2.5.11

Puerto Rico’s “Festival of the Word” in New York - dentro de dias

Participating Writers

Moisés Agosto (Puerto Rico)

Miguel Algarín (Puerto Rico)

Yolanda Arroyo Pizarro(Puerto Rico)

Josefina Baez (Dominican Republic)

Arnaldo Cruz Malavé (Puerto Rico)

Joao Paulo Cuenca (Brazil)

Tere Dávila (Puerto Rico)

Martín Espada (Puerto Rico /USA)
José Manuel Fajardo (Spain)

Francisco Font Acevedo (Puerto Rico)

Santiago Gamboa (Colombia)

Magali García Ramis (Puerto Rico)

Jessica Hagedorn (Phillipines/USA)

Karen Jaime (USA)

Eduardo Lago (Spain)

Elvira Lindo (Spain)

Valter Hugo Mãe (Portugal)

Vanessa Martir (USA)

Ana María Matute (Spain)

Lina Meruane (Chile)

Juan Moreno (Puerto Rico)

Antonio Muñoz Molina (Spain)

Andrés Neuman (Argentina)

José Manuel Prieto (Cuba)

Claudio Remeseira (Argentina)

Charles Rice-Gonzalez (USA.)

Raquel Rivera (Puerto Rico)

Bonafide Rojas (Puerto Rico)
Mayra Santos Febres (Puerto Rico)

José Carlos Somoza (Spain)

Karla Suárez (Cuba)

Charlie Vázquez (USA)

David Unger (Guatemala)

Alfredo Villanueva (Puerto Rico)

Emanuel Xavier (USA)

O FMI TEM MAIS ENCANTO NA HORA DA DESPEDIDA - pelo grande João Gesta

Não queremos que os técnicos do FMI saiam de Portugal de chispes a abanar.

Eles trabalharam denodadamente a Bem da Nação, dia e noite de aleluia, ali bem pertinho do LUX, resistindo heroicamente às putas do Intendente e à encosta das Olaias, duas das nossas maravilhas ao natural.

Assim sendo, como diria o grandessíssimo pensador Manuel Cajuda, é justo que sejam compensados.

Vamos, então, promover um leitão, (- só penso nisto), perdão, um leilão de 10-dez-10 lusitanas obras de arte, cuja receita reverterá integralmente a favor das seguintes benfeitorias para a Europa e cercanias:

- bombardeamento da Finlândia, em dia a combinar com o Almirante Michael Mullem, especialista em erros cirúrgicos.

- deslocalização forçada do padre Melícias para Roma (às segundas-feiras) e Berlim (às quartas-feiras) para expiar os pecados do Berlusconi e espiar os joanetes da senhora Merkel.

- reabilitação de Judas Iscariotes, uma espécie de Fernando Nobre mais coerente.

Contudo, esta humilde artigalhada não estaria concluída se não explicitássemos, com pompa e circunstância, as referidas 10-dez-10 lusitanas obras de arte. Pode ser que o Armando Vara, a despeito da sua reforma de miséria, ainda se aventure à aquisição de alguma delas.

Mão(s) à(s) obra(s):

Lote 1

Uma fotografia de Fábio Coentrão a ler Herberto Helder às escuras.

Lote 2

Uma fotografia, a bronco e tinto, de Alberto João a beber limonada no Pico Grande.

Lote 3

Uma fotografia de Paulo Portas a comprar submarinos na Feira da Ladra. Sépia, a fotografia.

Lote 4

Um carapau frito, assinado pelo arquitecto Souto Moura.

Lote 5

Um bolo de chocolate, sem árvores, confeccionado por Siza Vieira.

Lote 6

Um discurso ainda mais chato de Jorge Sampaio.

Lote 7

Um pensamento com tecto de abrir da autoria de André Villas Boas, seguido de esgar.

Lote 8

Um tiro no pé à Passos Coelho.

Lote 9

O bigode de Sara Ferrari, 96 anos, paraplégica, natural de Palermo e a única mulher italiana que o Berlusconi ainda não tentou comer.

(nota: obra gentilmente cedida pelo museu arqueológico de Bolonha)

Lote 10

O tendão rotuliano de Cristiano Ronaldo. Grande e remexido, no vagar das suas abstracções.

(nota: espero que o leitor aprecie devidamente a subtileza e profundidade desta metáfora de, pelo menos, 32 cm.)

Os interessados deverão enviar as propostas dirigidas à CLP (Comissão Liquidatária de Portugal), Prado do Repouso, ao cuidado de José Sócrates, engenheiro, coveiro e tudo.

PUM!

Vêmo-nos em Marraquexe.

27.4.11

feira do livro de lisboa

este fim de semana, dias 29, 30 e 01, estarei pela feira do livro de lisboa para todas as conversas. no lugar da objectiva/alfaguara vão poder encontrar-me careca como sempre.
estarão já disponíveis as novíssimas edições dos meus três primeiros romances: «o nosso reino», «o remorso de baltazar serapião» e «o apocalipse dos trabalhadores».
se quiserem aparecer para olás, agradeço e alegro-me.

25.4.11

01. a ler em valência, espanha, por andrés navarro


primeiro contributo para o concurso «acreditem ou não, estou a ler um poema de valter hugo mãe aqui». o regulamento encontra-se aqui. muito obrigado ao andrés navarro e às duas tão queridas crianças pelo empenho. ficamos sensibilizados e achamos que começamos muito,muito, bem.

21.4.11

acreditem ou não, estou a ler um poema de valter hugo mãe aqui - concurso


concurso
«acreditem ou não, estou a ler um poema de valter hugo mãe aqui»

como participar:
agarras no telemóvel ou numa câmara de filmar qualquer, encontras um lugar que te agrade, escolhes um poema e filmas-te a ler. dizes qual o título do poema. publicas o vídeo no youtube e mandas ligação para partilharmos. se não te quiseres inscrever no youtube, envias-nos o vídeo por wetransfer.com e publicamos nós.
no título do vídeo, deve constar: «estou a ler valter hugo mãe aqui» e completam com o lugar a que se referem.
na publicação, nas etiquetas, para que as pesquisas encontrem o vosso trabalho sem dificuldade, devem colocar as palavras: valter hugo mãe estou a ler aqui. e acrescentam o lugar, o título do poema e o vosso nome, ou o nome com que estão a concorrer.

prémios:
um exemplar do trabalho «a máquina de fazer espanhóis» da autoria de esgar acelerado, os quatro romances de valter hugo mãe nas novas edições com novas capas («o nosso reino», «o remorso de baltazar serapião», «o apocalipse dos trabalhadores» e «a máquina de fazer espanhóis») e mais um exemplar do volume de poesia «contabilidade». o vencedor recebe ainda uma ilustração original de valter hugo mãe.

prazo:
15 de junho



14.4.11

uns mortinhos pequenos

blogue objectiva

a editora objectiva,
responsável pela chancela alfaguara em portugal,
e editora dos meus livros,
inaugura o seu blogue.
podem segui-lo por aqui:

9.4.11

cosmopoética 07 - transforma-se o tradutor na coisa traduzida

LIVRO DE PRESSÁGIOS


Valerá mais o bom por conhecer do que o mal conhecido.

Quem bem me quiser não me fará chorar.

Pensarei bem e acertarei.

Andarei como alma em alegria.


Sempre choverá ao gosto de todos.

Seremos muitos e a avó parirá.

Nenhum caminho levará a Roma.


Separarei o trigo do joio para ficar

com o joio, o trigo e tudo o mais.

*

do livro «Adulto extrangejo», Dvd Ediciones, Martín López-Vega, poeta e tradutor do meu livro «folclore íntimo».

8.4.11

cosmopoética 06

cosmopoética 05

cosmopoética 04

a velocidade de upload que a internet do hotel permite é deprimente. por causa disso, não posso imediatamente colocar no youtube a gravação que fiz do lêdo ivo a ler «o barulho do mar». numa mesa com charles simic, lêdo ivo ganha a audiência com a leitura de um intenso poema, um monumental poema que traz o brasil todo dentro, uma dolência e um respeito que nos deslumbrou a todos. fico contente de ter registado com o telemóvel o momento. ainda que a imagem não seja grande coisa, a voz está lá. a solenidade da voz. esse respeito que ele impôs e que se ficou a sentir. muito bom mesmo.
com o calor contínuo, o festival deste ano está a solicitar aos poetas hidratações estratégicas. esta tarde, a regressar a pé do lugar onde almoçamos todos os dias, o mundo daqui parecia uma caldeira e as coisas húmidas podiam fumegar. parece que se pode morrer com tal calor. dá medo. as pessoas dizem que no verão é pior. ainda bem que, na segunda-feira próxima, quando regresso às caxinas, ainda não verão. ou talvez já não pudesse regressar

cosmopoética 03

no blogue do babélia: aqui

7.4.11

cosmopoética 02

a abertura oficial de alessandro baricco foi inusitadamente cómica, com o seu intérprete adquirindo um protagonismo considerável. entre o italiano e o castelhano, enfim, se encontram semelhanças que nunca como agora saltaram aos olhos, ou aos ouvidos, de todos.
defendendo que não é poeta e que tudo o que sabe sobre a poesia leu em livros de prosa que não são sequer sobre poesia, baricco explicou como era peregrina a ideia de o convidarem a ele para abrir um grande evento de poetas. é verdade. foi uma ideia peregrina, desculpada por todos por causa de ser ele o autor desse belo «seda» (em portugal na dom quixote) que me parece ser uma coisa boa que já o aborrece. de cada vez que alguém lhe diz gostar muito dele, fala de «seda» como se a sua vida de autor começasse e acabasse naquelas pouco mais de cem páginas.
o lêdo ivo é quem me salva. comentamos sobre o calor e o cansaço. poderia escrever coisas longas e belas sobre ele. fica a promessa.

6.4.11

cosmopoética 01

ataca-me uma sinusite que aproveita a garganta inflamada que trouxe da madeira e nem a visão da catedral me sossega. hoje vou a uma escola com uns quantos autores, mas passarei o dia sobretudo a perseguir sinistramente o alessandro baricco, a ver se tenho com ele uma conversa sobre o "seda" e outras coisas magníficas.
o programa promete, durante a semana, tonino guerra e charles simic. o calor aumenta

4.4.11

«o osso da pila» visto por pedro vieira



o osso da pila

para o eduardo pires


pensávamos que se partíssemos o

osso da pila morríamos num instante sem

mais crescer, sem casar


pensávamos que o osso da pila era

o mais impressionante e que talvez fosse

articulado e que seria fundamental para crescer e para casar


pensávamos que faríamos filhos à

custa do osso da pila e que não os faríamos se

o partíssemos nem cresceríamos e nem poderíamos casar


pensávamos que casaríamos um dia, aterrorizados por

uma infância ansiosa, com as mãos no osso da pila para

o proteger, razão também pela qual achávamos ter podido

crescer e casar


pensávamos que o osso da pila justificava crescer e casar


não casámos, não partimos o osso da pila, crescemos,

devíamos ter morrido na infância, num instante


*

«o osso da pila», do livro o inimigo cá dentro, volume contabilidade, poesia 1996-2010, alfaguara 2010. pedro vieira pode ser encontrado aqui

festival literário da madeira na rua.MOV

festival literário da madeira. estou feio como as portas, mas importa o que digo

“NOVO AUTOR, PRIMEIRO LIVRO”

PRÉMIO LITERÁRIO

CADERNOS DO CAMPO ALEGRE

“NOVO AUTOR, PRIMEIRO LIVRO”

Regulamento

1 – Com o objectivo de incentivar a criação poética e o aparecimento de novos autores, bem como de reforçar a dinâmica cultural desenvolvida, desde 2001, na área das Leituras, através do ciclo poético “Quintas de Leitura”, e na área Editorial, através da publicação de vários livros, integrados na colecção “Cadernos do Campo Alegre”, a Fundação Ciência e Desenvolvimento (FCD) instituiu, com o patrocínio da Editora Objectiva (Objectiva), um prémio designado Prémio Literário Cadernos do Campo Alegre “Novo Autor, Primeiro Livro”, a atribuir, em 2011, à melhor obra inédita de poesia de um autor português sem qualquer obra publicada.

2 – O Prémio será atribuído anualmente, podendo o género literário a concurso variar de ano para ano.

3 – O anúncio do concurso de cada edição do Prémio é feito até 31 de Março de cada ano civil, no site da FCD (www.fcd-porto.pt) e no blogue das “Quintas de Leitura” (http://quintasdeleitura.blogspot.com).

4 – Podem concorrer ao Prémio autores portugueses que, à data de apresentação das obras a concurso, nunca tenham publicado qualquer obra. O autor vencedor não poderá concorrer novamente ao presente Prémio.

5 – Na edição de 2011, cada autor apenas pode concorrer com uma obra inédita de poesia escrita em língua portuguesa, com um mínimo de 25 e um máximo de 50 páginas.

6 – A obra a concurso deverá ser enviada em cinco exemplares, com tratamento de texto em tamanho A4, corpo 12, em caracteres ARIAL, devidamente encapados ou agrafados, por correio registado e com aviso de recepção, até 30 de Abril de 2011 (contando, para o efeito, a data do registo postal), para Fundação Ciência e Desenvolvimento (A/c Produtora Patrícia Vaz), Rua das Estrelas, s/n, 4150-762 Porto.

7 – Os exemplares da obra a enviar têm de ser assinados com pseudónimo não usado anteriormente e acompanhados de um envelope fechado, contendo, no seu interior, a identificação do autor e respectivos contactos (morada, telefone e e-mail).

8 – A FCD reserva-se o direito de não devolver as obras remetidas pelos concorrentes.

9 – A apresentação de obra a concurso implica a aceitação do regulamento na sua totalidade.

10 – O Prémio consiste na edição da obra premiada pela FCD e pela Objectiva (com uma tiragem mínima de 500 exemplares) e no pagamento dos direitos de autor dos exemplares vendidos exclusivamente pela Editora Objectiva no valor de 10% sobre o preço de capa. O autor premiado terá, ainda, direito a cinco exemplares gratuitos. O autor premiado compromete-se, também, a celebrar um contrato de autor com a Objectiva.

11 – A obra premiada será integrada na colecção “Cadernos do Campo Alegre” dirigida pela FCD.

12 – Para efeito de atribuição do Prémio, será constituído um Júri composto por cinco elementos de reconhecido mérito cultural, um dos quais representante da FCD e um outro em representação da Objectiva.

13 – O Júri pode propor a não atribuição do Prémio por falta de qualidade das obras a concurso.

14 – O Júri não pode, em caso algum, atribuir o Prémio a mais do que uma obra, mas pode propor a atribuição de Menções Honrosas.

15 – Da decisão do Júri não cabe recurso.

16 – Os casos omissos serão decididos pela FCD.

17 – Os resultados do Prémio serão publicitados no site da FCD até 30 de Junho de 2011.

18 – A atribuição do Prémio e apresentação da obra premiada será feita em sessão regular do ciclo poético “Quintas de Leitura” durante o ano de 2011.

Para mais esclarecimentos contactar:

FCD – Dra. Patrícia Vaz (Produtora)

Morada: Rua das Estrelas, s/n, 4150 – 762 Porto

Telefone: 226063017

Correio electrónico: pvaz@tca-porto.pt

28.3.11

Matilde Rosa Araújo homenageada na Trofa a 2 de Abril de 2011

Demonstrando o carinho e admiração por Matilde Rosa Araújo, a Câmara Municipal da Trofa presta uma homenagem à autora no próximo dia 2 de Abril. De recordar que a Autarquia Trofense consagrou o nome do Concurso Literário Lusófono da Trofa – Prémio Matilde Rosa Araújo à escritora.

A autarquia dedica, desta forma, o ano de 2011 como ano de homenagem a esta escritora e autora “amiga” da Trofa. O dia 2 de Abril, Dia Internacional do Livro Infantil, ficará, por isso, marcado na Trofa, por esta sessão de homenagem a Matilde Rosa Araújo. Assim, pelas 15h30, decorrerá o Descerramento da Placa Toponímica da Rua Matilde Rosa Araújo, na freguesia de S. Martinho de Bougado.

A homenagem continua pelas 16h30, com a atribuição da designação “Sala Matilde Rosa Araújo” à Sala de Leitura Infanto-Juvenil” da Biblioteca Municipal localizada na Casa da Cultura da Trofa.

Na ocasião será ainda inauguração uma Mostra Bibliográfica sobre a autora, seguindo-se a abertura oficial da exposição de ilustração “Um Olhar de Menina” de Marta Madureira, na Casa da Cultura da Trofa.

Autora de livros de contos e poesias para adultos, bem como de livros de contos e poesia para crianças, Matilde Rosa Araújo dedicou-se à defesa dos direitos das crianças, tendo recebido o Grande Prémio de Literatura para Crianças, em 1980, pela Fundação Calouste Gulbenkian, e o prémio para o melhor livro infantil “ Fadas Verdes”, em 1996, pela mesma Fundação. Matilde Rosa Araújo recebeu também o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e foi igualmente, distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores.

Madrinha do Concurso Literário Nacional Conto Infantil, desde 2005, designado agora por Concurso Literário Lusófono da Trofa – Prémio Matilde Rosa Araújo, a autora visitou a Trofa com regularidade para assistir aos vários concertos dos Meninos Cantores do Município da Trofa, que várias vezes interpretaram algumas das suas obras, como “ As Cançõezinhas de Tila” e “Anjos de Pijama”.

A Câmara Municipal da Trofa presta assim, um tributo à autora e escritora Matilde Rosa Araújo, que estabeleceu uma ligação tão próxima com o Concelho Trofense e com as crianças e jovens locais

17.3.11

Gente Gulosa - Inaugura amanhã, 18 Março



Um par de imagens que ficaram de fora da exposição que amanhã, 18 de Março, inauguro na galeria Sput&nik, thewindow, na praça do Marquês, Porto, pelas 21h30.

3.3.11

Gente Gulosa - Exposição




é com grande entusiasmo que comunico a minha nova exposição de ilustração (e alguma pintura), com inauguração a 18 de Março, pelas 21h30 na Sput&nik.




Gente Gulosa
Exposição de Ilustração de Esgar Acelerado


Sput&nik thewindow

praça marquês do pombal, 169 | porto

Inaugura a 18 de Março, pelas 21h30
Patente até 23 de Abril
Sexta e Sábado das 17h30 às 20h30 (por marcação)
sputenik169@gmail.com


…………………………………………………………………..


Gente Gulosa
sobre o magnífico trabalho do Esgar Acelerado
valter hugo mãe

Tenho sempre a ideia de que as personagens do Esgar Acelerado trazem um ar de gula pelas coisas, uma gula pela vida com o seu aspecto frequentemente esbugalhado, de expressão grande e intensa. São uma colecção muito terna de figuras que mesclam o universo da bd com o da ilustração, entre o mais pragmático do primeiro género e o mais lírico do segundo. Eu tenho sempre a sensação do divertido que se junta a uma sensibilidade fremente e que leva tantas vezes a um tom também dramático, melancólico, desde logo romântico. Eu acho que o Esgar cria como se fizesse as imagens florirem, porque a profusão de cores ajardina tudo, faz do que vemos bouquets radiantes. Criar como fazendo imagens florirem é só possivel para quem sabe prezar a delicadeza, para quem encontrou um ponto sensí́vel a partir do qual seja razoá́vel o exercício dessa liberdade invejável de se divertir, confessar, deslumbrar e aperfeiçoar pela pulsão expressiva. Há uma aceleração das emocções, um modo de boa gula, uma energia amistosa que irradia das imagens como se fosse o jardim, afinal, que nos rega e nos fertiliza, os seduzidos espectadores.

23.2.11

Sete estórias do vento salgado


Uma das minhas ilustrações para Sete estórias do vento salgado, de Ana Paula Mateus, obra vencedora do Prémio Fundação Dr. Luís Rainha nas Correntes d'Escritas 2011.

14.2.11

valentim

8.2.11

a


17.1.11

3 cartazes

2011 iniciou-se em grande, no que a trabalho diz respeito: 3 convites para desenhar 3 cartazes. Aqui fica o resultado, com os votos de um bom ano para quem visita a casadeosso.



10.1.11

no brasil, fim de janeiro. editora 34

200 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-459-3
2010 - 1ª edição (Acordo Ortográfico)
Prêmio José Saramago de melhor romance - 2007

Vencedor do Prêmio Literário José Saramago em 2007, este livro de valter hugo mãe — poeta, romancista, artista plástico e cantor nascido em 1971 — foi saudado pelo grande escritor português como "uma revolução", um verdadeiro "tsunami literário". Com linguagem exuberante, relata a desastrada existência dos sargas, "nascidos de pai e vaca", e as desventuras de seu primogênito, baltazar serapião, o narrador da história, tragicamente enamorado por ermesinda, de extrema beleza.
Fruto de uma invenção radical, que combina tempos, ritmos e oralidades arcaicos, primitivos, com um recorte narrativo altamente contemporâneo, o remorso de baltazar serapião é daqueles livros excepcionais que parece ter encontrado uma tecla secreta da linguagem, que a dispara e faz florescer de maneira incomparável. Não foi por outra razão que o próprio Saramago, ao lê-lo, afirmou: "às vezes tive a impressão de assistir a um novo parto da língua portuguesa".

16.12.10

1.12.10

walter, wassily e paul


Depois de não sei quantos dias a tentar ensinar História do Design a miúdos de 15 anos que mal se conseguem manter concentrados por 5 minutos, tinha de desenhar qualquer coisa para relaxar...

24.11.10

quinta, 25 nov, 21h30, livraria centésima página em braga




apresentação do livro «contabilidade», poesia reunida. leitura por pedro lamares, conversa à mistura.
exposição «a alma ao diabo a preços trágicos», ilustrações a serem conferidas nesta ligação.
entrada livre. estão todos convidados.
quinta, 25 nov, 21h30
livraria centésima página em braga

17.11.10

quinta 18 de novembro, 21h30, lisboa

O Taxidermista


O meu novo website está online.
De cara lavada, com novos trabalhos, mais bonito e interactivo.
Estou contente.

8.11.10