aceito o pedido que me fizeram de homenagear o meu amigo artur do cruzeiro seixas
12.7.07
11.7.07
10.7.07
por vezes a morte é impossível de explicar e eu sei que não é deste mundo a razão porque a eliana nos deixou.
nós de coração na mão, muito difícil de o guardar agora
.
«águas passadas do rio,
meu sono vazio,
não vão acordar;
águas das fontes calai
ó ribeiras chorai
que eu não volto a cantar.»
(josé afonso, «balada de outono»)
6.7.07
no meu post anterior alguém deixou um comentário dizendo não saber se eu acredito em mim próprio. hummm. um anónimo, claro, porque para dizermos estas coisas convém estarmos escondidinhos da silva. e é verdade. não acredito lá muito em mim. tenho a mania de que sirvo mais para coisas simples e de que qualquer proeza que faça não é suficientemente grande. expliquei-me? não me espanto com praticamente nada do que faça e estando feito nada me parece suficientemente grandioso para me satisfazer. por isso, corro continuamente e mesmo que não saiba para onde ir. eu acho que é apanágio de quem cria por necessidade - uma angústia em chegar a um lugar que realmente não existe, porque os artistas satisfeitos não existem e eu sou de uma insatisfação monstruosa que até me pode maltratar, mas da qual dependo para me reconhecer ou, mais dramaticamente, da qual dependo para ser
5.7.07
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