
30.3.10
27.3.10
26.3.10
24.3.10
22.3.10
dandy

16.3.10
sessão pública de leitura - sexta, dia 19, às 21h30 na biblioteca de vila do conde
14.3.10


12.3.10
1.º Workshop de tradução de poesia da Literature Across Frontiers em Portugal
1.º Workshop de tradução de poesia da Literature Across Frontiers em Portugal acontece na próxima semana em Vila do Conde.
Pela primeira vez, um workshop destes ocorre em Portugal, tendo sido encontrado na Câmara Municipal de Vila do Conde o parceiro ideal para o acolhimento da iniciativa, pelo empenho de Alexandra Büchler, que encabeça a LAF, e do poeta valter hugo mãe, já convidado, no âmbito deste programa, para semelhante workshop na Lituânia.
O workshop decorre entre os dias 15 e 19 de Março, e traz a Vila do Conde, além de Alexandra Büchler, os poetas Arvis Viguls, da Letónia, Ivan Strpka, da Eslováquia, Petr Borkovec, da República Checa e Sonata Paliulyte, da Lituânia, que se juntam aos portugueses Daniel Jonas, Jorge Melícias, Luís Filipe Cristóvão, Maria Sousa e Nuno Brito. valter hugo mãe estará presente apenas para apoio logístico.
Na sexta-feira, 19 de Março, o workshop terminará apresentando uma sessão, de entrada livre, com leituras nas diversas línguas de poemas objecto de tradução em Vila do Conde, possibilitando também o confronto e o acesso do público em geral aos convidados. Esta sessão acontecerá na Biblioteca Municipal José Régio às 21h30.
Agradecemos a divulgação.
Para qualquer esclarecimento, pode ser contactada a Biblioteca Municipal José Régio (252 240 040).
11.3.10
agenda
março
quinta 11 - apresentação no porto de livro do josé eduardo agualusa, biblioteca almeida garret, 21h30
sexta 12, 21h30 - sessão com gabriela pinheiro acerca de «a máquina de fazer espanhóis» na livraria leitura do bom sucesso, porto, entrada livre
sábado 13, 21h - casa das artes de famalicão. homenageado no âmbito do famafest, recebendo a pena de camilo.
domingo 14 a sábado 20 - workshop da literature across frontiers em vila do conde
domingo 14, 9 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
domingo 21, 17h - sessão com josé rui teixeira e vhm na fnac do norte shopping
domingo 21, 9 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
terça 23, 18h30 - sessão na livraria bulhosa de campo de ourique, lisboa
quarta 24, 18h - sessão na livraria bulhosa de entrecampos, lisboa
sábado 27, 17h - no dolce vita do dragão, sessão de homenagem a sebastião alba. mesa redonda com vhm, luís adriano carlos e o irmão do poeta, jorge carneiro gonçalves.
domingo 28, 9 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
terça 30 - apresentação do último livro de niccolò ammaniti, «como deus manda», a sair pela bertrand, na embaixada de itália em lisboa
abril
domingo 04, 9 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
quarta 07 - primeira sessão da comunidade de leitores de caminha, com o livro «myra», de maria velho da costa
quinta 15 - convidado de ana paula arnaud, na comunidade de leitores da livraria almedina, de coimbra
domingo 11, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
de 17 a 20 - lev/matosinhos, literatura em viagem
domingo 18, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
quarta 21 - segunda sessão da comunidade de leitores de caminha, com o livro «leite derramado» de chico buarque
sexta 23 - madrid, la noche de los libros, 18h, biblioteca nacional de madrid, apresentado por juan sebastián cárdenas
domingo 25, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
de 28 a 2 - nova iorque, pen world voices festival
maio
domingo 02, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
quarta 05 - terceira sessão da comunidade de leitores de caminha, com o livro «ilusão (ou o que quiserem)» de luísa costa gomes
de 06 a 08 - sevilha, primeiro curso internacional sobre a obra de josé saramago, universidade de sevilha
domingo 09, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
sábado 15, 21h30 - participação na feira do livro de ponte da barca
domingo 16, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
terça 18 - quarta sessão da comunidade de leitores de caminha, com o livro «somos o esquecimento que seremos» de héctor habad faciolince
de 20 a 25 - caracas, venezuela
domingo 23, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
de 27 a 30 - feira do livro do funchal
domingo 30, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
junho
quarta 02 - quinta sessão da comunidade de leitores de caminha, com o livro «a ofensa» de ricardo menéndez salmón
domingo 06, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
de 10 a 19 - hong kong, china
domingo 13, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
domingo 20, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
domingo 27, 09 às 11h - rádio clube português, programa «à mesa com eles», com aurélio gomes, pedro pina e valter hugo mãe.
10.3.10
9.3.10
3.3.10
the music machine
28.2.10
exposição de ilustração

Gente gulosa, sobre o magnífico trabalho do Esgar Acelerado
valter hugo mãe
Tenho sempre a ideia de que as personagens do Esgar Acelerado trazem um ar de gula pelas coisas, uma gula pela vida com o seu aspecto frequentemente esbugalhado, de expressão grande e intensa. São uma colecção muito terna de figuras que mesclam o universo da bd com o da ilustração, entre o mais pragmático do primeiro género e o mais lírico do segundo. Eu tenho sempre a sensação do divertido que se junta a uma sensibilidade fremente e que leva tantas vezes a um tom também dramático, melancólico, desde logo romântico. Eu acho que o Esgar cria como se fizesse as imagens florirem, porque a profusão de cores ajardina tudo, faz do que vemos bouquets radiantes. Criar como fazendo imagens florirem é só possível para quem sabe prezar a delicadeza, para quem encontrou um ponto sensível a partir do qual seja razoável o exercício dessa liberdade invejável de se divertir, confessar, deslumbrar e aperfeiçoar pela pulsão expressiva. Há uma aceleração das emoções, um modo de boa gula, uma energia amistosa que irradia das imagens como se fosse o jardim, afinal, que nos rega e nos fertiliza, os seduzidos espectadores.
23.2.10
adolfo luxúria canibal no correio da manhã
Ando deliciado com a leitura de ‘A Máquina de Fazer Espanhóis’, o novo romance de Valter Hugo Mãe. Não tenho tido muito tempo para o fazer, submergido por uma carga excepcional e inaudita de obrigações profissionais – que me tem exaurido os dias e as noites – e pela escrita e gravação do próximo disco dos Mão Morta nos apertados prazos a que nos comprometemos. Mas ainda bem que tal acontece: em situação normal tê-lo-ia devorado num ápice e estaria agora a lamentar a perda da sua companhia; assim, tenho esticado a delícia por semanas…
Já sei que quando me vou deitar, bem dentro da madrugada, os olhos piscos e o cérebro aos tropeções, vou encontrar o Sr. Silva e os outros Silvas todos lá do lar da Feliz Idade e, pelo menos durante duas ou três páginas, compartilhar as suas memórias e impressões deste Portugal que suspira ser espanhol e ter salários europeus e com eles rir ou apoquentar-me. Depois, com a beatitude dos justos, adormeço de cansaço, deixando a catrefada de Silvas a imiscuir-se-me nos sonhos!
De manhã não me lembro de nada, claro, e vou para os meus afazeres de peito feito e energia renovada. Mas com o avançar das horas e o decompor do dia começo a suspirar pelos Silvas e o doce momento em que me vou enfiar na cama e, durante duas ou três páginas, embrenhar-me no quotidiano do lar de idosos a despedir-me dos Silvas que vão saindo da vida. Mas é uma saída tão terna e tão suave que a despedida me deixa feliz, num sono relaxado e pacificador.
Às vezes baralho-me um bocado, não sei se algo foi lido ou sonhado, e volto atrás a matar saudades com os Silvas que já tinham ido embora e prolongo ainda mais o prazer da leitura. Aliás, já estou deserto pela hora em que irei deitar-me para avançar mais duas ou três páginas na ‘Máquina de Fazer Espanhóis’…
trofa
17.2.10
ilustração | a máquina de fazer espanhóis



