19.1.07

no mais triste dos poemas o poeta tem
de morrer por amor. assim me despeço
de ti, só de ti, de modo breve e definitivo,
permitindo que sobre mim cresçam ervas
e mais tarde se afundem as raizes das
árvores mais eternas. no mais triste dos
poemas teria de estar eu, terias tu de
faltar, para que o meu amor, e eu morrer
por ele, fosse só uma dor minha, uma
dor em vão, fugaz tolice para enternecer
o meu sempre abandonado coração

imagem de rui effe

3 comentários:

  1. margarida19/1/07 08:48

    Se eu gostava da sua poesia, de todas as palavras que escrevia, agora, perante esta faceta que nos revelou, rendo-me incondicionalmente. Este poema pertence àqueles, que eu leio num trago só, como se uma sede inesgotável me percorresse a garganta, para se instalar inquilina na boca, que adormece a dizer, as palavras que os olhos leram.
    Uma palavra ainda, para a senhora sua mãe; também sou mãe, e também sou filha. Conheço todas as vertentes do amor e da emoção que fala. Junto a minha voz à sua no cantar dos parabéns.


    margarida

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  2. Gosto demais dos seus poemas.
    Este está tão lindo! A intensidade da tristeza, o amor desmedido, enraizado, a solidão, estão nele, como espinhos.


    beijos

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  3. Obrigado por, de forma polifacetada, teres estado presente!

    Deixo-te um parêntesis:
    http://www.olhares.com/parentesis/foto977258.html

    Volta sempre.

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