25.5.09







meti-me no facebook. estou facebookado total. não desbookado, apenas transitoriamente outra coisa

24.5.09

god 'less america - 046

22.5.09

caramba, falar do star traque tem suscitado os mais animados comentários anónimos que eu, magnificamente, não permito que se publiquem. poupem-me. se querem insultar a minha liberdade de expressão com fascínios infantis por um filme de merda, ao menos ponham a cara à frente que eu não estou para aturar covardes

21.5.09

20.5.09





19.5.09

god 'less america - 043

star traque

não sei por que raio me apanho ainda a ver destas coisas, mas fui ao star trek e saí de lá com menos cinco euros de frustração. de facto, não havia grandes razões para que esperasse ver um bom filme, mas o hype é do caraças e nós funcionamos - mesmo sem querer - com os hypes, como se fosse o estupor de um vírus duns porcos malvados. enfim.
o argumento básico e, como sempre, irrita mesmo é com aquelas coisas de filme para putos, que normalmente não se interessam pelos pormenores e atentam apenas no tamanho e na destreza das armas dos heróis. ora bem.

um.
há uma cena em que os mongos da enterprise precisam de aterrar numa plataforma esvoaçante que tem fogo no rabo e vêem-se aflitinhos para ali caírem de pára-quedas, vindos de um vai e vem daqueles pequeninos tipo bote de salva-vidas. um deles, prova de que o esforço é grande, até morre assim que chega à plataforma, porque não se segura e vai direitinho ao fogo no rabo e esturrica geral. ora, o que é espantoso é que, subitamente, quando em stress é necessário, os mongos sobreviventes falam para a nave e solicitam ser teletransportados. tunga. e vão parar direitinhos ao conforto da enterprise. depois, para a gente se rir, o spock diz, eu agora vou lá ao planeta dos spockianos porque quero salvar os meus pais e blá blá blá. e põe-se a jeito e é teletransportado para onde quer. foda-se. então não era preciso um pára-quedas e o perigo de morte de ir parar ao fogo no rabo e essa cena??? ai que caraças. então porque não teletransportaram logo os primeiros mongos para a porcaria da plataforma impedindo que um deles esturricasse e tudo?
ah, já sei, é que o rabo de fogo interferia com as cenas da nave e não dava para o truque. ou, por outro lado, é muito giro isto passar-se num ano estrelar não sei quantos mas depois, quando aquece, há que voltar a usar o corpinho e a força bruta como se fosse um rocky balboa a salvar o mundo.

dois.
o kirk, que é aparvalhado mas intuitivamente o maior, é mandado para um planeta qualquer todo gelado e vê-se ali sozinho, exilado. de repente, uns bichos mesmo muito muito zangados querem-no ferrar sem piedade e ele corre uns bocadinhos. aparece uma gruta mesmo a jeito, mete-se lá dentro e zás, o spock aparece com uma tocha e afugenta o monstro que tem muita garganta mas medo de um fósforo. agora, o interessante é que o spock é o spock futuro. o spock já com oitenta anos, e não o mesmo que ficara na nave e que expulsara kirk para o exilo. confusos? pois. quando o exilam, assim tipo, atirado para o espaço à sorte, ele tinha que ir dar logo logo ao lugar onde o futuro do spock penava como um grunho numa caverna gelada. caraigo. que tiro de sorte. e o spock, que diz coisas muito impressionantes, declara, há ali um lugar onde está um tipo que vai inventar a velocidade warp, mas ainda não sabe, e se a gente chegar lá ele põe uma nave a andar e tu podes voltar à enterprise e blá blá blá.

três.
saem os dois da caverna e vão ao encontro dessa cena e o caminho já nem parece longo, nem há monstros a chatear. que sorte. afinal aquilo é só frio, já não é muito perigoso. e quando chegam ao abrigo, está lá um totó que é inteligente mas não sabe, refastelado e com luz eléctrica e tudo. e a gente pensa, se o spock sabia daquela cena, por que raio estava numa gruta de gelo com uma fogueirinha pre-histórica a arder? hummm. deve gostar de ter o cu frio.

quatro
o spock mostra ao totó a equação que o totó inventou (???? quê? - pois, exacto, o totó inventou, mas precisa de ser o spock a vir do futuro para lhe dizer qual é - assim também eu) e lá se arranja uma navezita que serve para o resto do filme continuar nesta treta infantil com orçamento de gente grande.

olhem, querem saber que mais? esta coisa de menosprezarem o público achando que oferecerem um espectáculo de luz já basta, é nojenta. este filme, na verdade, só faz sentido para quem gostar de espectáculos de fogo de artifício, porque de resto é uma inanidade. devia ser projectado nas nuvens em noite de são joão. enquanto a gente come um gelado, os mongos davam o litro a fazerem de burros no céu

18.5.09

17.5.09

16.5.09

god 'less america - 041

quinto encontro de poesia de vila do conde - 28 e 29 de maio

Biblioteca Municipal José Régio

28 Quinta-feira
ENCONTRO DE POETAS COM ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO
José Rui Teixeira
Escolas Secundárias José Régio e Afonso Sanches

21h30, Biblioteca Municipal
TODO O ESCRITOR É UM POETA?
Com Luandino Vieira, valter hugo mãe, Carlos Quiroga e Rosa Alice Branco


29 Sexta-feira
Distribuição de poemas na Feira Semanal

ENCONTRO DE POETAS COM ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO
- Catarina Costa e Jorge Melícias
Escolas Secundárias José Régio e Afonso Sanches

21h00, Biblioteca Municipal
EU, POETA, ME APRESENTO
Com os poetas João Rios, Pedro Gil Pedro e Jorge Melícias

22h30, Biblioteca Municipal
EVOCAÇÃO DE EDGAR ALLAN POE
Leitura encenada de O CORVO de Edgar Allan Poe por Marcello La Fontana, com música de Eduardo Patriarca


30 Sábado – 10h30, Praça Vasco da Gama
Visita guiada a Vila do Conde – Rotas d’ Escritas
Inscrição prévia na Biblioteca Municipal

15h30, Centro Ciência Viva
CHÁ, CIÊNCIA E POESIA EM TERRAS DE MARESIA...
Com a autora Ana Luísa Amaral

21h30, Centro de Memória
RECITAL DE POESIA
Com Vítor Norte e João Lagarto


Durante o Encontro será projectado na Biblioteca Municipal o trabalho Cântico Negro da autoria de Hélder Magalhães


25 a 31, Biblioteca Municipal
EXPOSIÇÃO: ANTÓNIO BOTTO

15.5.09

14.5.09

god 'less america - 039

lisboa, porto, braga. aquela coisa perfeita. caramba

ó palerma, chega-te aí para o lado, ou pensas que isto é tudo para sentar o gado. anda. já estou farto dessa perna a roçar na minha como quem não quer a coisa. vai atirar-te ao caraças. o teu charme não dá nem para o tesão do mijo. e bato. sou machista e bato, estás a ouvir. toca a mexer para o outro lado

isabel lhano, «nós»

13.5.09

12.5.09

god 'less america - 037

«Una piedra», poema de Ben Clark



«Esta piedra es pequeña como algunas palabras,
y tiene partes suaves, lisas, como la infancia,
y otras que casi hieren, como algunos silencios.

De esta piedra guardamos casi el mismo recurdo:
para ti es comparable con la idea de Ausencia;
miras la piedra y piensas que no es nada.»

.
.
.
.
de Cabotaje, editorial delirio, béjar 2009

10.5.09

9.5.09

um comentário que vira post

Caro valter, um olá do Luxemburgo. Sei que és um acérrimo defensor da liberdade e é por isso que ouso pedir que divulgues esta informação pelo blogues amigos, da maneira que entenderes. A lei da imprensa e a protecção das fontes foram bafejadas no Luxemburgo, no nosso jornal, um jornal português no Luxemburgo, o CONTACTO. Foi ontem e foi pela Polícia luxemburguesa, que apreendeu material e um bloco-notas de um dos nossos jornalistas.
Envio-te a noticia como vinha hoje na Lusa e podes verificar igualmente nos sites dos repórteres sem fronteiras e na federação internacional de jornalistas os factos:

Aqui vai a notícia completa da Lusa, em que se diz que tanto o Conselho de Imprensa Luxemburguês como os Repórteres Sem Fronteiras (RSF), como a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) nos seus sites condenam a acção da Polícia luxemburguesa:
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Luxemburgo: Polícias confiscam bloco de notas e ficheiro de computador em jornal português

Lisboa, 08 Mai (Lusa) - Dois polícias, acompanhados por um técnico em informática, estiveram na quinta-feira na redacção do Contacto, semanário português publicado no Luxemburgo, de onde levaram um bloco com notas de reportagem e o ficheiro de um computador.

Segundo disse à Agência Lusa, em contacto telefónico, o chefe de redacção do jornal, José Correia, inicialmente os dois agentes informaram que o Contacto tinha violado a Lei de Imprensa ao divulgar nomes de dois menores numa reportagem publicada em Dezembro, relativamente aos casos de uma rapariga e um rapaz retirados à respectivas famílias e colocados num internato.

Pediram uma cópia do referido artigo em suporte informático e daí a pouco apresentaram um mandado passado por um juiz para uma busca à redacção e a apreensão do bloco de notas da reportagem.

Já na sala de redacção, o técnico que acompanhava os agentes descarregou para uma "pen" ficheiros do computador do jornalista que fez a reportagem, a quem foi também exigida a entrega do bloco de notas.

José Correia disse à Lusa que esta acção da polícia luxemburguesa, além de pôr em causa a protecção das fontes é "desproporcionada" face à reportagem em causa, de que resultou uma queixa do assistente social envolvido no caso dos dois menores por alegada "difamação e calúnia".

O chefe de redacção do Contacto alegou que a lei de imprensa luxemburguesa proíbe buscas em redacções e no domicílio dos jornalistas, excepto em caso de tráfico de estupefacientes, terrorismo, branqueamento de dinheiro ou risco para a segurança do Estado, assuntos que nada têm a ver com a reportagem em causa.

Na segunda-feira, os advogados do jornal irão solicitar à Justiça a anulação do mandato e a devolução do bloco de notas e dos ficheiros retirados do computador.

"O caso deverá ser objecto de investigação para evitar a sua repetição", afirmou ainda José Correia, considerando que estas actuações da polícia "são raras, senão inéditas" no Luxemburgo e devem ser travadas quanto antes.

Os Repórteres Sem Fronteiras, a Federação Europeia de Jornalistas e três sindicatos luxemburgueses já se solidarizaram com os jornalistas do semanário Contacto e condenaram a acção policial, que atenta contra o direito daqueles profissionais de protegerem as suas fontes.

8.5.09

7.5.09

6.5.09

god 'less america - 032

praça café - a partir das 18h de hoje, em famalicão. o restaurante que fará a diferença


fica no complexo de talvai e abre hoje às 18h. a cozinha tem direcção de cláudia ribeiro e - garanto-vos - é de chorar por mais. os preços são decentes, com refeições de almoço abaixo dos 10 euros, e ao jantar um pouco mais. haverá animação, com pequenos concertos e lançamentos de livros e workshops e sei lá que mais. haverá café durante a tarde e a manhã. é para o menino e para a menina. famalicão, mais uma vez, na vanguarda da boa gastronomia

2.5.09

god 'less america - 029

1.5.09

30.4.09

29.4.09

28.4.09

god 'less america - 025

27.4.09

26.4.09

25.4.09

god 'less america - 022

vinte e cinco de abril

não sei se hoje somos livres, sei que quem lutou pela queda do antigo regime sonhou, talvez candidamente, que hoje viveríamos num país de pessoas livres. se tenho dúvidas - eu, um cidadão cuja consciência já se afirma em tempo de democracia -, é porque alguma coisa teima em falhar. acho até que, depois das euforias mais visíveis dos anos 80 e um pouco dos 90, se deu rapidamente lugar ao regresso dos pensamentos de alguma saudade daquilo que deveria ser inimaginável o povo voltar a defender.
como escritor não consigo conter um lado crítico que, não querendo obrigar alguém a pensar como eu, procura levar as pessoas a questionarem-se, talvez a tomarem uma posição, que é o mesmo que solicitar que participem e recusem a inércia. só pelo exercício crítico, provocado mais ou menos pelo reavivar dos temas, se pode manter a memória e esperar que os erros fulcrais do passado não voltem a ser cometidos.
o meu primeiro romance, «o nosso reino», conta a história de uma criança de oito anos que, angustiada com a questão do divino, se vê torturada num lugar de pobreza e ignorância como eram abundantemente os lugares pequenos do norte do país. a história passa-se ao tempo da revolução, ainda que esta ocorra quase sem produzir efeitos nas consciências pequenas das personagens envolvidas. interessou-me perspectivar o quotidiano de um povo resignado com a pobreza e com os dogmas da igreja, a partir dos quais podemos perceber a anestesia característica do antigo regime; essa receita cruel que promovia a pequenez para defender o poder instalado contra espíritos melhor formados.
eu gostaria de acreditar que a literatura pode ainda impressionar as pessoas ao ponto de as levar a ponderar sobre as questões e a encontrarem as suas próprias respostas. e gostaria de acreditar que os escritores, hoje, escrevem de facto aquilo que pensam, comprometendo-se com o que defendem, fazendo dos livros espaços de reflexão sobre o que fomos, o que somos e quem queremos ser.
acima do marketing e da vontade de vender muitos livros, é muito importante acreditar que ainda se escrevem os textos por uma necessidade superior de criar expressão, e que essa expressão sirva para as luzes das gentes, levando-as a reclamar uma inclusão incondicional na igualdade e na liberdade. escrever tem de ser assim, por mais que a cultura de massas sugira leveza nos assuntos e embelezamentos desresponsabilizadores e por vezes mesmo irresponsáveis. é esta a minha convicção, e por aqui me meço no mundo, como um escritor que quer ser livre, mas que tem dúvidas se o deixam ser livre, e que procura convocar nos seus textos os assuntos que lhe parecem necessitar de permanente lembrança, para que não sejamos no futuro iguais aos nossos avós no que concerne à reprodução contínua das falhas que precisamos de ultrapassar de uma vez por todas

24.4.09

god 'less america - 021

o prazer da leitura



está à venda o segundo volume d'«o prazer da leitura». uma edição da fnac que vem assinalar o dia mundial do livro e cujas receitas revertem a favor da ami. custa apenas 4 euros. tem capa dura e ilustrações do antónio jorge gonçalves. estou muito contente com a inclusão de um conto meu, intitulado «os campos de velho», dedicado ao meu amigo vítor pereira, um rapaz incrível que vive para as bandas de paredes de coura e as transforma num lugar ainda mais fabuloso.
o livro contém contos de vhm, patrícia reis, richard zimmler, jorge reis-sá e jacinto lucas pires. ocupa já o primeiro lugar do top de vendas da fnac.
mais informação aqui

acredito mais nestas coisas. e nesta música também

mundo cão, «a geração da matilha», à venda

desde o passado dia 20 que se encontra à venda o segundo álbum da banda mundo cão (pedro laginha, miguel pedro, vasco vaz, budda e canoche). são 11 temas novos, entre os quais 3 têm letra da minha autoria: «ordena que te ame» (single), «a geração da matilha» e «dá-me amor ou ódio». a escrita de letras dá-me cada vez mais gozo. e mais ainda quando o resultado é este que podem ouvir e ver no vídeo que recoloco no casadeosso:


entrei no teu jogo como um louco,
fui ingénuo e tu tão fatal.
joguei-me todo e foi tão pouco,
o amor é o teu instinto mais cruel

enquanto te sigo melhor me faço o teu troféu

entrei no teu jogo como um louco,
eu sou o teu escravo mais leal

refrão ele:
ordena que te ame,
e odeia quando falho.
mas usa, abusa de mim e eu serei
feliz até ao fim

marquei as unhas no corpo,
tornei-me um bicho irreal.
infectei o lugar onde me punhas.
o amor é este monstro final

gostas do teu troféu erguido neste inferno?

marquei o corpo com as unhas,
pus-me um louco tão original

refrão ele:
ordena que te ame
e odeia quando falho.
mas usa, abusa de mim e eu serei
feliz até ao fim

refrão ela:
ordeno que me odeies,
amo que tu sofras.
o que uso, abuso, é sempre assim,
morrerá por mim

refrão ele:
ordena que te queira
e odeia quando paro.
leva-me, arrasta o meu corpo
desfeito em pó

refrão ela:
ordeno-te à minha beira,
amo-te monstro raro.
anda, eu quero-te morto,
desfeito em pó

23.4.09

dia internacional do livro

muito obrigado às crianças que hoje passaram comigo o dia em conversas acerca de livros e histórias e sonhos e pássaros e gente diferente e ilustrações e bonecos e bibliotecas e sei lá que mais. muito obrigado às crianças e aos seus professores e à marta miranda. foi um dia muito bonito. e recebi o mais incrível presente: um conjunto de ilustrações de como algumas crianças imaginaram o «homem calado», personagem do meu livro tão recente. na impossibilidade de colocar aqui todos os desenhos, coloco o da ana filipa salgado, mas deixo um abraço e um beijinho para todos, porque fiquei mesmo muito contente.

dia mundial do livro - vem aí disto

mayday, pelo trabalho digno, no 25 de abril uma manifestação da esperança e da liberdade

este é o cartaz que anuncia a festa para o dia 25, nos maus hábitos, sob a força do mayday.
o buraco negro no interior da bandeira de portugal pretende significar o lugar desprezível para onde os precários têm sido metidos. um lugar cada vez mais nojento na consciência de um poder político e social que não se preocupa mais com dignificar o trabalho e o trabalhador.
dizemos abaixo a exploração, abaixo todos os símbolos nacionalistas: o ser humano é único e o buraco negro da sua exploração é todo o coração do mundo.
no porto, este sábado, os cidadãos do porto, e quem mais quiser vir, sujam o verde e o vermelho de portugal com as suas legitimas preocupações. por um mundo melhor. por um trabalho estável e justo.
o mayday é um movimento de cidadãos, não partidário e inclusivo que, na minha convicção, começa e acaba na promoção e exigência da prática de um emprego digno.



{ ... }

21.4.09

olafur arnalds


3055 - Olafur Arnalds from Marc Böttler on Vimeo.
quando ouvi olafur arnalds pela primeira vez voltei vinte e cinco anos no tempo, até quando me pus de amores com os melhores discos de wim mertens e de michael nyman. é verdade que poucos têm sido os compositores que têm conseguido um resultado válido com este tipo de simplicidade, dentro deste universo neo-clássico, onde os próprios gurus já se esgotaram grandemente. o tirsen quase me iludiu com dois ou três temas, mas não durou nada. não gosto mais do que faz, é vulgar e muito plagiador para os meus ouvidos rabujentos.
mas olafur arnalds é outra coisa. depois de estrear com o primeiro longa-duração intitulado «eulogy for evolution», editou um ep, «varitions on static», e agora fez o acto de generosidade última e criatividade máxima. propôs-se compor sete temas, um por dia, e em sete dias colocá-los para download gratuito na internet. o resultado é «found songs». canções compostas a partir de trechos anotados e em risco de esquecimento. canções como beleza urgente, guardada algures num desafio, um desafio vencido, de um músico por quem mais e mais pessoas se apaixonarão. podem encontrar nesta ligação o caminho para o download legal de um dos melhores discos deste ano.
ah, e sim, é mais um daqueles incríveis islandeses.

«os filhos do esfolador» - pelo toj



no domingo à noite o toj (teatro oliveira junior - da escola sec. oliveira junior, de são joão da madeira) apresentou, com encenação de cristina marques, a peça «os filhos do esfolador», que escrevi inspirado num conto de camilo castelo branco.
foi das coisas mais divertidas que vi. tive alguns quantos ataques de riso e adorei o modo despretensioso, mas eficaz, como a encenação foi feita. deixo aqui o meu agradecimento a quantos se empenharam naquela produção e, sobretudo, os meus parabéns

finalmente, a biblioteca digital mundial

a ideia é disponibilizar quanto se possa. documentos e livros. tudo dentro da casa de toda a gente. como se a casa de cada um de nós fosse o monumento suficiente para albergar a humanidade. e assim é que deve ser. aqui

god 'less america - 019