24.8.06


FRANZIR O SOBROLHO
15 ANOS DE PINTURA, ILUSTRAÇÃO, DESIGN E EDIÇÃO DISCOGRÁFICA DE ESGAR ACELARADO

LOCAL: SALA VIP DO PAVILHÃO ROSA MOTA
(Sex. 25: 21h30 – 01h00 Sáb. 26: 15h00 – 19h30 e 21h30 – 01h00)

Do Neo Surrealismo Kitsh (NSK) ao Pós Expressionismo Pop (PEP) passando pela Arte de Quarto de Banho (AQB), esta exposição permite um olhar retrospectivo sobre 15 anos de carreira de um artista que, ao contrário dos gauleses, não tem medo que o céu lhe caia em cima da cabeça, antes que se lhe acabem os diversos suportes de expressão.
Esgar Acelerado (n. Póvoa do Varzim, 1968). É este o mais comum dos nomes pelo qual este criador quer ser conhecido. Formou-se em Pintura na Escola de Belas Artes do Porto. É dono da editora independente Lowfly Records, por onde passaram nomes como Bonnie Prince Billy (Will Oldham), Jad Fair, Anomoanon, Clockwork ou Us Forretas Ocultos. Assinou os argumentos das pranchas semanais de Superfuzz, no jornal BLITZ, compiladas em álbum através da editora Devir. Fez ilustrações, BD e design para várias publicações, entre as quais Mondo Bizarre, BLITZ, Luke, Stripburguer, Público, Vozes ou 365 e é presença habitual nos Guias de Ilustração Portuguesa (Bedeteca de Lisboa / Público). Mentor da revista CRU (e também do já extinto serviço de BD via e-mail Cru-online) foi também um dos criadores do site Www.ArtVortex.Org. Produziu capas de discos (para editoras de vários países), cartazes, serigrafias e pintura. Expôs na Cooperativa Árvore, FNAC Artes em Partes, Maus Hábitos, Carbono, Plastic, Galeria Zé dos Bois, Salão de BD do Porto, Fantasporto, Festival Intercéltico, Festival de Jazz do Porto e Festival de BD da Amadora A sua experiência na cena musical nacional – organizou o festival Cais do Rock –, é uma das fontes das histórias aos quadradinhos que vai criando. Paralelamente, é professor de Artes Visuais numa Escola Secundária. Mora sozinho, gosta de tomar café, fumar, e ouvir rock'n'roll. Odeia gatos. É um mau rapaz, mas muito educado e atencioso para com o sexo oposto.

22.8.06

cave 5, monte sheldon


vem buscar-me à morte. estou no pontão. o mar está furioso com o que venho fazer mas eu não arredo pé sem ficar com tudo ou nada

9.2.06

objecto cardíaco


alguns já perceberam. não quis falar do assunto antes que fosse definitivo e visível; acabo de lançar no mercado uma nova editora chamada objecto cardíaco, para a qual desenhei um plano arriscado a partir das paixões e das loucuras. é um projecto difícil que me exige uma boa dose de sorte e persistência e, quem sabe, a ajuda de alguns amigos também. escrevi um pequeno texto de apresentação que pode ser encontrado no novo blogue da editora. outros elementos podem ser consultados na nova página, que está ainda em manutenção mas permite já um breve entendimento do que pretendo fazer.
o casa de osso acaba aqui. poderão encontrar-me - cada vez com maior regularidade - no da literatura e, claro, no objecto cardíaco para assuntos profissionais.
no mais, agradeço sinceramente a quem por aqui passou a bem. e espero mantê-los como amigos nos meus endereços alternativos. e agradeço a força a quem percebeu na altura certa que ela era precisa. este blogue passou, por instantes, muito rente à minha pele. por isso se manterá rente à minha memória, com um lugar para todos vocês

24.1.06

texto de afonso eanes do cotom

Abadessa, oí dizer
que érades mui sabedor
de todo bem; e, por amor
de Deus, querede-vos doer
de mim, que ogano casei,
que bem vos juro que nom sei
mais que um asno de foder.

Ca me fazem ém sabedor
de vós que havedes bom sem
de foder e de todo bem;
ensinade-, e mais, senhor,
como foda, ca o nom sei,
nem padre nem madre nom ei
que m'ensin', e fiquei pastor.

E se eu ensinando vou
de vós, senhor, deste mester
de foder e foder souber
per vós, que me Deus aparou,
cada que por foder, direi
Pater Noster e enmentarei
a alma de quem m'ensinou.

E per i podedes gaar,
mia senhor, o Reino de Deus:
per ensinar os pobres seus
mais ca por outro jajuar,
e per ensinar a molher
coitada, que a vós veer,
senhor, que nom souber ambrar.

13.1.06

esgotado

o espectáculo no teatro do campo alegre no dia 19 encontra-se esgotado. esgotou ontem. obrigado

9.1.06

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já aqui falei da pintura do francisco laranjeira. agora informo que a sua nova exposição abre no dia 14 na galeria símbolo - rua miguel bombarda - no porto. estarei lá após as 18.30h, assim que cumprir o curso de escrita criativa que oriento em braga

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o meu amigo joão pedro rodrigues orienta um curso de pintura e desenho no porto. vale a pena assistir, asseguro-vos eu


8.1.06

formiga


«dancer», de bo bartlet
a formiga disse à cigarra que o frio haveria de passar. a cigarra, esfaimada, não podia cantar nem imaginar que coisa teria na cabeça durante o verão já tão longínquo. a formiga, sorrindo, convidou-a a entrar na sua toca e deu-lhe de comer. depois, recebeu da cigarra a mais infinita amizade e as melhores aulas de canto e dança. juntas, sentiram-se perfeitas e nada mais lhes haveria de faltar a vida inteira

3.1.06

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no próximo dia 19 deste mês, serei o poeta convidado na sessão das famosas «quintas de leitura» do teatro do campo alegre, no porto.
a sessão que pensei com o programador joão gesta será designada por «folclore íntimo», título de um pequeno livro meu a sair, e conta exclusivamente com a leitura de textos inéditos escritos propositadamente para a ocasião. as leituras serão feitas por mim, pela susana menezes com apoio visual da rute carlos, pelo isaque ferreira e pelo novo sex symbol das novelas portuguesas, o pedro lamares.
a segunda parte, musical, estará a cargo dos magníficos mécanosphère (adolfo luxúria canibal e benjamin brejon), que têm um novo álbum prestes a chegar ao mercado.
a partir de hoje as entradas estão à venda. todas as sessões das «quintas de leitura» esgotam, por isso deixo já a dica, porque pela minha parte terei apenas dois convites para familiares. assim, quem estiver interessado, deve meter os pés ao caminho o quanto antes. o telefone da bilheteira do teatro, para reservas, é o 226063000.

30.12.05

bom ano


perdoem-me por demorar tanto a agradecer as vossas mensagens. entre gripes e natais, vou perdendo e ganhando tempo.
aceitem um abraço e o desejo de um excelente novo ano.
já agora, sentem-se ao meu lado nesta bela fotografia que a graça martins me tirou. conversemos pela alegria fora

13.12.05

primeiro aniversário


ilustração de alain corbel


sou muito distraído com as datas, mas um amigo reparou que o casa de osso faz hoje um ano. fico um pouco impressionado. embora com ausências - porque um blogue não é a minha vida - mantive-me por perto o suficiente para auferir de boas energias de tanta gente que por aqui passa os olhos. na verdade, este bom tempo é mais devido a quem me visita do que a mim, que me limito a envaidecer o ego pela amizade que entre nós cresce. por isso, muito obrigado a todos

12.12.05

mário cláudio na universidade católica

esta noite, a partir das 21 e 30h, apresento e modero uma conversa com o escritor mário cláudio no pólo da universidade católica do porto. não sei se a entrada é livre, mas deve ser para quem tiver cara de muito querer entrar

24.11.05

?

ilustração de saelee oh

que diabo faz com que o meu blogue não esteja visível na casa de muita gente? farto-me de receber queixas de malta que não consegue aceder à página. estarei a ser boicotado por algum hacker sem melhor coisa para fazer? ó santo deus, a quanto me sujeitais

23.11.05

poema da vontade de voltar para casa

o indivíduo chegou-se discretamente e manifestou quase nada a sua inquietação. depois, quando todos demos por ele, começou a falar, devagar primeiro, de seguida mais depressa. depois, quando nos começámos a cansar, gritou, de seguida espumava pela boca quando nos queríamos afastar. depois, quando nos apavorámos e tentámos fugir, desatou à machadada e arrancou-nos os braços, as pernas, a voz, o caminho para casa. guardou tudo numa caixa e o que restou de nós não permite que nos recenheçam. certamente a senhora da limpeza mal nos verá. vai varrer-nos entre as coriscas e aviar-nos para o lixo para sempre

13.11.05

poema do bichinho surpreendente

havia um bichinho muito pequenino que ficava sempre muuuuuuuito quieto no seu canto. os outros, maiores e ferozes, achavam que ele dificilmente se revoltaria. mas um dia, farto de ser incompreendido, o bichinho abriu a boca o mais que pôde e, para espanto de todos, tinha uns dentes de ferro afiados que, à mínima dentada, laminavam o adversário. ui, aquilo foi uma chacina. mas nem por isso o bichinho se sentiu melhor

com o antony, no coliseu dos recreios, 31 de outubro

10.11.05

laranjeira no auditório amanhã

amanhã, a partir das 21 e 20h, o francisco laranjeira abre uma nova exposição no auditório municipal de vila do conde. haverá festa animada com leituras do isaque ferreira e da nana menezes, música do futuro com a anadeus, o quico serrano e o paulo praça, seguindo-se um magusto de convivio extravagante no encanasbar.
sobre a exposição - que afinal é o que importa - poderá ser a melhor do laranjeira que se afirma, sem dúvida, como um dos mais interessantes pintores da nova vaga no nosso país. coisa vivas e cromáticamente deglutivas, coisas que nos adentram, a não perder de modo algum. vejo-vos lá

3.11.05

o cão mais triste do mundo - renato roque


o fotógrafo renato roque, que muito admiro, captou o cão mais triste do mundo, visto um pouco a partir do romance que escrevi chamado «o nosso reino». um cão belo, como no livro, feito de fuga e dor, mas belo. obrigado renato

2.11.05

jarboe - casa das artes, hoje hoje hoje

este é o mark eitzel na casa das artes

a não perder. para quem pode:
voz: jarboe
baixo e violino: paz lenchantin
baterias: phil petrocelli e mike rollins
guitarras: nic le ban
2 novembro quarta 21.30 grande auditório da casa das artes de vila nova de famalicão
entrada: 8 euros (preço único)

27.10.05

mar das caxinas


um destes dias vi isto com o telemóvel. na verdade, a imagem real estava a preto e branco, mas o telemóvel, de tão habituado, viu azul por todo o lado. e eu juro-vos, a imagem real não tinha o côr; foi o mar mais impressionante que vi em toda a vida