27.4.11

feira do livro de lisboa

este fim de semana, dias 29, 30 e 01, estarei pela feira do livro de lisboa para todas as conversas. no lugar da objectiva/alfaguara vão poder encontrar-me careca como sempre.
estarão já disponíveis as novíssimas edições dos meus três primeiros romances: «o nosso reino», «o remorso de baltazar serapião» e «o apocalipse dos trabalhadores».
se quiserem aparecer para olás, agradeço e alegro-me.

25.4.11

01. a ler em valência, espanha, por andrés navarro


primeiro contributo para o concurso «acreditem ou não, estou a ler um poema de valter hugo mãe aqui». o regulamento encontra-se aqui. muito obrigado ao andrés navarro e às duas tão queridas crianças pelo empenho. ficamos sensibilizados e achamos que começamos muito,muito, bem.

21.4.11

acreditem ou não, estou a ler um poema de valter hugo mãe aqui - concurso


concurso
«acreditem ou não, estou a ler um poema de valter hugo mãe aqui»

como participar:
agarras no telemóvel ou numa câmara de filmar qualquer, encontras um lugar que te agrade, escolhes um poema e filmas-te a ler. dizes qual o título do poema. publicas o vídeo no youtube e mandas ligação para partilharmos. se não te quiseres inscrever no youtube, envias-nos o vídeo por wetransfer.com e publicamos nós.
no título do vídeo, deve constar: «estou a ler valter hugo mãe aqui» e completam com o lugar a que se referem.
na publicação, nas etiquetas, para que as pesquisas encontrem o vosso trabalho sem dificuldade, devem colocar as palavras: valter hugo mãe estou a ler aqui. e acrescentam o lugar, o título do poema e o vosso nome, ou o nome com que estão a concorrer.

prémios:
um exemplar do trabalho «a máquina de fazer espanhóis» da autoria de esgar acelerado, os quatro romances de valter hugo mãe nas novas edições com novas capas («o nosso reino», «o remorso de baltazar serapião», «o apocalipse dos trabalhadores» e «a máquina de fazer espanhóis») e mais um exemplar do volume de poesia «contabilidade». o vencedor recebe ainda uma ilustração original de valter hugo mãe.

prazo:
15 de junho



14.4.11

uns mortinhos pequenos

blogue objectiva

a editora objectiva,
responsável pela chancela alfaguara em portugal,
e editora dos meus livros,
inaugura o seu blogue.
podem segui-lo por aqui:

9.4.11

cosmopoética 07 - transforma-se o tradutor na coisa traduzida

LIVRO DE PRESSÁGIOS


Valerá mais o bom por conhecer do que o mal conhecido.

Quem bem me quiser não me fará chorar.

Pensarei bem e acertarei.

Andarei como alma em alegria.


Sempre choverá ao gosto de todos.

Seremos muitos e a avó parirá.

Nenhum caminho levará a Roma.


Separarei o trigo do joio para ficar

com o joio, o trigo e tudo o mais.

*

do livro «Adulto extrangejo», Dvd Ediciones, Martín López-Vega, poeta e tradutor do meu livro «folclore íntimo».

8.4.11

cosmopoética 06

cosmopoética 05

cosmopoética 04

a velocidade de upload que a internet do hotel permite é deprimente. por causa disso, não posso imediatamente colocar no youtube a gravação que fiz do lêdo ivo a ler «o barulho do mar». numa mesa com charles simic, lêdo ivo ganha a audiência com a leitura de um intenso poema, um monumental poema que traz o brasil todo dentro, uma dolência e um respeito que nos deslumbrou a todos. fico contente de ter registado com o telemóvel o momento. ainda que a imagem não seja grande coisa, a voz está lá. a solenidade da voz. esse respeito que ele impôs e que se ficou a sentir. muito bom mesmo.
com o calor contínuo, o festival deste ano está a solicitar aos poetas hidratações estratégicas. esta tarde, a regressar a pé do lugar onde almoçamos todos os dias, o mundo daqui parecia uma caldeira e as coisas húmidas podiam fumegar. parece que se pode morrer com tal calor. dá medo. as pessoas dizem que no verão é pior. ainda bem que, na segunda-feira próxima, quando regresso às caxinas, ainda não verão. ou talvez já não pudesse regressar

cosmopoética 03

no blogue do babélia: aqui

7.4.11

cosmopoética 02

a abertura oficial de alessandro baricco foi inusitadamente cómica, com o seu intérprete adquirindo um protagonismo considerável. entre o italiano e o castelhano, enfim, se encontram semelhanças que nunca como agora saltaram aos olhos, ou aos ouvidos, de todos.
defendendo que não é poeta e que tudo o que sabe sobre a poesia leu em livros de prosa que não são sequer sobre poesia, baricco explicou como era peregrina a ideia de o convidarem a ele para abrir um grande evento de poetas. é verdade. foi uma ideia peregrina, desculpada por todos por causa de ser ele o autor desse belo «seda» (em portugal na dom quixote) que me parece ser uma coisa boa que já o aborrece. de cada vez que alguém lhe diz gostar muito dele, fala de «seda» como se a sua vida de autor começasse e acabasse naquelas pouco mais de cem páginas.
o lêdo ivo é quem me salva. comentamos sobre o calor e o cansaço. poderia escrever coisas longas e belas sobre ele. fica a promessa.

6.4.11

cosmopoética 01

ataca-me uma sinusite que aproveita a garganta inflamada que trouxe da madeira e nem a visão da catedral me sossega. hoje vou a uma escola com uns quantos autores, mas passarei o dia sobretudo a perseguir sinistramente o alessandro baricco, a ver se tenho com ele uma conversa sobre o "seda" e outras coisas magníficas.
o programa promete, durante a semana, tonino guerra e charles simic. o calor aumenta

4.4.11

«o osso da pila» visto por pedro vieira



o osso da pila

para o eduardo pires


pensávamos que se partíssemos o

osso da pila morríamos num instante sem

mais crescer, sem casar


pensávamos que o osso da pila era

o mais impressionante e que talvez fosse

articulado e que seria fundamental para crescer e para casar


pensávamos que faríamos filhos à

custa do osso da pila e que não os faríamos se

o partíssemos nem cresceríamos e nem poderíamos casar


pensávamos que casaríamos um dia, aterrorizados por

uma infância ansiosa, com as mãos no osso da pila para

o proteger, razão também pela qual achávamos ter podido

crescer e casar


pensávamos que o osso da pila justificava crescer e casar


não casámos, não partimos o osso da pila, crescemos,

devíamos ter morrido na infância, num instante


*

«o osso da pila», do livro o inimigo cá dentro, volume contabilidade, poesia 1996-2010, alfaguara 2010. pedro vieira pode ser encontrado aqui

festival literário da madeira na rua.MOV

festival literário da madeira. estou feio como as portas, mas importa o que digo