5.7.09

god 'less america - 059

mirror people - rui maia


eina eina eina. a optimus discos já disponibilizou o ep do rui maia, mirror people, para download gratuito. podem encontrar a versão física, numa edição limitada a mil exemplares, nas fnacs, mas através deste caminho podem já curtir os mp3 dos temas. num destes, «as sementes incertas», leio um texto meu e com isso fico num sino de vaidoso e contente. gosto muito deste ep, gosto muito do trabalho do rui maia, a solo ou enquanto elemento dos fantásticos x-wife. mirror people para todos

3.7.09

sky saxon rip

1.7.09

histórias do cinema


COLECTIVA “HISTÓRIAS DO CINEMA”
Biblioteca Municipal Rocha Peixoto - Póvoa de Varzim
3 a 31 de Julho de 2009
INAUGURA DIA 3, SEXTA-FEIRA, PELAS 21H30 COM CONCERTO DOS PORTO RUBY

O Clube de Cinema 8 e Meio / ESEQ e o Pelouro da Cultura do Município da Póvoa de Varzim convidam-no para a inauguração da Exposição Colectiva de Artes Plásticas "Histórias do Cinema", sexta-feira dia 3 de Julho, pelas 21H30, na Galeria da Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim.
Programa extra: Concerto da banda Porto Ruby. Será servido um Porto de Honra.


A EXPOSIÇÃO

Os filmes de que gostamos têm essa capacidade... Trabalham-nos por dentro quando os vemos e deixam-nos uma cicatriz perpétua, um rasgão que nos tatua a alma para o resto da vida. Para o bem e para o mal eles são os filmes da nossa vida, aqueles que desenham os territórios onde gostamos de nos encontrar/perder.

O projecto "Histórias do Cinema" consta de uma mostra de trabalhos originais realizados em formato A5 e construídos a partir da memória ficcional de filmes seleccionados por convidados de diversas áreas profissionais. Foram aceites todas as formas de intervenção: desenho, colagem, pintura, fotografia, texto, etc. No leque de convidados estão representadas muito sensibilidades, algumas delas, inclusivé, sem uma ligação directa às artes plásticas ou gráficas. Pelo exposto decorre que o objectivo do projecto não passa obviamente por uma curadoria baseada em critérios puramente estéticos (nem serão estes os mais determinantes), interessando mais o lado afectivo que a actividade promove.

A exposição pública dos trabalhos decorre entre os dias 3 e 31 de Julho na galeria da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, Póvoa de Varzim.
As verbas auferidas com a exposição - todos os trabalhos estarão à venda pelo preço simbólico de 50 euros - revertem para o clube de cinema 8 e Meio, que as utilizará para as suas actividades: concurso de vídeo escolar 8 e Meio e organização de sessões com convidados.


O CONCERTO

Porto Ruby: Do charme gangster de Frank Sinatra, à diva do playback Britney Spears, da suavidade - pomada de Caetano Veloso ao desafinar de Bob Dylan, da anca de Nina Simone aos aranhiços de David Bowie, das quebras de tensão dos Jefferson Airplane aos desamores de bar de hotel de Leonard Cohen dos blues cubistas de Tom Waits às negras distâncias de uns Depeche Mode... Tudo num Porto Ruby.


PARTICIPANTES E FILMES SELECCIONADOS
(por ordem alfabética de nome de autor)

ALZIRA GUEDES (professora)
GATO PRETO, GATO BRANCO (Ex-Jugoslávia, 1998) de EMIR KUSTURICA

ANA ROMERO (artista plástica)
IN THE MOOD FOR LOVE (Hong Kong, 2000) de WONG KAR WAI

ANDRÉ CHIOTE (arquitecto)
LOST IN TRANSLATION (EUA, 2003) de SOFIA COPPOLA

ANDRÉ LEMOS (ilustrador)
NÃO TE MEXAS, MORRE E RESSUSCITA! (URSS, 1989) de VITALI KANEVSKY

ANTÓNIO FERNADEZ (arquitecto)
AMARCORD (Itália, 1973) de FEDERICO FELLINI

ANTÓNIO GONÇALVES (artista plástico)
OS IDIOTAS (Dinamarca, 1998) de LARS VON TRIER

ANTÓNIO JORGE GONÇALVES (artista visual)
HANA-BI (Japão, 1997) de TAKESHI KITANO

ANTÓNIO NORONHA NASCIMENTO (juiz-conselheiro/presidente do supremo tribunal de justiça)
ROCCO E SEUS IRMÃOS (ITALIA, 1960) de LUCHINO VISCONTI

ANTÓNIO PINTO (professor/artista plástico)
BRUSCAMENTE NO VERÃO PASSADO (EUA, 1959) de JOSEPH L. MANKIEWICZ

ARMANDA VILAR (designer)
L’ATALANTE (França, 1934) de JEAN VIGO

CAROLINA PINHO (designer gráfica)
ET: O EXTRA-TERRESTRE (EUA, 1982) de STEVEN SPIELBERG

CÉLIA NEVES (professora)
CINEMA PARAÍSO (Itália, 1988) de GIUSEPPE TORNATORE

DANIEL CURVAL (fotógrafo)
STALKER (URSS, 1979) de ANDREI TARKOVSKI

DANIEL SILVESTRE DA SILVA (ilustrador)
ZELIG (EUA, 1983) de WOODY ALLEN

ESGAR ACELERADO (ilustrador)
FREAKS (EUA, 1932) de TOD BROWNING

FRANCISCO CUNHA (ilustrador)
LA VEUVE DE SAINT-PIERRE (França, 2000) de PATRICE LECONTE

FRANCISCO LARANJEIRA (artista plástico)
ZABRISKIE POINT (EUA, 1970) de MICHELANGELO ANTONIONI

GRAÇA DINIS (professora)
ÚLTIMO TANGO EM PARIS (Itália, 1972) de BERNARDO BERTOLUCCI

HELDER LUÍS (designer)
LARANJA MECÂNICA (GB, 1971) de STANLEY KUBRICK

ISABEL ABOIM INGLEZ (cineasta)
OITO E MEIO (Itália, 1963) de FEDERICO FELLINI

ISABEL LHANO (artista plástica)
OS LIVROS DE PRÓSPERO (GB, 1991) de PETER GREENAWAY

ISABEL PADRÃO (artista plástica)
ERASERHEAD (EUA, 1977) de DAVID LYNCH

ISAQUE FERREIRA (leitor de poesia)
THE SHINING (EUA, 1980) de STANLEY KUBRICK

JOANA RÊGO (artista plástica)
CITIZEN KANE (EUA, 1941) de ORSON WELLES

JAIME EUSÉBIO (arquitecto)
MÓNICA E O DESEJO (Suécia ,1953) de INGMAR BERGMAN

JOÃO RIOS (poeta)
UN CHIEN ANDALOU (França, 1929) de LUIS BUÑUEL

JOSÉ CARLOS MARQUES (fotógrafo)
PULP FICTION (EUA, 2002) de QUENTIN TARANTINO

JOSÉ MIGUEL GERVÁSIO (artista plástico/professor)
FEIOS, PORCOS E MAUS (Itália, 1976) de ETTORE SCOLLA

JOSÉ ROSINHAS (artista plástico)
FIREWORKS (EUA, 1953) de KENNETH ANGER

JÚLIO DOLBETH (ilustrador)
MISTER LONELY (EUA, 2007) de HARMONY KORINE

LEONEL CUNHA (professor)
MAD MAX I (Austrália, 1979) de GEORGE MILLER

LUÍS NOGUEIRA (professor/artista plástico)
TAXI DRIVER (EUA, 1976) de MARTIN SCORSESE

LUÍS SILVA (ilustrador)
ANDREI RUBLIOV (URSS, 1966) de ANDREI TARKOVSKI

MARCEL SAINT-PIERRE (artista plástico)
O DESERTO VERMELHO (Itália, 1964) de MICHELANGELO ANTONIONI

MARIA JOÃO OLIVEIRA (professora)
O CASTELO ANDANTE (Japão, 2004 ) de HAYAO MIYAZAKO

MARIANA PEREIRA (designer gráfica)
NATURAL BORN KILLERS (EUA, 1994) de OLIVER STONE

MENINA LIMÃO (designer gráfica)
MAGNOLIA (EUA, 1999) de PAUL THOMAS ANDERSON

MIGUEL DIAS (director festival curtas metragens vila do conde)
SAMUEL FULLER

NELSON D’AIRES (fotógrafo)
O FIEL JARDINEIRO (GB, 2005) de FERNANDO MEIRELLES

NUNO BARROS (professor/artista plástico)
FANNY E ALEXANDRE (Suécia, 1982) de INGMAR BERGMAN

NUNO SARAIVA (ilustrador)
IL SORPASSO (Itália, 1962) de DINO RISI

ONDINA MORIM (professora)
AS ASAS DO DESEJO (Alemanha, 1987) de WIM WENDERS

PEDRO CALDAS (estudante de design)
TRAINSPOTTING (GB, 1996) de DANNY BOYLE

PEDRO EIRAS (escritor/professor)
JE VOUS SALUE, MARIE (França, 1985) de JEAN-LUC GODARD

PEDRO MOURA (realizador/ilustrador)
BULLITT (EUA, 1968) de PETER YATES

RICARDO CARVALHO (arquitecto)
WILD AT HEART (EUA, 1990) de DAVID LYNCH

RITA MENDES (designer)
CAT PEOPLE (EUA, 1942) de JACQUES TOURNEUR

RUI BALTHAZAR (artista plástico)
HISTOIRE(S) DU CINEMA (França, 1988-1998) de JEAN-LUC GODARD

RUI PINHEIRO (fotógrafo)
BLOW-UP (GB/Itália, 1966) de MICHELANGELO ANTONIONI

RUI RICARDO (ilustrador)
O PLANETA DOS MACACOS (EUA, 1968) de FRANKLIN J. SCHAFFNER

RUI VITORINO SANTOS (ilustrador/designer)
UM Z E DOIS ZEROS (GB, 1985) de PETER GREENAWAY

SARA MACEDO (estudante de música)
O DESPERTAR DA MENTE (EUA, 2004) de Michel Gondry

SARA SOTTOMAYOR (professora)
OS CAVALOS TAMBÉM SE ABATEM? (EUA, 1969) de SIDNEY POLLACK

SUSANA VASSALO (arquitecta)
DE TANTO BATER O MEU CORAÇÃO PAROU (França, 2005) de JACQUES AUDIARD

SÉRGIO LEMOS (fotógrafo/músico)
BLOW-UP (GB/Itália, 1966) de MICHELANGELO ANTONIONI

SIGLA-D (designer)
THE WALL (GB, 1982 ) de ALAN PARKER

TERESA GUEDES (professora)
O PERFUME (Alemanha, 2006) de TOM TYKWER

valter hugo mãe (escritor)
MANHÃ SUBMERSA (Portugal, 1980) de LAURO ANTÓNIO

VÍTOR LAGO SILVA (artista plástico)
NOSTALGIA (Itália, 1983) de ANDREI TARKOVSKY

ZBIGNIEV KONIEC (artista plástico)
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (EUA, 1937) de WALT DISNEY

30.6.09

pina bausch morreu

não posso crer. agora morreu a pina bausch. tinha 68 anos e soube há cinco dias que padecia de um cancro. isto, com os aviões sempre a cair, não me parece nada aceitável. a pina bausch, caramba, a pina bausch

29.6.09

escola na tv, é caso para dizer, vai-te lixar, ó barbas

http://sorisomail.com/email/3268/como-espancar-uma-mulher.html

freaks

freaks, de tod browning, foi o filme que escolhi para a exposição do clube de cinema 8 e meio. o resultado está aí em cima. sexta-feira, dia 3, inaugura a exposição, com concerto dos porto ruby e porto de honra. na biblioteca municipal rocha peixoto, póvoa de varzim.

josé rui teixeira

«Quando eu era criança o inverno era frio, muito frio; o verão era quente, muito quente; no tempo das chuvas, chovia; no tempo da canícula, o calor era mesmo muito intenso. Há 30 anos o clima era tão estável como a minha vida ou a casa da minha infância. Há 20 anos eu saí da casa da minha infância e a minha vida tornou-se uma diáspora; o inverno nunca mais foi tão frio e o estio nunca mais foi tão quente. Agora percebo que é provável que as alterações climáticas não se devam ao aquecimento global, mas à separação dos meus pais.»

no seu blogue, equinócio de outono, o josé rui teixeira escreveu o que está acima e eu amei

26.6.09

«manhã submersa», de lauro antónio, uma escolha sem hesitações



o clube de cinema oito e meio - póvoa de varzim - organiza uma exposição colectiva para a qual convidaram alguns artistas e amigos a interpretarem plasticamente um filme que os tenha marcado. eu escolhi a «manhã submersa» do lauro antónio, que foi criado suportado no livro de vergílio ferreira. o meu trabalho é o que vêem acima. não sou artista plástico, de todo, esforço-me de boa vontade para fazer o melhor que possa e, tendo sido convidado, quis muito homenagear um filme que me impressiona. um filme português - como alguns outros - que me impressiona de facto, pelo retrato claustrofóbico de um país que, aqui e acolá, ainda tende a guardar-se do tempo, como medo de amadurecer. é uma vergonha não pintar melhor, mas a homenagem é sincera.
aqui podem encontrar informações mais precisas sobre esta iniciativa, da qual faz parte o meu colega, o grandioso esgar acelerado

contra a alienação do «palácio de cristal». a ver se não se estraga tudo de uma vez na cidade do porto. uma petição está online acabada de chegar

A aprovação na reunião de 23 de Junho da Câmara do Porto, com os votos do PSD, CDS e PS, da privatização e da chamada “requalificação” do Pavilhão Rosa Mota é mais um passo na destruição pelo Executivo PSD/CDS, com a cumplicidade do PS, de um património que os transcende e que incumbe à cidade respeitar, preservar e melhorar. Se tal proposta chegar a ser concretizada, verificar-se-á não só uma alteração radical da área circundante do pavilhão (lago e tílias) por força da nova construção para eventos empresariais, como o município do Porto ficará detentor de apenas 20% do capital da nova sociedade gestora. À cidade rouba-se o seu património e espaço público, eliminam-se os seus espaços verdes e alimentam-se negócios, favorecendo privados.

Bastaria, aliás, invocar a lei nº 159/99 (sobre as atribuições e competências das autarquias) para saber que do papel dos órgãos municipais faz parte “o planeamento, a gestão e a realização de investimentos nos seguintes domínios”: espaços verdes, mercados municipais (artº 16º), teatros municipais, património cultural, paisagístico e urbanístico do município, gerir museus, edifícios e sítios classificados, apoiar projectos e agentes culturais não profissionais (artº 20º). E não faltam vozes de autarcas a reclamar mais competências. Mas no município do Porto vive-se a situação espantosa de um Executivo que não só não quer exercer as competências legalmente atribuídas, como as delega, com o apoio do PS, aos interesses particulares.

Motivados pelo exemplo das movimentações cidadãs que impediram a demolição do Bolhão (mais de 50.000 cidadãs e cidadãos subscreveram uma petição ao parlamento), temendo que se concretize a alienação de mais património ainda, os cidadãos e cidadãs do Porto, abaixo-assinad@s, exigem o fim imediato do processo agora aprovado e a salvaguarda do Pavilhão Rosa Mota e seus jardins como equipamento público para usufruto de tod@s numa cidade ecológica, sustentada e defendida pelo exercício do interesse público.

petição aqui

o falecimento de michael jackson pesa-me na infância. envelhece-me. tenho muita pena que a desgraça o tenha corroído até não ser mais possível

22.6.09

copenhaga. pouca internet. muito sol. frio. cansado. sonic youth em malmo


god 'less america - 057