23.11.05

poema da vontade de voltar para casa

o indivíduo chegou-se discretamente e manifestou quase nada a sua inquietação. depois, quando todos demos por ele, começou a falar, devagar primeiro, de seguida mais depressa. depois, quando nos começámos a cansar, gritou, de seguida espumava pela boca quando nos queríamos afastar. depois, quando nos apavorámos e tentámos fugir, desatou à machadada e arrancou-nos os braços, as pernas, a voz, o caminho para casa. guardou tudo numa caixa e o que restou de nós não permite que nos recenheçam. certamente a senhora da limpeza mal nos verá. vai varrer-nos entre as coriscas e aviar-nos para o lixo para sempre

4 comentários:

  1. tens razão. há pessoas que são varridas entre os restos do lixo, confundindo-se com eles. há quem repare que ali estão restos humanos, mas não ligam. por vezes sabe-se quem são os criminosos.nada é feito.continuam livres, felizes, criminosos

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  2. resgato os teus pedaços e colo-os com jeitinho...

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  3. luís sem vaz27/11/05 04:04

    Ó pá, com o exame de Adn, até só por um pentelho és reconhecido. Actualiza-te.

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  4. http://maniasymanias.blogspot.com/
    Dê lá um saltinho e diga o que pensa, está bem?
    Obrigada.

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