29.4.11
27.4.11
feira do livro de lisboa



25.4.11
01. a ler em valência, espanha, por andrés navarro
21.4.11
acreditem ou não, estou a ler um poema de valter hugo mãe aqui - concurso
20.4.11
19.4.11
18.4.11
14.4.11
blogue objectiva
9.4.11
cosmopoética 07 - transforma-se o tradutor na coisa traduzida
LIVRO DE PRESSÁGIOS
Valerá mais o bom por conhecer do que o mal conhecido.
Quem bem me quiser não me fará chorar.
Pensarei bem e acertarei.
Andarei como alma em alegria.
Sempre choverá ao gosto de todos.
Seremos muitos e a avó parirá.
Nenhum caminho levará a Roma.
Separarei o trigo do joio para ficar
com o joio, o trigo e tudo o mais.
*
do livro «Adulto extrangejo», Dvd Ediciones, Martín López-Vega, poeta e tradutor do meu livro «folclore íntimo».
8.4.11
cosmopoética 04
7.4.11
cosmopoética 02
6.4.11
cosmopoética 01
o programa promete, durante a semana, tonino guerra e charles simic. o calor aumenta
4.4.11
«o osso da pila» visto por pedro vieira

o osso da pila
para o eduardo pires
pensávamos que se partíssemos o
osso da pila morríamos num instante sem
mais crescer, sem casar
pensávamos que o osso da pila era
o mais impressionante e que talvez fosse
articulado e que seria fundamental para crescer e para casar
pensávamos que faríamos filhos à
custa do osso da pila e que não os faríamos se
o partíssemos nem cresceríamos e nem poderíamos casar
pensávamos que casaríamos um dia, aterrorizados por
uma infância ansiosa, com as mãos no osso da pila para
o proteger, razão também pela qual achávamos ter podido
crescer e casar
pensávamos que o osso da pila justificava crescer e casar
não casámos, não partimos o osso da pila, crescemos,
devíamos ter morrido na infância, num instante
*
«o osso da pila», do livro o inimigo cá dentro, volume contabilidade, poesia 1996-2010, alfaguara 2010. pedro vieira pode ser encontrado aqui

