou bem deste homem, que sempre esperei poder vir a conhecê-lo. agora já não é mais possível. ficam os meus sentimentos e o respeito grato de quem lamenta a sua perda

10.1.09

blogue convidado do público


é com bom orgulho que esta casadeosso integra o rol de blogues convidados do jornal público. acontece a partir de hoje e deixa os seus habitantes muito corados de contentamento. obrigado aos leitores. tem sido gratificante ser vosso anfitrião. e obrigado ao público

dez de janeiro