31.1.10

ainda não abri a janela. ouço madrugadores de domingo e até lhes tenho medo. gosto dos domingos decadentes, a dormir, pouca luz, um livro à beira e silêncio. gosto dos domingos de pijama, quentes em casa, sem precisar de dizer palavra, sem comer nada de jeito, sem fazer mais do que ler, dormir, ler, tomar notas, dormir, ouvir a reedição dos mão morta, dormir. ah, e à noite, ali mesmo à hora dos vampiros, vestir algo gótico e ir para o maus hábitos, para o passos ou para o mercedes e curtir um som. uma destas noites, esgar e eu não fui. kitten e eu não fui. caramba, não consigo ir a lado nenhum. quero uma festa de bauhaus e joy division, sonic youth e the cure, com muita muita urgência

29.1.10

the substandard dj

esta é a noite em que procurarei cumprir todos os desejos.
a partir das 23horas na casa de ló, travessa de cedofeita, porto.

28.1.10

acabado de chegar às livrarias italianas

um email que acabo de receber

1. Eu (Vera Mónica V Soares) fui abordada ontem à tarde, cerca das
15:30, no estacionamento do Gaia Shopping, por dois homens que me
perguntaram qual o tipo de perfume que eu usava e, se gostaria de
experimentar um tipo de perfume sensacional, que eles vendiam a um
preço de oferta.
2. Provavelmente eu teria aceitado se não tivesse recebido um mail,
algumas semanas antes, avisando-me sobre o golpe do perfume. Os dois
homens permaneciam entre os automóveis estacionados, imagino que
esperando que outra mulher aparecesse.
3. A uma senhora que ia na direcção deles preveni, dizendo que me
tinham avisado que nos shoppings ou Estacionamentos havia quem
abordava as pessoas para oferecer 'OLER', o perfume!MAS NÃO É PERFUME,
É ÉTER! Quando se desmaia, eles aproveitam para roubar tudo o que se
leva de valor e só Deus sabe que mais. Se não fosse o e-mail com que
me avisaram, provavelmente teria caído na tramóia. Copia esta mensagem
e envia-a a todos os teus amigos (as), já que consta que esta malta
está a operar em várias cidades. Isto não é uma brincadeira! Por
favor, envia isto também aos homens... Eles podem avisar outras
mulheres.

26.1.10

hello, young lovers...

joão quadros

ó joão quadros, como é suposto responder-lhe????
não deixou contacto.
meu mail:
correio@valterhugomae.com

21.1.10

my own private vegetable

my own private vegetable é um pin (5cm diâmetro) desenhado para a galeria de joalharia contemporânea adorna corações. disponível a partir de sábado, 23 de janeiro, numa edição limitade de 20 exemplares, assinados e numerados.

13.1.10

crónica no jornal de letras, de hoje em diante

a partir de hoje, no jornal de letras, encontram a minha crónica com o título genérico de «autobiografia imaginária». para transformar a vida em literatura

pub - poesia em vinyl, quinta 14 janeiro, lisboa com valter hugo mãe

«Organizado por Raquel Marinho e Luís Filipe Cristóvão, o Poesia em Vinyl acolhe todos os meses um poeta e os seus textos, numa sessão que decorre no restaurante Vinyl (Travessa da Galé, 36, em Alcântara, junto da antiga FIL), a partir das 21h30.

A primeira noite deste projecto está marcada para dia 14 de Janeiro, com valter hugo mãe a falar dos seus poemas – alguns dos quais serão lidos por Fernando Alves. Depois, haverá música com JP Simões.

A entrada é livre.»

12.1.10

«a máquina de fazer espanhóis», valter hugo mãe, novo romance, fim de janeiro nas livrarias

«a máquina de fazer espanhóis»
quase quase nas livrarias

foi hoje anunciada a minha passagem para o catálogo da editora objectiva, para integrar a chancela alfaguara, responsável, entre outros, pela edição do último livro do nick cave e do ricardo adolfo.
durante anos trabalhei, no que diz respeito aos romances, com maria do rosário pedreira e ana pereirinha, de início no âmbito da temas & debates e depois com marca quidnovi. neste momento, estamos todos os três de novidade, a maria do rosário porque passou este mês a integrar o grupo leya, num desafio grande de ocupar lugar numa mega-estratura, a ana que passa a ser única editora da casa quidnovi podendo pôr em prática todos os projectos pessoais em que acredite, e eu porque me envolvo com uma equipa nova e, certamente, com um outro modo de trabalhar.
passar a trabalhar com gente nova é um desafio, pela necessidade de se criarem cumplicidades que, neste universo tão subjectivo das letras, dependem de uma infinitude de sintonias. estou, no entanto, muito contente com a equipa que encontro na editora objectiva, liderada por alexandre vasconcelos e sá, com a qual facilmente desenvolvi uma amizade e um entusiasmo sempre crescente.
«a máquina de fazer espanhóis» é o título do meu novo romance, o quarto, depois de «o apocalipse dos trabalhadores» (2008), «o remorso de baltazar serapião» (2006) e «o nosso reino» (2004). em alguns dias estarão divulgadas mais informações sobre o conteúdo, capa e datas exactas de chegada às livrarias, bem como as datas para as primeiras apresentações oficiais em lisboa e no porto.
por agora importa-me dizer que é com a alegria de sempre que me preparo para editar mais um livro, e com mais alegria ainda pelo carinho e cuidado que tanta gente me tem dirigido, seja pelo email, no facebook ou em tantos encontros marcados ou casuais.
ainda um beijo grande à clara capitão, que me catou belissimamente as vírgulas e me convenceu de que a literatura é uma coisa de família, com muita ternura e simplicidade à mistura.

11.1.10

duvido que volte a cair neve enquanto eu estou a olhar. tenho os olhos quentes e aqueço tudo em redor. a espera põe-me assim. se vier chuva sou só eu a chorar

9.1.10

dez anos

e há dez anos, exactamente, morria o meu pai. é estranho como um dia tão distante parece guardar-se no tempo, como se voltasse, como se houvesse modo de o repetir. mas não se repete, apenas o sofrimento, a tristeza tão profunda e o frio que volta sempre nesta altura do ano, como comprometido, como culpado de alguma coisa. lentamente tornando-se um conhecido, como alguém que viu e volta para conversar sobre como foi

já sem paciência

já sem paciência

já sem paciência

já sem paciência

já sem paciência

já sem paciência